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    As escolhas de Francisco Marques, autor do blogue FrankMarques’blog

    Faço parte da colheita ‘vintage’ de 74. Natural de Luanda, formei-me em Comunicação Social e, depois de me iniciar nas rádios pela Super FM e de ter andado a mostrar pavilhões na Expo’98, entrei para o grupo Media Capital como jornalista. Mudei-me para a imprensa escrita e estive dez anos na equipa de desporto do jornal 24horas. Desde maio de 2012, trabalho na Euronews, em Lyon, França.

    Há dois anos, iniciei um blogue para me manter ativo. Começou por ser generalista, mas pouco depois, a reboque do trabalho final no curso de Jornalismo para Web do CENJOR, reduzi a temática à música.

    Entrevistas exclusivas, um podcast produzido e gravado em casa num registo “DIY” (do it yourself), algumas críticas de discos que me foram chegando às mãos enviados pelos artistas e notícias várias preenchem o FrankMarques’blog, cujo título não carrega qualquer significado especial.

    Foi o nome de que me lembrei quando parti para a experiência, sou o único que nele escreve, mantenho-o. Juntei-lhe o lema 'a música que tu mereces ouvir', e é isso que tento mostrar e promover. Descubram-me e descubram a música que me faz mexer.

    Mini Bio:

    Nome: Francisco Marques

    Idade: 39 anos

    Naturalidade: Luanda

    Blogue: FrankMarques’blog

    àPortuguesa

    Quem chega, olhando da rua, não percebe o que está para lá da entrada do n.º 128 da Avenida Bento Gonçalves, vulgo ‘avenida da praia’. Um edifício restaurado com primeiro andar, ao lado de um deslocado prédio de três andares, esconde no rés-do-chão um dos espaços mais carismáticos do Barreiro.
    O àPortuguesa é um café-bar onde tudo no interior é nacional. Dos empregados aos consumíveis, passando pela decoração e, claro, pela música. Não há whiskey nem caipirinhas. Há, sim, vinho, cerveja, sumos, chá, café, licores e águas-ardentes. Tudo com chancela portuguesa e sem ‘pagodes chineses’. O espaço inclui uma sala decorada como se fosse dos nossos avós, uma cozinha tradicional ao estilo anos 80 e um pátio interior. A simpatia marca o serviço. A visita é obrigatória.

    Barreiro Rocks

    É um festival contra corrente. Ideia de três amigos para uma única noite de concertos há 14 anos, tornou-se num dos marcos da Península Ibérica do chamado Garage Rock. Chega este ano à 13.ª edição. Tal como há um ano, em formato ‘troika’, isto é, de novo reduzido a uma única noite e apenas com um nome internacional. Mas este é um evento único. Sem patrocínios de alto quilate, como se vê noutros eventos do género em Portugal, o Barreiro Rocks sobrevive pela carolice da organização com um cada vez mais reduzido apoio da Câmara Municipal. Já proporcionou estreias em Portugal como as de Ty Segall (primeiro concerto na Europa) ou dos Black Lips.
    O ambiente criado permite o raro convívio entre público e artistas. No fim dos concertos, juntam-se todos, falam de música e brindam à saúde do Rock independente. É o meu festival. É o nosso festival, no Barreiro. Como costumo brincar com amigos, isto é Rock!

    Bico do Mexilhoeiro

    A fama de cidade poluída entranhou-se-lhe há décadas. Mas o Barreiro cresceu, desenvolveu-se com foco especial na Mata da Machada e na relação com o rio Tejo. Este ano conquistou, na categoria de ambiente, o prémio ‘Melhor Município para Viver’, instituído pelo INTEC – Behavioral Technology Institute, da Universidade Nova de Lisboa.
    A Mata da Machada merece a descoberta, mas é à beira rio, no Bico do Mexilhoeiro, e em especial ao final da tarde, que nos rendemos a este novo Barreiro. O rio está mais limpo, a areia da praia também e até surf já se faz aqui. Nesta margem sul do rio desfruta-se de um ocaso único na zona, que tisna o rio de um tom laranja à medida que o astro se esconde detrás do Cristo Rei e da Ponte 25 de Abril. No Barreiro vive-se bem e, de barco e metro, a apenas meia hora do Marquês de Pombal, em Lisboa.

    The Buttshakers

    Liderado por uma norte-americana, de nome Ciara Thompson, este é um projeto francês sediado em Lyon. Descobri-os em 2010, através de uma compilação disponibilizada em anexo à revista Rock & Folk. Procurei mantê-los debaixo de olho e não descansei enquanto não adquiri o primeiro álbum do grupo, ‘Headaches and Heartaches’ (Back to Mono, 2010).
    Quis o destino que me cruzasse com eles e, em maio deste ano, tive privilégio de estar na lista de convidados dos The Buttshakers no concerto de apresentação do segundo álbum, ‘Wicked Woman’ (CopaseDisques, 2013). O espetáculo, realizado no Le Periscope, uma pequena sala de Lyon, França, confirmou o que os discos deixavam antever: uma banda enérgica, que parte da Soul para o Rock’n’Roll através de uma vocalista talhada para ‘domar’ o palco e arrastar a plateia na festa.

    Caro Emerald

    É uma das vozes mais sedutoras da discografia cá de casa. Holandesa inspirada pelos cabarets franceses dos anos 40 e 50, Caroline Esmeralda van der Leeuw, de 32 anos, tem dois álbuns editados. Num registo de Jazz e com muito swing na voz, a holandesa apoia-se numa banda eficaz, da qual sobressai um DJ, que pontua alguns dos temas mais dançáveis com oportunos exercícios de ‘scratch’.
    Descobri Caro Emerald através de um colega de trabalho, pouco depois da edição de ‘Deleted Scenes from the Cutting Room’, o álbum de estreia (Grandmono Records, 2010), e este ano, numa das várias idas a Lyon, França, tive a oportunidade de assistir no início de outubro a um dos concertos de promoção do segundo disco, ‘The Shocking Miss Emerald’ (Grandmono Records, 2013). A boa expectativa confirmou-se e, ao mesmo tempo, adensou-se a perplexidade: mas como é que Caro Emerald ainda não foi convidada para atuar em Portugal?

    Hokkaido

    É, sem dúvida, uma das melhores formas de saborear um belo jantar de sushi a dois em ambiente selecionado. Descoberto pela minha mulher, fica em Campo de Ourique, Lisboa, tornou-se local de peregrinação regular pelo serviço de ‘take away’. A dose de três caixas (duas normais e uma mais pequena) satisfaz duas pessoas e, quem sabe, até dá para três.
    Cá em casa, tem deixado duas pessoas muito felizes e por menos de €20. Não tem limite de peças, há apenas a própria capacidade física das caixas. Há quem atafulhe de tal maneira as peças que dificilmente chegarão ao destino com apresentação. O sushi é fresco. O arroz, percebe-se, não é feito com demasiada antecedência. A tempura não é nada gordurosa. O prazer é garantido.

    Linda Martini

    São quatro, mas já foram cinco. Estão a celebrar 10 anos de carreira, suportada numa amizade solidificada em palco e na garagem. Apesar do aniversário redondo, não seguiram a habitual bitola da retrospetiva da obra e acabam de lançar, sim, o terceiro álbum de originais. Um disco de música Rock com espírito Punk. Todo em português, com um singelo toque de Chico Buarque. São letras pessoais que encontram eco em muitos dos seguidores.
    Entrevistei dois dos Linda Martini recentemente, a Cláudia e o Hélio, e reforcei a admiração e respeito pelo trabalho do grupo. Falaram-me de ‘Turbo Lento’ (Universal, 2013), o novo disco, recordaram o passado, analisámos o presente e eles apontaram ao futuro. São um dos melhores embaixadores do Rock cantado em português neste novo milénio, mas falta-lhes o suporte para levar mais longe este parente pobre da cultura portuguesa que é o Rock. São também uma das companhias mais presentes nas muitas viagens que tenho efetuado.

    Lyon

    É a segunda maior cidade de França e, de há dois anos a esta parte, a minha ‘segunda casa’. A quase 2000 quilómetros, foi onde encontrei trabalho nos tempos que correm. Fundada em 43 antes de Cristo, como colónia do Império Romano, Lyon é rica em história e considerada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
    A cidade mantém muitos dos edifícios antigos e, nas zonas mais velhas, como Croix-Rousse ou Vieux Lyon, estão bem preservados os chamados ‘traboules’, caminhos térreos por dentro dos edifícios, que parecem autênticos labirintos. Berço do cinema com uma agenda cultural dinâmica e bem diversificada, numerosos jardins, amiga das bicicletas e dos graffiters, Lyon é uma das mais cosmopolitas cidades europeias que conheci e um destino que recomendo para visita.

    Meco sem ‘sunsets’

    A zona balnear da aldeia do Meco em Sesimbra é conhecida desde há muito como local de naturismo. A bravura do mar tornava a zona pouco popular e as encostas íngremes ajudavam a recatar o areal. A fama cresceu e a moda pegou. O Meco tornou-se destino de capa de revista e a praia banalizou-se, reduzindo o espaço de conforto dos naturistas, que chegam, agora, a ser apontados por famílias dos chamados “têxteis”, que lhes invadiram o areal.
    Ainda assim, face às alternativas mais próximas, mantém-se agradável e, quando o mar está tranquilo, é quase um paraíso. Até chegar o pôr do sol, que deveria ser nobre. As festas de ‘sunset’, com música House mais propícia para discotecas, tiram brilho ao sol, que agradecia, no máximo, um ritmo mais ‘chill out’ em volume mais ‘lounge’. Enfim! O Meco foi o meu destino preferencial no último verão. Partilhei-o com bons amigos e até com uma família de golfinhos ao largo do Braço de Prata. Voltarei, claro, em 2014, mas espero não ouvir mais ‘sunsets’ como os deste ano.

    Restaurante S

    Colado ao Largo do Rato, em Lisboa, na rua São Filipe Neri, encontra-se o S Restaurante & Petiscos. A cozinha centra-se na gastronomia portuguesa. À terça e sexta-feira, podemos empanturrar-nos, ao almoço, com a apelidada Bola de Cozido, uma variação do Cozido à Portuguesa, mas sem batatas e feito como recheio de um enorme pão. Um ‘miolo’ repleto de carne desfiada, legumes e enchidos desfeitos, que temperam esta iguaria de forma sublime.
    O vinho da casa, tinto, acompanha bem o repasto, e as sobremesas fecham a sete chaves a experiência. Se possível, contudo (há quem vá dali para o trabalho), deve rematar-se com um digestivo, para ajudar a aliviar as horas seguintes. A marcação de mesa é altamente recomendada, sob pena de ficar à porta a babar-se.

    XFM London

    Sou um apaixonado por rádio. Passei por várias. Devorador de música, oiço do House ao Fado, mas com clara preferência pelo Rock. De todos as épocas. Posto isto, não encontro no ‘éter’ português uma estação que me preencha. ‘Playlists’ saturadas pelos mesmos clássicos, a dependência das editoras para rodar novidades e pouca abertura para explorar projetos emergentes.
    Através da aplicação para ‘smartphones’ TuneIn Radio, sintonizo diariamente a XFM London. É a minha principal companhia radiofónica. Mistura novos projetos com temas menos óbvios de nomes clássicos como The Doors, lados B de singles dos Arctic Monkeys ou temas dos Happy Mondays. O único lamento: não haver espaço para música portuguesa.

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