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Commerbunds: há uma nova forma de marcar a cintura e não é com um cinto
Os cummerbunds, tradicionalmente associados aos smokings, estão a conquistar um novo espaço na moda, dentro e fora da passerelle.
Tradicionalmente usadas nos smokings, as faixas largas na cintura, conhecidas como cummerbunds, ganham uma nova vida nas propostas de primavera/verão das casas de moda. Da coleção masculina de Celine às propostas femininas de Polo Ralph Lauren e Valentino, este acessório surge combinado com peças de alfaiataria, vestidos e coordenados mais descontraídos.
Apesar de estar associado ao vestuário formal masculino, o cummerbund tem origens muito anteriores ao smoking. A faixa tem raízes na Ásia Meridional e foi adotada por oficiais britânicos durante o período colonial na Índia, acabando por chegar à Europa, onde passou a integrar o traje de cerimónia masculino como alternativa ao colete.
Mais recentemente, o acessório regressou com uma abordagem mais contemporânea, afastando-se do tradicional modelo de cetim preto. Na coleção masculina de primavera/verão 2027 da Celine, Michael Rider apresentou faixas de seda coloridas, combinadas com camisolas de malha e calças de corte justo. Já a Polo Ralph Lauren apostou em versões mais descontraídas, incluindo modelos com aplicações e franjas, enquanto Alessandro Michele, na Valentino, explorou faixas acetinadas e plissadas.
Mais do que marcar a cintura, este acessório acrescenta dimensão e personalidade aos coordenados, podendo ser usado tanto à altura da cintura como ligeiramente descaído sobre as ancas. Para um visual mais descontraído, basta conjugar uma faixa larga com umas calças de ganga e uma camisa branca ou usá-la sobre um blazer oversized.
