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Nova atitude: sex it up!

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É esta a altura, porque qualquer altura é boa, para dar mais importância ao sexo: pesquise, pratique, seja criativa e fique a saber truques e estudos que confirmam porque é que fazer mais sexo é o caminho para ser mais feliz. E adote uma nova atitude!

A rotina não tem de ser má

Há muitos anos, conheci um casal que tinha as ‘terças-feiras do sexo’. Rob e Claire, ingleses na casa dos 50, a viverem em Dorset, onde tinham um bed and breakfast, depois de um jantar excelente em que ‘provámos’ vários vinhos, explicaram-me que as únicas noites em que não serviam refeições eram as de terça-feira, para terem tempo para estar um com o outro. Na verdade, passavam os dias juntos, já que se ocupavam de quase todas as tarefas do turismo rural de oito quartos, que em 2001 era um sucesso no interior inglês. Explicaram-me que, com a abertura do turismo, numa época em que ele ainda trabalhava como professor, não tinham tempo de qualidade, andavam sempre cansados e zangados um com o outro, e numa discussão descobriram que já não faziam sexo um com o outro há mais de dois meses.

Nessa altura, foram tentando várias soluções até descobrirem que tinham de fazer sexo uma vez por semana – mesmo que não tivessem vontade, tinham de a arranjar. Como passavam as terças-feiras a pensar em sexo, a darem sinais um ao outro, chegavam à noite cheios de vontade. Pelo menos, uma vez por semana faziam sexo mas, como me confidenciou Rob, divertidíssimo, muitas semanas faziam mais, sendo que terça-feira era sempre mais a sério.

O que é que mudou na vida deste casal estabilíssimo que, casado há cerca de 20 anos, estava naquela altura a viver uma nova lua de mel? É difícil acreditar que as glândulas sexuais tenham passado a produzir maior quantidade de hormonas de excitação, paixão e prazer quando eles estavam na presença do mesmo parceiro de anos – o fogo que sentimos no início de uma relação, que nos dá imensa vontade de ter relações sexuais com o novo parceiro, é a expressão dessas hormonas. Acontece que o corpo humano tem outros recursos e o sistema límbico (onde as emoções se localizam no cérebro) influencia o hipotálamo de forma a produzir as hormonas relacionadas com a atividade sexual. Quem começa uma nova fase de felicidade tem, normalmente, como presente uma nova lua de mel sexual.

Então, basicamente, aquela conversa de que a rotina mata o romance pode muito bem ser um chavão de mau pagador para desculpar a falta de atenção que cada membro do casal dá ao outro, dentro e fora do quarto. Reflita honestamente: há quanto tempo não se sente feliz, e não faz nada para mudar o estado das coisas? Claro que a crise, o desemprego, o IVA, mais as pequenas e grandes tragédias que têm dificultam o estado de felicidade permanente. Mas na esfera da vida mais privada, tem de haver fases em que é possível ser feliz. Mas é preciso fazer por isso!

Trabalhar a felicidade sexual fora do quarto

O sketch ‘Sobre a Mesa’ do programa brasileiro ‘Porta dos Fundos’ tem hoje mais de 17 milhões de visualizações no Youtube. No primeiro minuto, vemos o marido a falar com a mulher, olhando para o seu telemóvel, querendo saber o que é a sobremesa e zangando-se ao saber que não há pudim. O que se segue é exemplar… Nos três minutos seguintes, a mulher explica ao marido que o que quer é sexo. Bom, a senhora usa um português mais vernáculo mas, em todo o caso, as descrições que se seguem, do exército israelita ao cotovelo de Michael Phelps, ilustram duas coisas: a falta de sexo e a falta de atenção que a senhora tem. Claro, estamos perante um gag de comédia, mas a cena só resulta tão bem porque conhecemos a história. É sempre assim que se faz piadas, como tão bem explica Bergson no livro ‘O Riso’. Se retirarmos a hipérbole que serve o humor, quantas somos capazes de dizer que nunca estivemos em situações parecidas?

Uma das coisas que Rob e Claire, o casal inglês de que falei acima, me disseram também é que quando se depararam com a falta de atenção sexual que tinham um pelo outro, passaram a fazer algumas saídas de cariz sexual. Bom, tinham imensa sorte porque viviam em Dorset e perto do lugar onde moravam existia (existe ainda) o Gigante de Cerne Abbas, uma figura masculina desenhada na relva de uma colina, com um grande pénis ereto. O sítio é monumento nacional do Reino Unido e, embora não haja documentação suficiente, a população local liga o gigante a rituais de fertilidade. Diz-se, por exemplo, que quando uma mulher quer engravidar deve sentar-se em cima do pénis do gigante e ir depois para casa fazer sexo com o marido. Claire, mesmo sem querer ou poder ter mais filhos, fazia exatamente o mesmo.

Sim, por cá não existem gigantes destes mas não faltam programas possíveis para apimentar a relação. A Agenda Kinky dá conta, mensalmente, dos eventos ‘sexualizados’ do país e na sua página do Facebook há sempre informação atualizada. Entram neste fanzine, por exemplo, as festas do Cabaret Cais do Sodré, mas também casas de swing e espetáculos de strip tease que se realizam por todo o País.

E, claro, há sempre as sex shops, onde uma incursão a dois pode ser bem divertida, e o cinema – acabou de estrear ‘As 50 Sombras de Grey’. Basta procurar porque há sempre em cartaz, no circuito comercial, um ou outro filme mais sensual para ver a dois.

E em casa, se não pode mesmo sair, poderá implementar o programa do roteiro cultural sexual, com leituras em voz alta dos romances mais quentes – experimente fazer um ensaio corrido das cenas das ‘Sombras de Grey’ ou uma das sequelas – ou a visualização e a recriação de cenas de filmes como ‘Lúcia e o Sexo’, ‘A Professora de Piano’, ‘O Amante’, ‘Ligações Perigosas’, ‘Showgirls’ e ‘Burlesque’. Não se esqueça dos adereços a condizer com o mood do filme que escolher: corsets, meias de liga, chapéus, máscaras, gabardinas… Encontra a maioria destes artigos em lojas ‘normais’ de lingerie, como a Dama de Copas e a Victoria’s Secret. Falta de orçamento não é desculpa, porque até nas lojas do chinês e nas feiras há bancas que vendem roupa interior sexy.

Oficinas para arranjar a garagem

Se a ideia é ser mais proativa, existem oficinas de conhecimentos e técnicas sexuais, como o sexo tântrico e o poamporismo, para ir sozinha ou acompanhada. Agora está na moda a pool dance e A Pompadourette é uma das escolas que, em Lisboa, proporcionam aulas e workshops de dança do varão para aprender a ser uma stripper como deve ser.

Quem preferir sugerir mas não mostrar tudo de uma vez, pode optar por aulas de burlesco. A InSin é uma das escolas que dão aulas de striptease sem varão e de dança burlesca. A vantagem aqui é não precisar de estar tão em forma para fazer as manobras de que o varão necessita. A vantagem também é que, a ver pelas dançarinas profissionais, as curvas e uma certa opulência do corpo são bem-vindas e não impedem ninguém de se sentir sexy – no burlesco, o que conta é a excelente maquilhagem e os extraordinários adereços.

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