[wlm_register_Passatempos]
Siga-nos
Topo

Paula Perfeito

Descubra as escolhas da autora do blog ‘Entre|Vistas’.

Saída da Universidade Católica Portuguesa, onde me formei em Comunicação Social e adquiri o grau de mestre em Ciências da Comunicação, estreei-me no jornalismo, na TVI, e entrei em seguida na PT, onde me encontro até hoje e onde fui desenvolvendo diferentes competências de comunicação.

Comecei por coordenar a criação do Gabinete de Comunicação da PT ACS, integrei depois a Comunicação Institucional da TMN e, mais tarde, a da PT, na qual me mantenho, atualmente a coordenar a Gestão Estratégica do Conhecimento, em acumulação com a gestão de Media Relations.

Paralelamente, assumo a direção editorial do Entre|Vistas, sou board member da PWN Lisbon e asseguro a moderação de debates e projetos de locução.

No Entre|Vistas, site que lancei em 2014 com esse duplo sentido fonético “entre vistas”, encontram-se entrevistas a personalidades emblemáticas nas mais variadas áreas do conhecimento e conteúdos de comunicação e cultura. É o meu humilde exercício de cidadania cultural, de comunicação, partilha de valores, ideias e argumentos, numa abordagem crítica, construtiva e transformadora do dia a dia. Pressupõe gerar a capacidade de rasgar o olhar, através de sete diferentes categorias, todas elas ancoradas no ato de ver (em vez de olhar).

Mini Bio

Nome: Paula Perfeito

Idade: 36 anos

Naturalidade: Lisboa

Presença online: Site | Facebook

No meu site encontra: entrevistas a personalidades emblemáticas nas mais variadas áreas do conhecimento e conteúdos de comunicação e cultura.

Perguntar

Através da gestão editorial do Entre|Vistas, concretizo um dos meus projetos mais compensadores. Oficinal e, ao mesmo tempo, muito emocional. Permite-me eternizar uma das coisas que mais gosto: entrevistar, perguntar. Na mesma aceção do poeta e padre José Tolentino Mendonça, no seu livro ‘O Hipopótamo de Deus’, acredito que é nas nossas perguntas que levamos connosco as nossas melhores respostas. É nesta lógica que publico entrevistas por mim realizadas a personalidades com contributos nas mais diversificadas áreas do conhecimento. Já passaram pelo Entre|Vistas especialistas das artes plásticas, como Pedro Proença, da dança contemporânea, Miguel Duarte, da economia, Pedro Pita Barros, da engenharia aeronáutica, Rui Simões, da religião e fé, Vítor Feytor Pinto, da literatura, Afonso Cruz, Ana Margarida de Carvalho, Carlos Campaniço e Maria do Rosário Pedreira, da música, Frederico BC, ou da ciência política, como Marina Costa Lobo. Com cada um deles, amplio o meu olhar até ao infinito. Primeira categoria do Entre|Vistas: Entre Vistas.

Ver (em vez de olhar)

Ganhar a autenticidade do real através da visão apurada e, com isso, estruturar a visão do mundo. E – só depois – opinar sobre novos/velhos conceitos, espaços, artes e ideias, estar a par do que acaba de nascer, sem perder o que vem de trás, o que é antigo, sem ser velho. E é a ver (em vez de olhar), naquele sentido do saudoso João Lobo Antunes – “ouvir com outros olhos” – que tenho descoberto alguns dos projetos mais curiosos, intemporais. Falo, por exemplo, da marca Graven. É centenária. Remonta ao início do século XX, a uma Oliveira do Hospital bem longínqua, com o sentido comunitário típico dos lugares descentralizados. É a marca bandeira das botas Swain, que sobreviveu geração após geração. Um avô, seu primeiro proprietário, vendeu as botas no mercado. O pai (seu filho) vendeu-as numa loja. O neto vende-as na internet. É uma marca, são três gerações e são 100 anos. Com um legado que se adaptou, mas não se perdeu. Transformou-se. E o Entre|Vistas quis divulgar. Entretanto, foi tema que deu que falar um pouco por todo o lado. Segunda categoria do Entre|Vistas: A meu Ver.

Ler

Disse um dia Gonçalo M. Tavares que “o livro é o objeto de culto da lentidão”. A lentidão a que também já se referiu Milan Kundera, o escritor que li até à exaustão na minha adolescência e que, por isso, passou a determinar a minha relação com os livros vida fora (pelo menos, assim o diz Eduardo Lourenço sobre os livros que lemos quando somos jovens). E é a ler que me entendo, que entendo o outro, que entendo o mundo. E, nessa velocidade menor que é a lentidão (hoje abençoada), vou sublinhando, rascunhando, comentando os meus livros. No Entre|Vistas falo sobre os livros que leio e que volto a ler e a propósito dos quais acredito poder partilhar valor e contribuir para a consciência social aonde a literatura sempre nos leva. Um dos livros sobre os quais já escrevi e que é, de resto, um dos da minha vida é ‘A Paixão Segundo G.H’, de Clarice Lispector, a escritora que até hoje mais me desconcertou. Ela é um impulso vulcânico. Não tem género específico, está acima disso. Não tem cânone, está além disso. Até na beleza, fora de qualquer padrão instalado. Terceira categoria do Entre|Vistas: Livros em Revista.

Viajar lá fora

Nas viagens que fiz, destaco sem hesitações a viagem a Timor-Leste (a primeira, porque já lá estive duas vezes). Nunca no apogeu da minha juventude pensei em visitar esse que é um dos mais jovens países do mundo. No agosto quente de 1999, Portugal transpirava os anseios de um povo que optaria livremente pela independência. Em Lisboa, a minha cidade, organizavam-se cordões humanos, panos brancos recortados e mensagens de apelo e esperança. Num abrir e fechar de olhos, todos se reviram na capacidade de resistência dos timorenses e, sobretudo, na sua vontade incontornável de desenhar o próprio destino: ver Timor-Leste renascer como nação independente. Aquela à qual eu iria nove anos depois, em 2011, com a mesma vontade de desenhar o próprio destino.

Para trás tinha deixado a extraordinária ilha de Bali, os seus sorrisos rasgados e a serenidade contagiante do hinduísmo que por lá se pratica. No avião de uma companhia aérea indonésia, hoje falida, parti com destino a Díli. Lá chegada, fui de rompante para Ataúro, uma ilha timorense onde habitam em condições pré-históricas cerca de quatro mil pessoas. Esperava-me um eco resort, cujos requisitos simples exigiam um assumido à vontade com a natureza. Os quartos, exíguos, incluíam pequenas camas forradas com uma rede mosquiteira, uma discreta mesa de cabeceira e um cabide com um cesto pendurado, daqueles que as mulheres timorenses levam à cabeça. Um dos grandes ensinamentos que Timor-Leste me deu começou em Ataúro. Na proximidade das gentes, das crianças extasiadas sempre que me veem chegar. É o ser humano a cru… E, como num fado que por lá ouvi naqueles dias, “há gente que fica na história, da história da gente (…)”. De volta a Díli, seguiu-se a preparação da ida para Jaco, a ilha virgem – e sagrada aos olhos dos autóctones – na ponta mais oriental de Timor-Leste, que me deixou o coração a bater mais depressa. De novo em Díli passei pelos ícones todos, dispersei do centro para outros lugares, como Maubara, deixei-me misturar nas cores dos tais, na simplicidade das gentes, no singelo apelo que todos os timorenses transportam no olhar. É no Entre|Vistas que publico as viagens da minha vida, como esta, com pontos de interesse que considero dignos de arquivo num guia/relato de viagem a partilhar com quem comigo partilha os mesmos destinos. Quarta categoria do Entre|Vistas: Vi lá Fora.

Viajar cá dentro

Portugal, dos mais antigos países da Europa, é uma paixão. Maior, à medida que vou e volto. Por cá, tenho visto do bom e do melhor. No Entre|Vistas, sobre Portugal, partilho as experiências e os percursos dentro de portas, que consolidam a perceção sobre a identidade do país, a origem das suas gentes, a história dos seus lugares, a expressão e o impacto da sua cultura e das suas artes. Destaco a exposição José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno, no ar até 5 de junho, no Museu Calouste Gulbenkian. Uma verdadeira antologia, com mais de 400 obras mostrando o artista completíssimo nas suas vertentes múltiplas de pintor, ilustrador, performer, escritor, cenógrafo, ator, humorista/caricaturista. É uma visão da modernidade na sua totalidade. Um retrato das peças mais relevantes que marcaram a arte portuguesa do século XX. Almada multiplicou-se como artista através de uma imensidão de linguagens, mostrando que ser moderno é antes de mais ser autêntico, original, excluindo qualquer hipótese de importar modelos ou figurinos. Na conferência ‘O Desenho’, ocorrida em Madrid, em 1927, Almada disse: “Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade”. Podia ter ficado por aí. Que é tanto. Quinta categoria do Entre|Vistas: Vi cá Dentro.

Comunicar

Comunicar é o ato que mais aprecio, é a competência que mais anda lado lado com isso de ser humano, com a relação com o outro, com a integração numa comunidade, na sociedade, com a liderança. Sim, com a liderança. Não reconheço a ninguém a capacidade de líder que não tenha simultaneamente enraizada a capacidade de bem comunicar. E porque a comunicação é também a minha formação académica, partilho no Entre|Vistas a minha visão sobre os mass media tradicionais, as indústrias culturais e criativas e as soluções tecnológicas emergentes, no pressuposto de que a evolução vertiginosa da cultura mediática tem impacto direto na forma como comunicamos e vemos o mundo. A preponderância/ditadura da imagem arrebata-nos a forma de pensar e de comunicar. Eduardo Lourenço diz, até, que “a era da imagem nos infantilizou”. E, na televisão, o primeiro ecrã a mudar o mundo, temos cada vez mais imagens e menos palavras. Sempre foi assim, mas hoje é ainda mais. Foi por isso que partilhei em janeiro uma grande estreia – a contraciclo – que se deu por estes meses na RTP2: Curso de Cultura Geral, de Anabela Mota Ribeiro. Declinando para uma versão mais livre e desenvolvida de um trabalho que fez para o Público, “O que é ser culto hoje?”, a jornalista Anabela Mota Ribeiro interpelou subliminarmente, numa edição de 13 programas, 39 convidados, que contribuíram para responder à grande pergunta. Partindo da lógica de que não há uma lista fechada e paralisada de ícones e referências culturais, um único modo de interpretar a cultura, uma fórmula isolada de interiorizar o real, três pessoas em cada um dos programas deram no ecrã de televisão a sua própria noção de cultura, discorrendo sobre as suas experiências culturais, o seu valor e significado e, ainda, suas repercussões na vida quotidiana. Sexta categoria do Entre|Vistas: Visão de Consumo.

Ser mãe

Provavelmente o mais abrangente e transversal papel que podemos assumir, aquele que não compete com nenhum outro e que nos exige uma comparência a tempo inteiro. Aquele que transforma por completo o nosso eixo, o nosso tempo. Há sem dúvida um processo kafkiano nesta experiência, que nos reprograma, reestrutura, reinventa. O nascimento de um filho consiste, provavelmente, no eterno retorno personificado. É que não me parece que haja experiência nesta vida que nos garanta uma liquidez tão óbvia. E o Entre|Vistas nasce, precisamente, a par do nascimento do meu primeiro filho. Talvez a vontade secreta de ter algumas respostas “guardadas” para lhe dar quando se cruzar com a idade dos porquês. Ou, melhor dizendo, a vontade de o ajudar a encontrar as perguntas… certas. Ensinar um filho a saber perguntar será, porventura, dar-lhe a melhor resposta. Sétima categoria do Entre|Vistas: Mãe ao Microscópio.

Veja mais em As escolhas de...

  • As escolhas de Rita Teixeira, do atelier Tento na Tinta

    “Gosto do lado bom da vida, do simples, aquele que me traz pessoas boas, as que me contam boas histórias, que...

    Patricia Toste de SousaSetembro 12, 2019
  • Mariana, a Miserável

    Fique a conhecer as escolhas da ilustradora.

    Carolina de AlmeidaMaio 7, 2017
  • Joana Vaz

    Conheça as escolhas da autora do blog Joanavaz.pt.

    Rita AleixoAbril 23, 2017
  • Maria Imaginário

    Descubra as escolhas da artista portuguesa.

    Rita AleixoAbril 16, 2017
  • Mariana Gemelgo

    Conheça a autora do blog ‘Fashions Inspires You’ e as suas escolhas.

    Rita AleixoAbril 9, 2017
  • Rui Drumond

    Quais são as escolhas do cantor e autor português? Descubra-as aqui.

    Carolina de AlmeidaMarço 26, 2017
  • Helena Canhoto

    Descubra as escolhas da atriz e autora do blog ‘Miliuma’.

    Rita AleixoMarço 19, 2017
  • Magda Soares

    Conheça as escolhas da autora do blog ‘Macarons & Purpurinas’.

    Rita AleixoMarço 12, 2017
  • Mikaela Lupu

    Fique a conhecer as escolhas da jovem atriz.

    Rita AleixoMarço 5, 2017

PUB