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Secura vaginal: um tema de todas as idades

Apesar de muitas associarem a secura vaginal à meia-idade, este desconforto pode surgir em qualquer fase da vida. Alterações hormonais, stress, determinados medicamentos ou hábitos diários têm influência direta na lubrificação íntima. Compreender as suas causas é o primeiro passo para cuidar da saúde feminina.

Quando o tema é a secura vaginal, muitas acreditam que esta é exclusiva das mulheres mais velhas, mas não podiam estar mais longe da verdade. Entre alterações hormonais, stress, contraceção oral ou até determinados medicamentos, são vários os fatores que podem influenciar a lubrificação íntima. Embora seja mais comum após a meia-idade, não existe uma idade “certa” para que deixe de acontecer, podendo surgir em qualquer fase da vida. E sim, apesar de poder ser desconfortável, é mais comum do que se imagina.

Quando se fala de secura, é comum pensar apenas na secura vaginal. No entanto, a secura não afeta apenas a vagina, mas também a vulva. Estima-se que até 17% das mulheres entre os 17 e os 50 anos sintam dor durante as relações sexuais devido a este fator. A diminuição da lubrificação nos genitais externos pode provocar comichão, desconforto, sensibilidade e até dor.

As causas podem ser diversas — desde desidratação e stress a fatores psicológicos ou desequilíbrios hormonais. Os especialistas da INTIMINA, marca dedicada à saúde íntima feminina, revelam algumas causas inesperadas:

  1. Os efeitos secundários da contraceção hormonal: É importante ter em conta que os contracetivos hormonais podem ter efeitos secundários que influenciam a função sexual feminina. De acordo com alguns estudos, estes métodos podem aumentar os níveis de uma proteína chamada SHBG, responsável por “captar” a testosterona livre, essencial para o desejo sexual e a lubrificação natural. Este processo, aliado à redução dos níveis de estrogénio, pode levar ao afinamento dos tecidos vaginais (atrofia), reproduzindo sintomas semelhantes aos da menopausa — mesmo aos 30 anos.
  2. Produtos agressivos e substâncias irritantes: Outra causa frequente de secura vaginal está relacionada com a irritação provocada por determinados produtos. Alguns contêm substâncias químicas que podem alterar o equilíbrio natural do sistema vaginal. Por isso, é fundamental optar por produtos de qualidade, com pH equilibrado e especificamente desenvolvidos para a zona íntima. Além disso, fatores externos também podem agravar situações de secura já existentes. Algumas mulheres são mais sensíveis à exposição prolongada à água quente, como em banhos de espuma ou jacuzzis, sobretudo em contextos partilhados. Certos medicamentos podem igualmente contribuir para a diminuição da hidratação, não só na zona vaginal, mas em todo o corpo. Entre eles incluem-se antidepressivos e até medicamentos comuns para alergias ou constipações.
  3. Alimentação e estilo de vida: A alimentação e os hábitos diários têm um impacto direto no bem-estar íntimo. Manter o corpo devidamente hidratado, através da ingestão de água, é essencial. Uma alimentação equilibrada e rica em boas gorduras (como o ómega-3), presentes em alimentos como a soja ou as sementes de linhaça, pode ajudar a apoiar a produção natural de lubrificação vaginal. Por outro lado, o consumo excessivo de cafeína, o tabagismo e a ingestão de álcool podem interferir negativamente com o equilíbrio do organismo e, consequentemente, com a saúde íntima.
  4. Bloqueios mentais e stress: Se estiver stressada, ansiosa ou esgotada, o seu corpo tende a produzir mais cortisol e menos hormonas ligadas ao desejo sexual. Além disso, quando estamos sob pressão, é fácil entrar em “modo cabeça”, e esse bloqueio mental, por si só, pode contribuir para a secura. Sentimentos de ansiedade ou nervosismo, falta de confiança corporal ou preocupações na relação podem também dificultar atingir um nível suficiente de excitação para produzir lubrificação natural.
  5. Amamentação e alterações hormonais: O estrogénio, principal hormona feminina, ajuda a manter o equilíbrio adequado da acidez e da hidratação, além de regular a elasticidade dos tecidos vaginais. Os níveis de estrogénio podem oscilar durante a gravidez, o parto, o pós-parto e o período de amamentação. Por isso, nas semanas seguintes ao parto, a vagina pode sentir-se muito seca, e esta situação pode persistir enquanto estiver a produzir leite materno.

Posto isto, é essencial não agravar a secura e, por isso, é geralmente recomendado evitar produtos perfumados e a lavagem interna da vagina, optando antes por produtos de saúde íntima com pH equilibrado. Hidratantes e lubrificantes vaginais podem ser muito úteis, desde que sejam especificamente feitos para uso vaginal. Produtos que contenham ácido hialurónico são especialmente eficazes, segundo os especialistas INTIMINA. Vale também a pena prestar atenção ao material da roupa interior, evitando tecidos sintéticos.

Pode ser útil evitar atividades que exerçam muita pressão sobre a vulva, como andar a cavalo ou pedalar por longos períodos. Se o fizer, deve garantir um bom suporte, por exemplo, usando uma almofada.

Se a secura persistir devido à redução dos níveis de estrogénio, a terapia hormonal pode ser a opção mais adequada a longo prazo. Porém, deve sempre conversar com o seu médico sobre a abordagem mais adequada para si.

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