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Moda Lisboa… mais uma edição de sucesso!

O ModaLisboa Multiplex começou na quinta-feira passada com o talento de António Castro, Cristina Real, Filipe Augusto, João Oliveira e Tiago Loureiro. O público foi convidado a circular pelo jardins da Estufa Fria e a assistir a diferentes happenings baseados em jogos tradicionais como o jogo da cadeira, a malha ou a cabra cega, onde foram apresentadas as coleções dos cinco jovens designers, as quais estão agora à venda no Wonder Room.

A Estufa Fria acolheu também as conferências Fast Talks: Street x Fashion, onde os oradores convidados Gert Van de Keuken (diretor criativo do Estúdio Edelkoort e colaborador da Trend Union), Raimo Diehl e Anton Zamiatine (representantes da FILA Europa), Adam Katz Sinding (fotógrafo), Pedro Lima (diretor criativo na Partners e fundador do grupo Sneakers Love Portugal) e Namalimba Coelho (assessora de comunicação do Museu Coleção Berardo) debateram sobre a influência do streetwear no design de moda. A conversa foi, como habitualmente, moderada por Joana Barrios.

Na sexta-feira assistimos aos desfiles do Sangue Novo, David Ferreira, Valentim Quaresma e Ricardo Preto.

O Sangue Novo é a plataforma onde, em todas as edições da ModaLisboa, se descobrem novos talentos e se renovam coleções. As regras foram alteradas, o concurso passou a anual com duas fases de participação e tornou-se internacional.

Nesta primeira fase, foram apresentados os trabalhos de dez jovens designers nacionais e internacionais: Archie Dickens, Carolina Raquel, Federico Protto, Opiar, Pu Tianqu, Rita Carvalho, Saskia Lenaerts, The Co.Re, Víctor Huarte e Vítor Antunes.

Após a avaliação de todas as coleções, o júri do Sangue Novo – constituído por Miguel Flor, Alfredo Oróbio, Cláudia Barros, Danilo Venturi e Sara Maino – selecionou os designers Archie Dickens, Carolina Raquel, Federico Protto, Opiar, Rita Carvalho e The Co.Re para passarem à 2ª fase do concurso e apresentarem uma nova coleção no desfile Sangue Novo de março de 2019. Os 6 finalistas vão receber um prémio monetário de 1000 euros para desenvolverem as suas novas coleções.

Carolina Raquel e The Co.Re foram as vencedores dos prémios FashionClash e The Feeting Room, respetivamente. Carolina Raquel vai representar Portugal na próxima edição do reconhecido festival de moda holandês, FashionClash, a decorrer em Maastricht, em 2019. A coleção da dupla The Co.Re foi eleita por Edgar Ferreira, representante da concept store portuguesa The Feeting Room, para ser vendida nas lojas de Lisboa e Porto da marca.

Depois da apresentação dos trabalhos dos novos talentos do Sangue Novo, foi a vez dos desfiles de David Ferreira, Valentim Quaresma e Ricardo Preto.

David Ferreira apresentou s-t-a-u-n-c-h, uma coleção que celebra a beleza e a elegância das duas protagonistas do filme ‘Grey Gardens‘ de 1975, jogando com transparências, folhos, godês, recortes e acabamentos raw edges. Nesta estação, o designer apostou numa paleta de cores mais escura, com total looks pretos em renda, organza, crepe e chiffon de seda.

Valentim Quaresma inspirou-se na Art Deco, na arquitetura e na revolução industrial dos anos 20. Trabalhou materiais sustentáveis com uma abordagem contemporânea, misturando materiais naturais com matérias nobres: organza, malha, brocados, madeira, latão, cobre, alumínio, tartaruga, âmbar.

Ricardo Preto apresentou uma coleção repleta de silhuetas sofisticadas e práticas para a mulher contemporânea, marcada por cortes assimétricos em materiais fluidos, misturas padrões e combinações de cor inesperadas em tons terra, azuis, verdes, vermelhos.

Nuno Gama, Awaytomars, Constança Entrudo, Alexandra Moura (desfile powered by Portugal Fashion), Cia Marítima, Patrick de Pádua, Aleksandar Protic, Ricardo Andrez e Luís Carvalho apresentaram as suas coleções para o verão 2019 no dia 13 de outubro.

Nuno Gama mostrou, no Museu Nacional de Arte Antiga, mais uma coleção inspirada na cultura Portuguesa. Porto Graal resultou da sobreposição de múltiplas referências provenientes de recordações de viagens, conceitos, formas, acabamentos e materiais nobres e inteligentes, assim como da beleza do feito à mão. Dividido entre um regresso ao vestuário formal e uma atitude mais cool, Nuno Gama criou novos looks, onde os calções tiveram um papel de destaque.

Awaytomars apresentou o sexto projeto resultante da colaboração com criativos de todo o mundo. 809 designers estiveram envolvidos no processo de cocriação de “Drawn by Light”, uma coleção resultante da análise da história da filmografia e do modo como as imagens podem ser documentadas através da luz. O coletivo Awaytomars explorou as formas como a luz reflete e refrata superfícies como os diamantes e traduziu-as em padrões únicos, usando métodos sustentáveis de impressão digital.

Constança Entrudo estreou-se ontem na plataforma LAB e absorveu-nos para um universo estético e criativo em que a moda toca os limites da arte. A jovem designer apresentou uma coleção sem género, para homens e mulheres, onde todas as peças se unem através de botões (uma colaboração com a joalheira Colomb D’Humieres) feitos de materiais diferentes.

Seguiu-se o desfile de Alexandra Moura powered by Portugal Fashion, que marcou o início do protocolo de cooperação estabelecido entre a ModaLisboa e o Portugal Fashion. A criadora regressou à passerelle da ModaLisboa com a coleção “Heirloom”, um retrato da sua história de infância e das férias em Trás-os-Montes, na casa da sua avó: as memórias dos pratos florais pintados à mão, das jarras com flores, da mistura das carpetes com os brocados florais dos sofás, da colcha de cetim da cama, dos folhos e laços dos cortinados. O resultado foi uma mistura entre o passado e o presente, a cidade e a aldeia, o clássico e o tradicional em oposição às peças oversize e sportswear.

A conhecia marca brasileira de beachwear, Cia. Marítima, procurou referências em diversas cidades do mundo e trouxe-nos uma coleção de verão repleta de cor e estampagens icónicas. Além dos habituais bodies e biquínis, que fazem parte do seu ADN, a Cia. Maritima apresentou também peças em linho, viscose e tricô com diferentes texturas e modelagens, vestidos, macacões, saias e calças.

Fiel ao ADN streetwear / sportswear da sua marca, Patrick de Pádua trabalhou silhuetas desconstruídas, que variaram entre o justo e o oversize, as sobreposições de materiais e o contraste dos clássicos preto e branco com tons fortes como amarelo, azul, vermelho, laranja e roxo.

Os heróis das novas gerações das metrópoles brasileiras, o futuro, a liberdade, a renascença foram os pontos de partida da coleção de Aleksandar Protic, que se destacou pelas assimetrias, drapeados e a mistura de materiais naturais como sedas e algodões com tecidos tecnológicos. Azuis, amarelos, preto e cinza foram as suas cores de eleição nesta estação.

Ricardo Andrez apresentou uma coleção de streetwear inspirada no bug do milénio, repleta de cor, estampados, misturas de padrões e sobreposições.

A noite terminou com a apresentação da coleção “Cherry” de Luís Carvalho. As cerejas formam a sua principal inspiração e traduziu-se em vários estampados, formas e detalhes da coleção. O designer trabalhou silhuetas fluidas e estruturadas e o contraste de looks micro/XL e reto/oversize. Vermelhos, azul céu e verdes secos foram as cores predominantes em materiais como tafetá, crepes e cetins de seda.

Imauve, Duarte, Carolina Machado, Andrew Coimbra, Olga Noronha, Filipe Faísca, Gonçalo Peixoto, Kolovrat e Dino Alves foram os protagonistas do último dia de desfiles da ModaLisboa Multiplex.

No Lago do Botequim do Rei, Imauve apresentou “Endless”, uma coleção que cruzou influências da escultura grega e neoclássica – as formas naturalistas, a proporção, as vestes com pregueados finos – com linguagem atual do artista Daniel Arsham. Inês Oliveira, designer da marca trabalhou silhuetas longilíneas, cintadas e evasé, com detalhes franzidos e assimetrias em materiais como seda, algodão, viscose, malha, tule e lantejoulas. Branco, mármore, cobre, vermelho e preto foram as suas cores de eleição.

Seguiu-se o desfile de Duarte, que nesta estação teve como principal inspiração as corridas de Fórmula 1. Seguindo o conceito de sportswear luxury, a designer Ana Duarte traduziu o lifestyle da competição numa colorida coleção marcada pelo contraste de silhuetas oversized / fitted e materiais naturais / tecidos técnicos. A paleta de cores incluiu bege, vermelho, preto e vários tons de azul.

Cuba nos anos 50 foi o ponto de partida para “Trópico”, a nova coleção de verão de Carolina Machado. Uma coleção fluida, onde se destacaram os franzidos, cortes assimétricos, drapeados e os tons terracota. Segundo a designer, a paleta de cores foi inspirada na pintura “Kiss Me” de Inès Longevial, onde a artista explora a silhueta feminina, através de técnicas de distorção e fragmentação.

O jovem designer luso descendente, Andrew Coimbra, inspirou-se em artistas contemporâneos como Jean-François Lauda, Keith Coventry e John Zabawa e criou um equilíbrio entre um streetwear casual com um estilo urbano mais clássico e trabalhado, misturando materiais como linho, crepe e algodão com lã de Melton. Nas cores, optou por clássicos como preto, cinzento, caqui e vermelho.

Olga Noronha apresentou uma nova coleção de esculturas vestíveis feitas em celuloide, que envolveram o corpo das modelos rígida e naturalisticamente, com o dinamismo do movimento.

Abelha, símbolo de trabalho árduo; Borboleta, personificação máxima da beleza nipónica – a gueixa – a mulher que voa ao sabor da elegância; Libelinha, a ponte entre tudo o que fomos e quase tudo aquilo que somos; Flor, tão pura, tão frágil, tão mulher”: foram estes os conceitos base da coleção de Filipe Faísca, que voltou a primar pela elegância. Os bordados da Madeira adicionaram delicadeza às suas propostas, assim como a cuidada seleção de materiais (organdi, linho, seda, viscose e lã) e cores (preto, branco, vermelho, verde seco e ametista).

A coleção de Gonçalo Peixoto formou-se a partir das conjeturas e projeções que as várias formas de relação intra feminina apresentam na contemporaneidade. Com uma abordagem edgy e silhuetas desconstruídas do streetstyle, o jovem designer revisitou e reinterpretou clássicos intemporais.

Lidija Kolovrat apresentou “Passaporte”, uma coleção inspirada nos sonhos, repleta de cores vivas, onde os tecidos, padrões e cortes nos transportaram para uma existência de libertação.

Dino Alves falou-nos da beleza interior porque “a nossa imagem deve vir de dentro para fora e a roupa deve ser uma espécie de segunda pele e extensão de nós mesmos”. O interior das peças assumiu, assim, protagonismo na coleção do criador, assim como as peças feitas a partir da união de vários elementos, as transparências, as misturas de estampados e texturas, as manchas de cores que lembraram telas pintadas. Vermelho, lilás, amarelo, branco, preto, beges, azuis, verdes, castanhos, dourado foram as cores de eleição do criador nesta estação.

E assim terminou a ModaLisboa Multiplex, uma edição de homenagem a todos os que fazem com que a moda seja versátil e continue a ter muitas vidas e formas de expressão.

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