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Alice Trewinnard: “Aprendi que nunca vai haver um equilíbrio perfeito”
Conversámos com Alice Trewinnard sobre o seu percurso pessoal e profissional, os desafios que a marcaram e aquilo que mais valoriza nesta fase da vida. Numa conversa intimista, houve ainda espaço para falar de moda, beleza e dos rituais que não dispensa.
EM PARCERIA COM:
Onze anos depois de ter começado a criar conteúdos, Alice Trewinnard olha para a carreira, para a maternidade e para a beleza com uma segurança diferente. Mais seletiva, consciente e menos preocupada em chegar a todo o lado, fala-nos sobre as escolhas que fez, as mudanças que atravessou e aquilo que, hoje, continua a fazer sentido para si.
Este ano celebra 11 anos enquanto criadora de conteúdos digitais. Quem é hoje a Alice que começou este percurso?
Nestes 11 anos, de facto muita coisa mudou. Evoluí enquanto mulher, tornei-me mãe de três filhos e a minha carreira cresceu e solidificou-se ao mesmo tempo que a indústria na qual trabalho também ganhou uma nova dimensão e profissionalização. Hoje, sou uma mulher mais segura e confiante no meu trabalho, sou mais seletiva e menos preocupada em corresponder a tudo ou a chegar a todo o lado. Aprendi a impor limites e a ser mais consciente na forma como quero comunicar.
O que foi determinante para construir uma carreira tão consistente num meio em constante transformação?
Quando comecei, não havia ainda a estrutura profissional que existe atualmente. Tenho orgulho em admitir que fui uma das criadoras de conteúdos que ajudou a desbravar caminhos até onde estamos hoje. Fui fazendo e aprendendo e, com o passar dos anos, começámos a ver a criação de conteúdos como algo mais compreendido, legitimado e até parte essencial da estratégia de comunicação das marcas. Acho que a capacidade de me reinventar, adaptar e evoluir sem perder a minha essência foi determinante.
O que significa, para si, ter verdadeira influência?
Para mim, visibilidade resume-se a números, mede-se apenas pelo alcance a que chegamos. Podemos ter um conteúdo visto por milhões de pessoas e isso não se traduzir em nada impactante. Ter verdadeiramente influência é ter uma ligação de confiança, proximidade e relevância junto de quem nos segue e ainda ter impacto real nas suas escolhas e na sua vida. Acredito que uma comunidade se constrói quando o conteúdo que apresentamos e a forma como comunicamos cria uma sensação de proximidade e familiaridade. É algo que se vai construindo com o tempo e preserva-se com coerência e verdade.
Depois de tantos anos a trabalhar com marcas, o que a leva hoje a aceitar uma parceria?
Aceito uma parceria se me identificar genuinamente com a marca e com o produto em questão, se fizer sentido na minha comunicação e se existir liberdade criativa para criar o conteúdo pedido. Acredito muito que uma parceria só funciona quando a inserção do produto funciona como uma extensão da minha forma de comunicar. Além disso, coerência é tudo. Não posso apenas olhar para a campanha de forma isolada, tem de fazer sentido na minha narrativa e naquilo que tenho vindo a contar.
Trabalha com a Caudalie desde 2018. O que valoriza nesta relação e nos produtos da marca?
A Caudalie é uma das marcas mais sólidas na minha comunicação. Acompanhou diversas fases da minha vida e é precisamente pela relação genuína e consistente que temos desde 2018 que existe esta longevidade. Adoro o facto de ser uma marca que investe muito na ciência e certificação dos seus produtos, que são realmente eficazes. Depois, para além dos resultados positivos na minha pele, elementos como texturas, fórmulas e cheiros agradáveis são fatores essenciais para mim. Mas mais que produtos, sinto que o que tenho com a Caudalie vai além de uma parceria que é meramente comercial. A Caudalie está para mim em momentos importantes, é aquela marca que se lembra do meu aniversário, e que faz por estar presente na minha vida além das redes sociais, e isso é o que torna esta parceria tão boa e tão forte.
“A Caudalie é uma das marcas mais sólidas na minha comunicação”
Como mudou a sua relação com a beleza e com o envelhecimento?
Sempre adorei skincare e uso cremes desde os tempos da adolescência, as minhas amigas até gozavam comigo! Por isso, foi apenas natural integrar este segmento na minha comunicação, desde o início. Quando comecei a minha carreira, aos 25 anos, as minhas preocupações com a pele eram outras. Procurava sobretudo hidratação, soluções para imperfeições e proteção solar. Hoje, aos 36, preocupo-me também com firmeza, prevenção e preservação da qualidade da pele a longo prazo.
Envelhecer bem significa aceitar a passagem do tempo e sentir-me bem na fase em que estou. Não quero tentar parecer sempre mais nova, até porque isso é irreal e pouco natural e nem é a mensagem que quero passar a quem me segue ou aos meus filhos. Vou querer sempre cuidar de mim e ver a minha pele o mais saudável e luminosa e firme possível, mas não vou entrar em guerra com cada sinal de envelhecimento que surja. No final do dia, envelhecer significa que ainda estamos cá e isso é um verdadeiro privilégio.
O que procura hoje num produto de beleza? E que lugar ocupa a gama Resveratrol-Lift da Caudalie na sua rotina?
Um pouco de tudo. Resultados são fundamentais, mas a facilidade com que consigo integrar estes produtos na minha rotina e até os aspetos sensoriais dos produtos também são determinantes na minha decisão de os incluir, ou não, no meu dia a dia. A gama Resveratrol-Lift encaixa lindamente na fase da vida em que estou, porque é uma gama direcionada para a firmeza, hidratação e luminosidade da pele. Adoro absolutamente o sérum e a sua fórmula fluida, até durante a gravidez e amamentação usei! É muito completa e permite combinar vários passos, o que é ótimo. Também uso o creme de olhos e, à noite, o creme rico. Esta é uma gama à qual retorno sempre, porque um bom produto é aquele que nos dá vontade de continuar a usar.
A maternidade mudou a sua relação com a beleza e com o tempo para si?
Penso que sim, mais não seja pelo facto de, agora com três filhos pequenos, associar esse cuidado a ter tempo para mim e momentos de pausa. Antes de ter filhos, não valorizava tanto este tempo de autocuidado. É uma rotina focada no essencial: limpeza, hidratação, cuidado especial – seja imperfeições, seja firmeza da pele – e proteção solar. Não acredito, nem tenho tempo, para rotinas de skincare de dez passos. Tem de ser algo simples, eficaz e possível de manter. Não abdico de uma boa limpeza da pele ao final do dia e de proteção solar todas as manhãs.
E quando consegue ter tempo verdadeiramente seu, o que gosta de fazer?
Gosto de coisas simples, na verdade. Treinar, ir à praia, apanhar sol, marcar um almoço ou um programa com amigas, permitir-me estar em casa sem nenhuma tarefa concreta, ou seja, não fazer nada, mesmo. Para mim, tendo um trabalho tão estimulante, é fundamental fazer algo sem ecrãs, que me permita recentrar e parar.
Como concilia hoje a carreira com a vida familiar e pessoal?
Aprendi que nunca vai haver um equilíbrio perfeito, nunca vou conseguir estar a 100% em todas as frentes, e o primeiro passo é aceitar isso sem culpa. Tento ter uma boa estrutura e o facto de ter rede de apoio facilita mesmo muito. Definir prioridades é fundamental e depois é fazer escolhas conscientes, definir limites quando é necessário e pôr as coisas na balança diariamente. Há dias em que consigo estar muito mais dedicada à maternidade, outros em que tenho de dar prioridade ao trabalho e outros em que o meu casamento e vida social também merecem o foco. Desde que vá conseguindo gerir as coisas de uma forma que resulte para mim, para a dinâmica familiar e para a vida profissional, sem penalizar verdadeiramente nenhum, acho que estou em paz com isso.
“Aprendi que nunca vai haver um equilíbrio perfeito, nunca vou conseguir estar a 100% em todas as frentes”
Quando olha para o seu percurso, o que mais a orgulha e o que ainda gostaria de conquistar?
Tenho vários momentos que me marcaram, mas mais do que uma campanha ou conquista isolada, o que mais me orgulha é mesmo a carreira que construí ao longo destes 11 anos, com uma comunidade tão boa que cresceu comigo, e ter conseguido mantê-la relevante ao longo de tantas mudanças profissionais e pessoais. Esta capa também é um grande reconhecimento do meu percurso e é uma honra poder fazê-la. Acho que a Alice de 16 anos iria ficar super orgulhosa – e incrédula, na verdade – se lhe dissessem que, dentro de 20 anos, iria estar nesta posição. Para o futuro, sinceramente só quero continuar a crescer de forma consistente, como tenho vindo a fazer, e eventualmente explorar projetos que me acrescentem algo, que desafiem e me façam crescer e evoluir. Gostava que olhassem para o meu percurso como exemplo e prova de que é possível transformar uma presença digital numa carreira longa, sólida e relevante, construída com consistência, influência positiva e autenticidade. E que – talvez até a parte mais importante – podemos mesmo criar as nossas próprias oportunidades e viver do trabalho que escolhemos, enquanto somos mulheres empreendedoras e mães, sem que uma coisa anule a outra.
Os essenciais de Alice
Uma seleção de cuidados que acompanha a sua rotina de beleza, entre fórmulas eficazes, texturas sensoriais e gestos que se tornaram indispensáveis.
Créditos
Fotografia: Dulce Daniel
Produção/Styling: Bárbara Marinho
Digitech: Luís Pedro
Talento: Alice Trewinnard
Vídeo: Diogo Almeida
Cabelos: Rui Rocha
Maquilhagem: Rita Correia da Costa
Agradecimentos: Caudalíe e Weive Studio
