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… Catarina Beato, autora do blog ‘Dias de uma Princesa’

Nascida em Lisboa, criada em Almada, no “lado esquerdo do Tejo, no lado certo da vida”. Aluna de cadernos irrepreensíveis e de um medo irracional que me passassem a bola. Cheia de certezas absolutas, perdidas na idade adulta. Trabalhei em (quase) tudo. Trabalhei muito. Fui estagiária e escrevi legendas. Viajei e escrevi manchetes. Perdi-me, reencontrei-me, voltei a perder-me. Fiquei desempregada. Decidi (re)aprender a viver.

Produzo conjugações de caracteres com muitas formas. Alimento um diário que se tornou público e que me aquece aquilo a que se chama alma. Aquilo de que mais gosto: escrever histórias. Histórias de amor. Seja qual for a forma de amar.

Sou mãe, apaixonada, orgulhosa, galinha e chata, de dois rapazes. Sou a mesma miúda de Almada que ouvia músicas em repeat num quarto desarrumado com vista para o Tejo. Sou suburbana, mimada e menina-do-meu-pai. Sou mãe. É essa a minha essência.

O blog nasceu em março de 2005. Um ano complicado, porque me sentia perdida em termos profissionais, e num mês difícil. O meu pai morreu no dia em que fiz 24 anos, 28 de março. Os blogs ganhavam visibilidade e eu decidi ter um diário público, sem noção (ainda) das pessoas que me estariam a ler. Queria desabafar o que sentia: tinha 27 anos e era mãe do Gonçalo, de 3, tinha muitas saudades do meu pai e, nos últimos três anos, só tinha feito asneiras em termos de trabalho/negócios. Princesa na vida do meu filho, cheia de saudades do meu Rei. Foi assim que nasceu.

Mini Bio

Nome: 
Catarina Beato

Idade: 
36 anos

Naturalidade: 
portuguesa

Presença online: Blog | Facebook

No meu blog encontra: o meu diário, um bocadinho de quase tudo sem pretensão de ser nada.

Loja: a Horta do Bairro

Em Campo de Ourique, há a frutaria mais bonita do mundo. Tem tudo e é tudo maravilhoso. E foi assim que, aos 36 anos, descobri o quanto gosto de couves de Bruxelas e enchi a casa com dióspiros. É o único lugar onde encontro abacates no ponto. Mesmo preferindo os abacates que me oferecem, às vezes convém não abusar.

Outra loja: Brio

Eu queria que existisse à porta de minha casa um Whole Foods igualzinho ao de Camden, assim pequenino, com tudo aquilo de que preciso. Volto de Londres com esse vazio existencial. Tenho o Brio e basta-me.

Restaurante: O Bitoque

Sim, Campo de Ourique é o meu bairro preferido, e O Bitoque é assim como a minha cozinha, mas acho que me sinto mais em casa do que na minha própria cozinha. A sopa camponesa à segunda-feira, a preferida do meu filho, a língua de vaca estufada, os filetes de linguado, os legumes salteados e o arroz de grelos. Antes de me tornar uma pessoa que não come açúcar, perdia-me nas melhores farófias que já provei. Quando ninguém estava a ver, pedia duas doses.

Brunch: Hotel Real Villa Itália

O brunch é o programa de domingo perfeito: um pequeno-almoço que dure um dia inteiro, entre comida e conversa. O Hotel Real Villa Itália, em Cascais, tem uma vista linda e um brunch maravilhoso. Podiam ser assim todos os domingos. Acho que nem variava a companhia. Levava sempre as minhas amigas, aquelas que me aturam nos dias bons e nos dias chatos.

Treinar

Quando, há quase dois anos, perdi mais de 15 quilos, encontrei no desporto a minha calma. Ginásio, Holmes Place , o E-Fit, na Expo, as minhas aulas de cross fit na Smart Academy, em Cascais, e correr, seja onde for. Custa-me muito quando a rotina dos dias, e logística demasiado pesada, não me permite ir treinar.

Música

Tenho sempre o Spotify ligado. Gosto de ouvir todo o álbum ‘Monomania’, de Clarice Falcão (mais conhecida pelo deliciosos papéis que interpreta em ‘Porta dos Fundos’). Gosto de ouvir bandas sonoras. Agora tenho no repeat a de ‘A Teoria de Tudo’, baseado no livro ‘Viagem ao Infinito’, de Jane Hawking, sobre a sua vida e a sua história de amor com Stephen Hawking.

Família

Sou filha única. Sou filha de famílias pequeninas, do lado do meu pai sem relação com a família. Sou filha de um pai trombudo e antissocial (só herdei as trombas). O meu filho crescido foi filho único durante 8 anos (hoje está quase a ter o segundo irmão de sangue). Nos últimos 12 anos, construí a minha família. Não é como as outras, mas é a melhor família do mundo. Mesmo nos dias em que o mau humor não permite grandes palavras, mesmo nos dias em que a logística da vida não permite mais do que um beijo mandado por mensagem à pressa, ou disparates num grupo de uma qualquer rede social. Mesmo que os dias sejam meses de distância, mas que não tocam no amor que temos. Nunca me sinto sozinha. Mesmo nas noites em que estou exausta, já não tenho medo do escuro. A minha família existe. A minha mãe e o avô Carlos, os pais dos meus filhos, as famílias que ficaram para sempre, os meus sobrinhos, as minhas irmãs de coração, os meus irmãos. E os meus rapazes, os meus filhos.

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