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Bartending: 1.ª lição

No início do ano, recebi o convite para fazer um workshop de mixologia. O objetivo era o de aprender a fazer um Dry Martini, a bebida por excelência de James Bond.

O convite chegou por parte da Diageo, o grupo de bebidas alcoólicas premium que organiza o evento de mixologia mais importante do mundo e que chega este ano a Portugal, pela primeira vez.

A Diageo Reserve World Class é uma competição que pretende eleger o melhor bartender do mundo, estando para o universo dos cocktails como as estrelas Michelin estão para a gastronomia.

A World Class é organizada desde 2007 pela Diageo Reserve, a divisão de luxo do grupo, e terá a final internacional em setembro de 2015, na Cidade do Cabo, na África do Sul, com a participação de mais de 50 países.

Em Portugal, já foi realizada a primeira fase do concurso, na qual se elegeram três semifinalistas (de Porto, Lisboa e Algarve), e em maio decorrerá a segunda ronda para selecionar mais três, um de cada região. Na Final Nacional, vai encontrar-se o melhor bartender português, que representará o País na África do Sul.

De regresso ao workshop, este foi realizado por um dos bartenders portugueses participantes da competição, José Maria, do bar CINCO Lounge, que, apesar de não ter passado à fase final (e era um dos meus favoritos!), nos guiou e revelou alguns segredos da profissão.

Descobri que um universo complexo e muito interessante dentro da cultura dos cocktails, que desconhecia. Tal como um chef de cozinha, também o bartender precisa de contar uma história, investigar, testar e até criar produtos caseiros para apresentar os seus melhores cocktails.

E é por vezes após o fecho de portas dos bares onde trabalham, de madrugada, que os bartenders exploram e testam as suas receitas durante horas!

Enquanto estávamos com a mão na massa, a preparar o Dry Martini para o meu 007 imaginário, perguntámos ao Tiago Rodrigues, sales manager de Portugal da Diageo, quais as três regras essenciais para fazer um bom cocktail: “escolher bem os ingredientes; usar gelo de qualidade, ou seja, gelo completamente sólido e sem buracos, para não aguar tão facilmente, e, muito importante, usar produtos caseiros e frescos. Por exemplo, sumo de limão natural, a hortelã arrancada da horta, os xaropes…”.

Entre aprender a misturar bem o gelo, com os dedos bem posicionados e à velocidade certa, e a espremer a casca do limão da melhor maneira, a concentração era muita.

O resultado final do meu Dry Martini, apesar de não ser dos meus cocktails favoritos, não desiludiu e a verdade é que, a seguir, já só desejava fazer outro para ganhar prática.

Aqui fica a receita em vídeo do Dry Martini para poder fazer em casa para si ou para o seu James Bond (e o Dia do Pai está quase aí!).

Imagem de destaque: o bartender José Maria, do CINCO Lounge.

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