“Fiquei com vontade de fazer mais”: Maro estreia-se nas dobragens em novo filme da “Patrulha Pata”
No próximo dia 6 de agosto chega aos cinemas o filme “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”. A versão portuguesa conta com nomes já conhecidos no meio da dobragem, bem como estreantes, como é o caso da cantora e compositora Maro.
Em 2022, a sua voz representou Portugal na Eurovisão com o tema “Saudade, saudade”. Dois anos mais tarde, no podcast “Awards Chatter”, da The Hollywood Reporter, esta mesma voz foi elogiada por Billie Eilish como “inacreditável”. Em agosto, aventura-se, pela primeira vez, no mundo da dobragem e empresta a voz à personagem “Nancy” do filme de animação “Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros”. Ao lado de Soraia Tavares, Vasco Pereira Coutinho, Custódia Gallego e Matay, a cantora e compositora Maro entra naquela que promete ser a maior aventura de sempre da Patrulha Pata. A trama leva o grupo a uma ilha tropical habitada por dinossauros, onde Marshall, Chase, Skye, Rubble e a equipa enfrentam desafios jurássicos numa missão repleta de ação, humor e amizade.
Esta é a primeira vez que se aventura no mundo das dobragens. Alguma vez se tinha imaginado a dar voz a uma personagem de animação?
Na verdade, já tinha tido uma experiência, não para filme, mas para umas séries do Canal Panda, quando tinha cerca de 18 anos. Adorei; fiquei sempre com o bichinho. Espero que isto seja o início de algo que possa explorar melhor no futuro.
Que referências tinha de dobragem antes de entrar neste projeto?
Sim, sempre adorei quando atores muito conhecidos, de repente, davam voz a personagens de animação. Acho que é ainda mais notório ver o talento da representação. E eu fui percebendo isso — a magia da dubragem — ao ver atores que conhecia muito bem, de repente, pegarem em personagens que nós conhecemos, que o mundo inteiro viu. Por exemplo, o Shrek e o Nemo. Consegues reconhecer a voz, mas, ao mesmo tempo, esta está totalmente associada àquela imagem, àquela figura, à personagem. Sempre achei isso super incrível e fiquei sempre fascinada com esse talento.
O filme estreia esta quinta-feira, 6 de agosto, nos cinemas.
Para este projeto, teve algum tipo de apoio ou formação?
Não. E acho que também é por isso que este não será o melhor trabalho da minha vida. É uma personagem pequena, com poucas falas. Não é uma personagem que tenha dado imenso espaço para explorar isso, mas, ao mesmo tempo, gostei desse desafio e acho que me deu vontade de fazer mais. Foi mais uma espécie de uma primeira experiência e de uma primeira oportunidade para, no futuro, explorar mais a área e aprender a fazer dobragens com mais técnica.
Sentiu que a sua formação musical a ajudou de alguma forma?
Sim, tanto a nível rítmico como melódico, acho que ter uma formação musical acabou por ajudar. Ajudou-me a apanhar parte das melodias e, também, a perceber quando é que a fala entra e quando é que acaba. Fez-me ver isto de maneira diferente.
No processo, o que foi mais desafiante?
O facto de ser uma personagem que não tem tantas falas, porque senti que foi bastante rápido o processo: chegar e passar meia hora a fazer e já está. Só que, claro, nas primeiras vezes ainda estava a perceber como é que funcionava. Quando já estava mais conectada com a personagem e senti que podia mergulhar e explorar mais, já era o fim. Portanto, acho que o maior desafio foi conseguir entrar logo na personagem.
Maro dá voz a Nancy
No filme ‘Patrulha Pata: O Filme dos Dinossauros’ dá voz à Nancy. O que nos podes contar sobre a personagem?
Isto é sabido, mas a Nancy, na versão inglesa, é feita pela Paris Hilton, portanto achei graça estar a fazer essa personagem. É uma personagem que não aparece muito, mas que é relativamente importante. A Nancy faz parte daquele momento inicial onde se percebe o que é que está a começar a acontecer. Portanto, achei isso especial em relação à Nancy, especificamente.
Depois desta experiência, ficou com vontade de explorar mais este universo?
Completamente. Isto foi tão curtinho e, no fim, fiquei com vontade de fazer mais. Fiquei com pena de a personagem não seguir. Foi uma coisa que sempre quis fazer; está claramente na lista de sonhos de vida. Adorava explorar com mais calma e mais a fundo.