[wlm_register_Passatempos]
Siga-nos
Topo

Mapa do prazer

2 de 2

Cérebro e hormonas

A verdade é que todos, homens e mulheres, temos diversas zonas erógenas. A sua estimulação aumenta o desejo e a necessidade de ter prazer. O cérebro reage a esses estímulos produzindo oxitocina, uma hormona que contribui para a diminuição dos estados de ansiedade, da falta de confiança e dos níveis de stress.

Segundo diversos especialistas, o número de zonas erógenas varia de mulher para mulher, dependendo do número de contactos físicos entre mãe e filha quando esta era criança. “As mulheres mais mimadas, beijadas e acariciadas pelas progenitoras são as que tendem a apresentar um mapa de zonas erógenas mais desenvolvido. Na fase adulta, as experiências de vida poderão intensificar algumas zonas que estavam ‘adormecidas’ ou causar algum tipo de desconforto em zonas que já foram de prazer. Suponhamos o caso de uma mulher que, a determinada altura, passou a sentir-se mais gorda e que isso a incomoda: não conseguirá ter qualquer tipo de prazer ao ser estimulada nas zonas que lhe causam desconforto, incómodo ou pensamentos depreciativos, devido à sua auto-imagem negativa”, explica o psicólogo.

Acontece ainda que “algumas mulheres podem sentir algum desconforto ou cócegas quando são acariciadas em determinadas zonas do corpo; isto ocorre como uma reação de defesa do organismo, porque não estão devidamente descontraídas e ficam tensas, pois o corpo perceciona esses gestos como uma agressão”, acrescenta Fernando Mesquita.

Quanto ao mapa do prazer masculino, também não se limita à zona genital, embora seja verdade que o pénis é o “comandante” das zonas de prazer masculinas.

Vá pelos seus dedos

Uma mulher consegue perceber sozinha quais são as suas zonas erógenas? Como pode descobrir e estimular essas zonas? “Embora isso gere sensações diferentes, é possível descobrir sozinha as zonas erógenas. Para tal, deve dedicar algum tempo a descobrir o próprio corpo. Deverá descontrair-se o máximo possível e permitir que os pensamentos eróticos e as fantasias vagueiem pela mente. Deverá experimentar diferentes formas de estimular as diversas zonas do corpo, através de carícias, massagens, beliscões, palmadas, etc. Ao experimentar tocar-se de forma diferente, descobrirá as zonas que lhe dão mais prazer ao serem estimuladas e poderá transmitir essa informação ao parceiro. Em algumas situações, o recurso a brinquedos sexuais pode tornar estas experiências ainda mais excitantes”, esclarece o psicólogo.

É possível uma mulher alcançar o orgasmo ao ser estimulada numa zona erógena que não a vagina? “Sim. Por exemplo, perto de um quarto das mulheres conseguem ter um orgasmo apenas com a estimulação dos seios. A este tipo de prazer, chamamos ‘orgasmo sensorial’. No entanto, a sensibilidade nos mamilos varia imenso de mulher para mulher. Outra zona que muitas vezes é esquecida, mas geralmente é apontada como bastante estimulante quando tocada suavemente, fica localizada na região interna do antebraço, imediatamente acima do pulso”, garante o sexólogo. De que é que está à espera para experimentar?

As diferentes Zonas Erógenas

Primárias: Ponto G, clítoris, lábios externos e internos. A estimulação das zonas primárias (genitália) pode ser suficiente para provocar orgasmos. Na mulher, estas zonas incluem o clítoris, os pequenos e os grandes lábios e a vagina.

O clítoris é o epicentro do prazer e o único órgão que existe exclusivamente para proporcionar prazer, já que no homem o pénis também tem função no sistema urinário. Nos homens, as zonas erógenas primárias mais sensíveis são a glande (cabeça do pénis) e o escroto.

Secundárias: As não genitais. A sua estimulação é bastante importante, principalmente nas mulheres, para estimular as zonas primárias, ou seja, é importante serem tocadas e acariciadas, de forma a provocar excitação nas zonas primárias.

As zonas erógenas secundárias abrangem o resto do corpo: toda a pele, os seios, o couro cabeludo, os lóbulos das orelhas, o pescoço, as axilas, as coxas, os ombros, as nádegas, o ânus, etc.

Fernando Mesquita, psicólogo clínico e sexólogo.

Tel. 969 091 221

Imagem de destaque: Dama de Copas.

2 de 2

Veja mais em Sexo

  • Colegas coloridos

    O ditado popular avisa: “Onde se ganha o pão não se come a carne”, querendo com isto dizer que não é...

    Ana Cáceres MonteiroFevereiro 24, 2015
  • Tamanho: o mito e a realidade

    Já tínhamos falado sobre a importância do tamanho do órgão sexual masculino, com a opinião de várias mulheres. Voltamos ao assunto,...

    Sandra Cáceres MonteiroFevereiro 23, 2015
  • Nova atitude: sex it up!

    É esta a altura, porque qualquer altura é boa, para dar mais importância ao sexo: pesquise, pratique, seja criativa e fique...

    Carla MacedoFevereiro 22, 2015
  • Homens, o que (não) fazer na cama!

    Experiências contadas na primeira pessoa por mulheres reais e portuguesas. Se lhes perguntasse, elas nunca iriam dizer-lhe! Mas nós, como amigas,...

    Rita MachadoFevereiro 21, 2015
  • Queimar calorias com prazer

    A prática sexual melhora a saúde cardiovascular, alivia o stress e aumenta a autoestima. Há quem garanta que ajuda a emagrecer....

    Ana Cáceres MonteiroFevereiro 20, 2015
  • Desafio: 30 dias de sexo

    E se uma mulher casada, com filhos e uma vida louca fosse ‘obrigada’ a ter relações sexuais com o marido todos...

    Carolina de AlmeidaFevereiro 19, 2015
  • Sexo: quando o ritmo não é o mesmo

    Ele quer festa todas as noites e a si não nunca lhe apetece e já não sabe que desculpas inventar. Ou,...

    Ana Cáceres MonteiroFevereiro 18, 2015
  • Preliminares: 1,2, 3 ação!

    Os preliminares são bons e nós gostamos. Mas será que não andamos a perder demasiado tempo com as entradas e menos...

    Ana Cáceres MonteiroFevereiro 17, 2015
  • Afinal, o tamanho importa?

    As mulheres dizem que sim, os especialistas que nem sempre, já eles dizem o que lhes convém. Afinal, o tamanho do...

    Sandra Cáceres MonteiroFevereiro 16, 2015

PUB