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Sexo: quando o ritmo não é o mesmo

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Ele quer festa todas as noites e a si não nunca lhe apetece e já não sabe que desculpas inventar. Ou, pelo contrário, ele adormece a ver televisão ou diz que está cansado, e as noites tórridas são cada vez mais raras. Há solução?

Joana F. , assistente de bordo, tem 26 anos e vive com o namorado há dois. “Ao princípio corria tudo bem na cama, embora sem grandes performances sexuais, mas, à medida que o tempo foi passando, o interesse dele foi diminuindo. Das poucas vezes que quer fazer amor é quando não dá jeito nenhum, por exemplo, quando estou a fazer o jantar, a lavar a loiça ou quando chego da ginástica e ainda nem tomei banho. Quando estamos na cama nunca toma a iniciativa, a menos que mostre que me apetece, mas mesmo aí muitas vezes fica estático, sem reação. No entanto, sinto a ereção dele. Se tem ereção não é suposto ter vontade? Já lhe disse que me sinto frustrada por achar que não sente desejo por mim. Responde que não é verdade, que me ama, que é comigo que quer ficar. Então porque é que mal me toca? Ele diz que se não demonstra mais interesse é porque tem medo que me farte dele. Já lhe disse que o adorava e que gostava de fazer amor com ele, não havendo razão para ele se sentir inseguro. Duas das vezes que falámos sobre o assunto, achou que eu estava a ‘preparar terreno’ para nos separarmos e até chorou. Expliquei-lhe que apenas queria saber as razões que o levavam a este comportamento. A última conversa sobre isto foi há cerca de dois meses e ele disse que ia fazer um esforço para mudar, mas está tudo na mesma. Gosto dele, mas sinto falta de me sentir desejada e de sexo também, claro. As minhas amigas dizem-me que este problema vai piorar com a idade e à medida que o tempo que passamos juntos for aumentando. Não queria que fosse cada um para seu lado, mas assim também não dá!”, desabafa.

Intimidade e comunicação

Vânia Beliz, psicóloga clínica especialista em Sexologia e autora do livro ‘Ponto Quê’, desmistifica o preconceito de que os homens estão sempre prontos para o sexo.

Eles também podem ter uma libido menos ativa. O estereótipo do ‘homem sempre pronto’ tem causado muitos problemas nos casais, porque devido a esta ideia feita dificilmente uma mulher consegue compreender o afastamento ou desinteresse sexual do parceiro sem rapidamente fazer fantasias negativas acerca das causas de tal comportamento. Surge a desconfiança, a culpa, entre outros sentimentos destrutivos, porque é difícil aceitar que um homem tenha simplesmente dores de cabeça, sono ou cansaço. O stress e a ansiedade também são motivos de falta de desejo masculino, assim como algumas patologias e medicação. Sem culpabilizações, acusações e desconfiança, devemos abordar a situação, e compreender, junto do nosso parceiro, o que pode estar a ditar o seu desinteresse. Fácil não é, mas é preferível a criarem-se fantasmas à roda de algo que pode ser fácil de compreender. Muitas vezes os homens ficam incomodados por perceberem que não nos satisfazem ou que não correspondem às nossas expectativas e, por isso, é importante que o assunto seja abordado com delicadeza.Vânia Beliz

Rita M., 38 anos, gestora de eventos, tem um problema inverso ao de Joana. Mãe de duas filhas no início da adolescência e de um rapaz com dois anos, é casada há 15 anos com um homem insaciável. “Quer sexo todas as noites, sem exceção. Só tenho algum sossego na altura do período e mesmo durante esses dias pede-me que lhe faça sexo oral e só não quer o resto porque não deixo”, diz. Desportista, dinâmico, o marido de Rita é assim em todos os aspetos da vida: anda de bicicleta, faz natação, participa em provas de triatlo, e a cama é para ele também uma verdadeira maratona. “Ainda por cima não quer “rapidinhas”. Quando ‘a coisa’ começa são pelo menos 20 minutos, ou mais, só de preliminares, e depois vem a penetração, sendo que demora bastante a atingir o orgasmo, o que entretanto já me aconteceu a mim, o que faz com que me desinteresse. Nalguns dias chego a ficar com ardor vaginal porque ao ficar menos excitada diminui a lubrificação. Em alguns dias até me volto a entusiasmar, mas a meio da semana, a ter de acordar às sete da manhã para despachar as crianças, é complicado ter essa disponibilidade.”, diz.

Vânia Beliz explica que “o desejo feminino é considerado mais frágil” e que isso se deve “às diferenças que a mulher tem na sua resposta sexual”. O nosso ciclo hormonal, a contraceção, a amamentação, o uso de antidepressivos ou ansiolíticos, o stress e todas as preocupações que temos à nossa volta são motivos para virarmos costas ao sexo. A sua experiência clínica mostra-lhe que existem mulheres que não se importam de passar meses sem ter sexo e algumas até referem que o fazem apenas para satisfazer os companheiros. “O facto de ainda nos centrarmos muito na relação sexual penetrativa faz com que a nossa atividade sexual seja muito redutora. Fazer amor ou sexo não tem sempre que passar pela penetração. Às vezes uns miminhos são mais do que suficientes para nos dar prazer ou abrir o apetite para mais”, explica.

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