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‘Luz’, o novo disco de Cuca Roseta

Dizem, os mais tradicionalistas, que fado é tradição. Mas fado também pode ser contemporaneidade. E Cuca Roseta tem feito do fado, essa canção antiga, uma música de novos contornos, sem deixar de beber inspiração no que se assume como mais tradicional.

Luz’ é o novo disco da fadista, uma coleção de 16 temas (17 na versão iTunes, que inclui “Baile”), assinados por letristas e compositores como Pedro da Silva Martins, Carolina Deslandes, Jorge Fernando ou Hélder Moutinho.

Este disco sucede a ‘Riú’, editado em 2015.

Falámos com a fadista, sobre o disco e sobre o fado.

Luz’ é o nome do novo disco. Porquê este nome?

O fado, assim como o Yoga, o taekwondo a pintura e a natureza, são vivências imprescindíveis na minha vida, na busca de um lugar onde, através da reflexão, encontro um equilíbrio necessário para conseguir viver bem. Esse equilíbrio é a luz interior que deve ser alimentada para que tudo faça sentido. Se a luz do espírito apaga, o corpo também morre. Esta é uma luz espiritual onde o Fado mora.

Este trabalho inclui composições de Pedro da Silva Martins, Hélder Moutinho ou Jorge Fernando. Como foi trabalhar com estes compositores/letristas?

Um orgulho, uma honra e uma felicidade, com estes e com todos os outros que tanto admiro e fizeram parte deste disco também, Pedro Campos, Mário Pacheco, Fabia Rebordão, Carolina Deslandes, Tiago Machado. Foi maravilhoso trabalhar com todos eles, neste encontro de cumplicidade que este disco de luz pedia. Foi uma resposta à segurança e maturidade que também este disco alcança comparativamente com os outros.

É um disco, de certa forma, mais intimista?

É um disco tão intimista quanto os outros, porque, quando falamos de fado, falamos de uma verdade que vem deste lado interior do intérprete ou da sua experiência de vida espelhada na poesia que declama. Mas talvez luz seja mais espiritual, sim, no sentido de percorrer quase de uma forma auto-biográfica a espiritualidade de uma Cuca desde a sua infância até ao dias de hoje.

Está num novo momento da sua carreira?

Acho que sim. Estamos sempre em novos momentos quando fazemos algo de novo, sem medo de seguirmos os nossos instintos e de sermos nós próprios. O fado anda a par com o que vivemos e, por isso, cada disco que sai é sempre um momento novo, um trabalho de crescimento e evolução natural.

O fado está de boa saúde?

De muito boa saúde! Temos uma nova geração muito rica, de novos fadistas que também levam o fado aos mais novos, estes que esperamos que o mantenham vivo por muitos e muitos anos...

Há uma nova geração de fadistas que está a ‘ressuscitar’ de certa forma o fado. Estamos a assistir ao nascimento de um ‘novo fado’, hoje?

Não diria um novo fado, mas talvez uma nova sonoridade. As diferenças prendem-se mais com o facto de ter aparecido a percussão. Talvez tenhamos letras ou poemas mais actuais. Mas o fado mantém-se, como já acontecia com a Amália, naturalmente transformando-se nas vidas de quem o canta ou o interpreta. O fado segue a sua evolução natural, mas a raiz mantém-se a mesma.

É diferente o fado de hoje, então?

A grande diferença está no facto de todas as fadistas usarem percussão, um novo instrumento que apareceu e que se veio unir ao fado. E talvez na imagem das fadistas, penso que mudou mais a estética do que propriamente o fado em si.

Este é um disco com bastantes colaborações. Com quem ainda não trabalhou e gostava de vir, um dia, a trabalhar?

Penso que tenho uma equipa excelente a trabalhar comigo. Com o decorrer dos anos, fomos construindo algo muito sólido, por isso não há o desejo de trabalhar com uma pessoa em particular. Se a questão for, por outro lado, com que artista gostaria de fazer um dueto, penso logo com alguém que já não esteja vivo... Fica o sonho vencido de ter cantado com Elvis Presley, Amália, Nat King Cole, Louis Armstrong, Edith Piaf, Frank Sinatra. Vivo, Harry Connick Jr.

‘Luz’, Sony Music, €13,90

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