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O peso invisível da Autoexigência

Uma entrevista a Júlia Martí, psicóloga espanhola, a propósito do livro ‘Mulheres que se Exigem Demasiado’.

Provavelmente, já sentiu que, por mais que esteja a dar tudo de si, demasiadas vezes lhe parece que nunca é suficiente… Saiba que não está sozinha. Na verdade, são muitas as mulheres que se autoexigem em excesso e que acabam por se desgastar, nessa tentativa permanente de corresponder a tudo e a todos. Questionar a voz interna que a empurra, sempre, para fazer mais, refletir sobre a culpa que surge quando abranda e encontrar formas de ser mais gentil e menos exigente consigo própria é o propósito do livro ‘Mulheres que se Exigem Demasiado’, de Júlia Martí. A psicóloga espanhola convida a uma profunda autoanálise sobre autoexigência, culpa e perfecionismo, numa procura consciente de um equilíbrio mais saudável desta equação.

Que reflexão ou transformação espera provocar nas leitoras, com este livro?

O objetivo do livro é que, muitas mulheres, possam dar um nome a algo que vivem em silêncio, há anos: essa sensação, constante, de não serem suficientes, mesmo que estejam a dar tudo de si. O livro não pretende que deixem de ser responsáveis ou comprometidas, mas que revejam a forma como se tratam a si mesmas. Gostaria que, ao lerem-no, algo se movesse por dentro. Que começassem a questionar essa voz que as empurra sempre para mais e a construírem uma relação mais humana consigo mesmas, onde não tenham de demonstrar, constantemente, o seu valor.

Diria que a autoexigência feminina é algo quase estrutural? De onde nasce este comportamento? Da educação, da cultura? Por que é que tantas mulheres se exigem demasiado?

Sim, em grande parte, é estrutural. Não nasce, apenas, da personalidade, mas de como muitas mulheres foram educadas e socializadas. Desde pequenas, aprendemos que ser valiosa tem a ver com por tar-se bem, não incomodar, cuidar, cumprir e adaptar-se. Aprendemos a estar muito atentas às necessidades dos outros e pouco treinadas em ouvir as nossas próprias. A cultura também reforça essa mensagem: a mulher tem de ser uma boa profissional, uma boa mãe, uma boa companheira, tem de estar disponível, ter boa aparência…

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