À boleia do FestVybbe, Mari Fernandez regressa a Portugal no sábado, dia 28 de fevereiro, para um concerto cheio de surpresas e que promete ser ainda mais especial do que aquele que deu no ano passado. A cantora e compositora brasileira, conhecida pela sua voz e presença cativante, soube desde cedo que o seu futuro passaria por pisar vários palcos. Da sua curta carreira fazem já parte momentos de grande sucesso, como o álbum Ao Vivo em Fortaleza, com participações de Nattan, Simone & Simaria, Xand Avião e Zé Vaqueiro, e o single Eu Gosto Assim, em colaboração com Gustavo Mioto, que alcançou o primeiro lugar no Spotify Brasil em outubro de 2022 e esteve também nos tops do Spotify Portugal.
Mari Fernadez. Fotografia de Danii Valverdee
Está prestes a voltar a Portugal para o FestVybbe, depois de uma primeira passagem muito bem-sucedida. O que mais a marcou no público português?
O que mais me marcou na minha ida a Portugal foi o carinho, tanto dos portugueses como dos brasileiros. Fiquei surpreendida com a quantidade de pessoas que me abordavam na rua para pedir fotografias e com o entusiasmo do público ao cantar todas as minhas músicas. Sem falar do momento em que o público de Lisboa cantou Só Sei Ser Fiel, que na altura tinha acabado de ser lançada. Senti-me especial, senti-me abraçada. Criámos um vínculo enorme naquele momento.
O que podemos esperar deste novo concerto? Vêm aí surpresas, novas músicas?
Vai haver muitas surpresas. Estamos a preparar um espetáculo muito mais especial do que o anterior e, com certeza, vai incluir músicas novas. Estou ansiosa por ver se os portugueses, em Lisboa, já sabem cantar a minha nova música, Saudade do Carai.
O forró está a conquistar cada vez mais o público português. Como tem sido ver este género musical atravessar fronteiras e a ganhar força também na Europa?
É incrível ver o poder que o nosso forró tem. As nossas letras, as nossas melodias, a nossa cultura têm ganho cada vez mais espaço. E sinto que, em cada canto do mundo, existe um nordestino — alguém que sente saudade do nosso forró, da nossa música, e que, querendo ou não, está ali a representar-nos. Ver tantos brasileiros em Portugal, a viver e a partilhar as nossas músicas com os portugueses, ajudando-nos a tornar o nosso forró cada vez mais conhecido, deixa-me muito feliz. Sinto que, juntos, vamos conseguir conquistar ainda mais.
Fotografia de Danii Valverdee
Como começou a sua paixão pela música? Lembra-se do momento em que percebeu que queria viver disto?
Desde pequena cantava na igreja e na escola, e ao crescer percebi que não era um amor qualquer: a música era o amor da minha vida! A minha vontade de viver, a minha alegria, vinham daí. Era através da música que conseguia expressar-me e mostrar os meus sentimentos. Comecei a tocar instrumentos, a compor, e assim que terminei a escola decidi que queria dedicar-me inteiramente à música e levar mais a sério o meu dom. No fundo, acho que sempre soube que tinha de cantar, que tinha de viver nos palcos.
Quando compõe, quais são as suas maiores fontes de inspiração?
Inspiro-me em histórias reais. Adoro ouvir histórias e transformá-las em melodia, em música. Sempre que tenho um sentimento muito forte dentro de mim, pego na guitarra e começo a escrever. Todo o sentimento — seja de alegria, tristeza, amor, sofrimento ou desilusão — transforma-se em música. Todos já passámos por esses estados de espírito, e em todos os momentos da vida procuramos alguma canção ou melodia que nos ajude a expressar e aliviar o que estamos a sentir.
Há alguma música que tenha um significado especial para si quando a canta ao vivo?
Todas as minhas músicas são muito especiais. Acreditei e acredito no potencial de todas. Mas confesso que sinto algo único quando lanço uma música nova e, poucos dias depois, vejo o público a cantá-la em concerto. Adoro ver as pessoas a cantarem as minhas músicas, a conhecerem a letra pela primeira vez, a entrarem em contacto com aquela melodia. Gosto ainda mais quando percebo que a música agradou a toda a gente.
Fotografia de Danii Valverdee
Antes de subir ao palco, tem algum ritual?
Gosto sempre de fazer uma oração antes de subir ao palco e de me apresentar. Sinto-me segura e sinto que estou protegida após aquela oração para fazer o que for preciso. E tenho a certeza que o que for para ser meu, depois dessa oração, com toda certeza que virá até mim.
Nas suas passagens por Portugal, teve oportunidade de conhecer o país? Há algum lugar que tenha conquistado o seu coração?
Conheci Fátima, fui até o santuário da Nossa Senhora de Fátima e apaixonei-me pelo lugar. Senti uma renovação gigantesca dentro de mim, a fé estava naquele lugar e fui muito abençoada por ter ido até ali, no mesmo dia em que me apresentei em Lisboa, as pessoas cantavam as minhas músicas, abraçavam-me , enchiam-me de carinho e fizeram-me sentir uma gratidão enorme. Acredito muito que Fátima ouviu as minhas orações e se hoje estou de volta a Portugal, tem um dedinho de Nossa Senhora, que me ajudou mais uma vez a chegar tão longe.
E olhando para o futuro, que novos projetos tem em mente? Podemos esperar um novo álbum?
Sim, já estou a selecionar algumas músicas, podemos sim esperar um novo álbum. Muito especial, com toda a minha verdade e muitas músicas marcantes.
Fotografia de Danii Valverdee
Com que artistas portugueses gostava de colaborar?
Quando fui a Portugal, reparei que os portugueses ouviam muito a dupla Calema e apaixonei-me logo pelo som deles, acredito muito que apesar de não serem portugueses, eles têm uma carreira extremamente sólida em Portugal e uma história muito grande com o país, acho que poderia ser uma parceria interessante. Admiro muito a música deles! E desde já não descarto uma parceria com outros grandes nomes da música portuguesa. Seria uma honra pra mim gravar um feat internacional e se fosse com algum artista português seria ainda mais especial.
Mari Fernandez atua este sábado, dia 28 de fevereiro, no FestVybbe. Os bilhetes estão à venda em blueticket.meo.pt.
Que sonhos gostava de realizar nos próximos anos?
Tenho muita vontade de gravar um DVD num estádio, tenho vontade de fazer algumas tours e feats internacionais. Ainda sou muito nova e tenho muito a conquistar, quero poder levar a minha música e a minha história cada vez mais longe, se for essa a vontade de Deus e se o meu público estiver sempre ao meu lado, acredito que tudo é possível. Acredito que ainda irei realizar muitos sonhos nos próximos anos!



