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Preliminares: 1,2, 3 ação!

Os preliminares são bons e nós gostamos. Mas será que não andamos a perder demasiado tempo com as entradas e menos do que gostaríamos com o prato principal?

Durante o ato sexual, o homem não deve ter pressa. Tem a obrigação de estimular as diferentes zonas erógenas da mulher, permitindo-lhe que se excite e se lubrifique, preparando-a para a penetração. Atingir a ejaculação sem que a parceira tenha atingido o orgasmo é um pecado capital e, aqui, os preliminares são o seu maior aliado. Estes são os mandamentos sexuais do ‘homem moderno’.

Seja por ouvir muitas conversas de mulheres, programas de televisão ou ler sobre o assunto, a rapaziada dedica-se hoje aos jogos sexuais pré-penetração com um entusiasmo só comparável àquele com que assistem a dérbis futebolísticos. Empenhados, dispõem-se a beijar e a lamber cada centímetro do nosso corpo como se estivéssemos num cenário das ‘Mil e Uma Noites’, e esperam que também façamos prodígios de odalisca, mesmo que seja terça-feira à noite e estejamos a pensar que já é hora de ir pôr as máquinas a lavar ou de ver o ‘Downton Abbey’, e que no dia seguinte tenhamos de nos levantar às sete da manhã para um dia-a-dia que de conto das Arábias tem pouco.

É que tudo o que é demais enjoa e, às vezes, o que apetece é passar diretamente ao que interessa. Um dos desejos que Rita C., 40 anos, associou a uma das passas da última passagem de ano foi o de passar a “dar mais rapidinhas”. E explica: “O meu marido demora imenso tempo a alcançar o orgasmo e parece ter todo o tempo do mundo de cada vez que temos relações. Por ele, era todos os dias, ou quase, e sempre nesse registo. Já eu, ‘chego lá’ com bastante facilidade e depois perco o entusiasmo. Gosto de o ‘fazer’ com bastante frequência, mas por mim seria sempre relativamente rápido, principalmente quando temos de acordar cedo no dia seguinte e ele quer passar 20 minutos só em preliminares”.

Sara M., 28 anos, também dispensa grandes introduções à ação. “Não gosto de fazer sexo durante horas, chego depressa ao orgasmo e tenho dificuldade em ter outros durante a mesma relação sexual. Além disso, gosto de fazer sexo oral, mas não gosto muito de receber, sinto que tenho mais prazer com a penetração, dentro da vagina, e não tanto através da estimulação, manual ou oral, do clítoris. Acho que isto não significa que tenho menos prazer do que as outras mulheres. Nem todos têm os mesmos gostos e preferências, acho”, explica.

Pois é, Sara, viva as diferenças!

O que diz a ciência

Um estudo publicado na revista científica Journal of Sexual Medicine, da responsabilidade da International Society for Sexual Medicine, afirma que, ao contrário do que tem sido defendido pelos mais diversos especialistas, deve ser dada mais atenção à qualidade e à duração da relação sexual em si, em vez de demasiado investimento nos preliminares.

A conclusão é do professor Stuart Brody, catedrático de Psicologia na University of the West of Scotland, após um estudo que conduziu em conjunto com a sua equipa.“Os resultados são inequívocos”, afirmou este especialista. “Os sexólogos dão uma ênfase extrema à importância dos preliminares, mas precisam de se confrontar com a evidência de que a relação sexual em si é significativamente mais importante. Claro que no caso dos homens que não conseguem atrasar a ejaculação o suficiente para que as suas companheiras alcancem o orgasmo, os preliminares podem ajudar a mulher a chegar mais perto do clímax antes da penetração”, explica.

Vânia Beliz, psicóloga clínica, mestre em Sexologia, diz que se por vezes nos queixamos de que os homens são demasiado rápidos para que consigamos chegar ao nosso destino de prazer, o certo é que, muitas outras vezes, queremos é que tudo seja rápido. “Quem é que nos compreende?”, interroga-se.

Será que de cada vez que queremos sexo rápido isso significa que estamos entediadas e com vontade de despachar? Não me parece que seja assim, apesar de a maior parte dos homens se convencerem disso. Também aqui temos alguma culpa, uma vez que à mínima disponibilidade não estão à espera que queiramos logo dar o caso como terminado. Por vezes a nossa indisponibilidade é tão frequente que, depois, as rapidinhas não são motivo para qualquer entusiasmo. Mas, apesar de tudo isto, é claro que o sexo rápido pode ser intenso e gratificante e, apesar de podermos não chegar ao orgasmo, isso não significa que não seja igualmente excitante e bom. Não temos necessariamente de chegar sempre os dois ao orgasmo, se essa não for nossa intenção. Vânia Beliz

A sexóloga refere que existem momentos em que estamos cansadas mas em que não queremos dizer não e que nestas alturas ir direto ao assunto pode mesmo ser uma solução interessante. O sexo fugaz também pode ser excitante como forma de fugir à rotina, no banho, no carro ou numa casa de banho pública. Em resumo, é sabido que para as mulheres que têm dificuldade em atingir o orgasmo, os preliminares são importantes e quase imprescindíveis, mas isso não significa que de cada vez que fazemos sexo os desejemos.

Vânia Beliz deixa umas dicas que como encurtar a viagem:

– Aproveite a luz. Os homens excitam-se muito com o que veem, pelo que a luz certa pode fazer com que percam facilmente o controlo.

– Diga-lhe que o vai usar, use um bom lubrificante e massaje todas as zonas do pénis. Não esqueça os testículos e, muito importante, o períneo.

– Se tiver optado por um lubrificante comestível, dedique-se à estimulação oral do companheiro, vai ver que o tempo voa.

– Sabe o que o excita? Sussurre-lhe as palavras certas ao ouvido.

Gema. Alguns estudos com primatas revelam que os gritos emitidos pelas fêmeas têm como principal objetivo a ejaculação dos parceiros. Mas não exagere.

Imagem de destaque: Dirty Pretty Things, PRShots.

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