- Saúde e Bem-estar
‘Slow jogging’: os benefícios de correr sem pressa
O slow jogging propõe uma abordagem mais descontraída à corrida, mas será que é suficiente para manter a forma?
Nem todas as corridas têm de ser feitas a um ritmo acelerado. Numa altura em que o exercício físico é muitas vezes associado à intensidade e à superação de limites, o slow jogging propõe precisamente o contrário: correr devagar, a um ritmo confortável e sem ficar sem fôlego. Desenvolvida no Japão na década de 1990, esta prática tem vindo a despertar interesse pela sua abordagem mais acessível à corrida. Mas quais são os seus verdadeiros benefícios para a saúde? E será suficiente para manter a forma física?
O que é o slow jogging?
Desenvolvida pelo fisiologista japonês Hiroaki Tanaka, nos anos 1990, este tipo de corrida consiste em correr a um ritmo lento e confortável, geralmente entre os 6 e os 7 km/h. A regra é simples: manter uma velocidade que permita sorrir e conversar sem ficar sem fôlego.
Quais são os benefícios?
Apesar do ritmo lento, o slow jogging apresenta diversos benefícios para a saúde. Além de estimular o sistema cardiovascular e fortalecer o sistema imunitário, ajuda a regular a glicemia e pode contribuir para reduzir a ansiedade. O facto de ser praticado ao ar livre, muitas vezes em contacto com a Natureza, também favorece o bem-estar psicológico, enquanto a exposição solar moderada traz benefícios adicionais. Por outro lado, o impacto controlado desta atividade favorece a adaptação dos músculos, tendões e ligamentos ao exercício, contribuindo para uma maior resistência física.
É suficiente para manter a forma?
É uma boa opção para começar a correr ou ganhar resistência de forma gradual. Para uma condição física mais completa, o ideal é combiná-lo com exercícios de força e, consoante os objetivos, treinos de maior intensidade.
