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“Este foi o desafio, confesso, mais difícil da minha vida”. Carolina Patrocínio conta-nos tudo sobre o documentário

Estreia hoje, na Prime Video, o documentário “Carol Patrocínio”. A LuxWoman falou com a apresentadora.

Com 20 anos de carreira, Carolina Patrocínio é um rosto bem conhecido do público português. A convite da Prime Video e da ¡Hola! Media, a apresentadora e influenciadora digital abriu as portas da sua vida pessoal e profissional num documentário, que estreia hoje, dia 30 de maio, na plataforma de streaming.

Cartaz oficial do documentário "Carol Patrocínio"

Cartaz oficial do documentário “Carol Patrocínio”

Um retrato íntimo, “Carol Patrocínio” revela a vida multifacetada da apresentadora, desde a forma como prepara o seu trabalho em televisão e nas plataformas digitais, até às rotinas de família. . O documentário irá ainda explorar a vida familiar do clã Patrocínio, uma das famílias mais proeminentes de Portugal, oferecendo um olhar sobre a vida pessoal da figura pública. Desde os seus primórdios na televisão até ao atual estatuto de uma das mais relevantes presenças mediáticas nas redes sociais, o documentário promete oferecer uma narrativa envolvente, repleta de histórias nunca antes contadas e momentos de bastidores.

A LuxWoman esteve presente na antestreia do documentário, que decorreu no dia 28 de maio em Lisboa, e esteve à conversa com Carolina Patrocínio sobre este que confessa ter sido o desafio mais difícil da sua vida.

Porquê lançar agora um documentário? O que a fez sentir que este era o momento certo para contar mais sobre a sua história?

Eu nunca imaginei, na minha vida, principalmente falando agora com a Carolina, que aos 16 anos começou no Disney Kids, que este dia chegaria. Porque foi um convite que muito me surpreendeu, que vem por parte da ¡Hola!, que tem estado a produzir muitos documentários e conteúdos televisivos para a Prime Video. E quando tem esta intenção de chegar a Portugal e reconhece a minha história como digna de ser contada, a maior surpresa foi minha. E, por isso, quando me perguntas porquê esta altura, foi o convite que me surgiu, mas que vem numa altura especial da minha vida em que celebro 20 anos desde o dia em que comecei na televisão, aos 16.

Sentiu-se surpresa com o convite, porquê?

Nunca achei que a minha história tivesse, sequer, esse interesse mediático. Portanto, tive que combater aqui o meu síndrome de impostor, ao mais alto nível, para ceder finalmente e baixar a barreira e achar que a minha história também é digna de ser contada. E, portanto, foi quase um exercício que me obrigou a parar e a fazer esta autorreflexão, que é uma coisa que, confesso, não me dou a esse luxo nos meus dias corridos, porque tenho muitas frentes ativas, tenho a minha carreira que estou sempre a correr atrás, tenho quatro filhos que me ocupam muito e, portanto, foi no fundo uma ferramenta que me obrigou a pensar em tudo aquilo que já tinha conquistado.

Ao fim de 20 anos de carreira, podemos deduzir que a televisão não é de todo um meio desconhecido para si. Porém, como se sentiu neste formato mais íntimo e pessoal?

Este foi o desafio, confesso, mais difícil da minha vida. Não pelo formato em que é gravado, não pela presença da câmara, porque estas não são estranhas e nem alheias à minha vida, mas pelos depoimentos, em que fui confrontada com muitos medos, muitas inseguranças, pelas quais eu própria passei, em que tive que fazer esse exercício de me ver em visão de helicóptero, de me analisar de fora. E isso foi o que achei verdadeiramente difícil. Sou uma pessoa que combate muitas fragilidades, que transmite uma imagem de uma mulher forte e segura. E, portanto, abrir a porta às minhas próprias inseguranças é uma coisa que me deixa muito desconfortável. Esse foi o grande desafio neste documentário.

Este documentário mostra muitos lados seus — mãe, profissional, figura pública. Qual destes papéis foi mais desafiante de expor?

O meu maior receio foi expor a minha intimidade, não no sentido de mostrar, porque eu acho que a minha vida é um livro aberto e as pessoas acompanham há muitos anos. Foi exatamente essas barreiras na minha personalidade que, acima de tudo, ainda as mantinha, subidas, e que agora emocionei-me com alguns episódios da minha vida, com inseguranças com as quais eu própria luto, e de mostrar que nem tudo é perfeito. Nem tudo é perfeito, no sentido de que eu sou muito grata por tudo aquilo que eu conquistei. Sou uma pessoa muito feliz. Nunca imaginei que chegaria aos 38 anos com tudo aquilo que me rodeia, de amor, de família, de sucessos, mas pensar como é que foi o caminho até aqui, por tudo aquilo que eu tive que passar, a narrativa que eu tive que mudar, os episódios que eu tive que engolir, e pôr em prática esta resiliência até chegar até aqui.

Sente que foi como um verdadeiro exercício de reflexão sobre a sua carreira? O que retira desta experiência?

Sim, este formato obrigou-me a isso, e é a isso que estou verdadeiramente grata. E não me arrependo precisamente por isso, porque se me perguntasses há duas horas se estou arrependida, eu ia dizer-te que sim, porque a ansiedade, os nervos são tão reais que pensava: «onde é que eu me fui meter?». Mas, se por um lado, independentemente do sucesso, que isto venha a ter ou não, estou numa fase da minha vida em que, naturalmente, eu tenho muito a ganhar com as coisas que me possam vir da Prime Video, mas também já estou numa fase em que tenho muito a perder, e portanto, pondo na balança, aquilo que eu retiro disto foi um exercício de autoconhecimento que eu me obriguei a fazer, e que, muito honestamente, não faria de outra forma, porque não me permito dar esse tempo ali para o futuro.

Ficou envolvida diretamente na criação do documentário ou deixou-se ser surpreendida com o resultado?

Não. Entreguei-me a este projeto sem ter qualquer mão a dizer, no sentido em que a história iria ser contada, a narrativa, quais os pontos de vista mais interessantes… Deixei isso precisamente a pessoas de fora, para que me conheçam pela primeira vez, e tenham esse filtro, eu não tenho esse filtro sobre mim própria, até porque isso seria altamente manipulador, se eu tivesse tido a oportunidade de o fazer. Portanto, ainda bem que não fiz, visionei o documentário há muito pouco tempo, não visionei sequer a versão completa, finalizada, portanto, houve acertos que foram feitos, que eu ouvi pela primeira vez agora, e daí a minha ansiedade.

Ficou contente com aquilo que viu? 

Fiquei contente, fiquei com um mix de feelings, de perceber que isto interessa-me, porque é a minha esfera privada, são os meus filhos, mas será que isto é interesse público, mediático, será que as pessoas vão sentir-se especiais ao ver, será que vão sentir algum tipo de emoção que não faziam antes, isso é a minha expectativa.

A sua família tem um papel de destaque no documentário. Como foi para eles fazer parte? 

Acho que os meus filhos são as estrelas do documentário. (risos) Para os meus filhos foi algo natural, porque, como qualquer criança, no início estranha a presença de uma equipa de fora, mas passado um dia são amigos, e, portanto, conviveram de forma intrínseca com as câmaras que nos rodeavam. Portanto, não foi estranho do ponto de vista dos meus filhos. Mais resistência mostraram os meus pais, em falar sobre mim, naturalmente. As minhas irmãs também, porque conhecem bem o outro lado da moeda, o mediatismo que traz ao se exporem assim, portanto, fizeram única e exclusivamente para me ajudarem. Portanto, foi um processo natural com algumas resistências naturais.

Acredita que este projeto vai mudar a forma como o público a vê?

Espero que de uma forma mais empática, percebendo que os dramas da minha vida são tal e qual a maioria das mulheres, que luta por um lugar seguro na sua carreira, que tem que abdicar, muitas vezes, momentos importantes da família, que tem que delegar… E a delegar vem o sentimento de culpa, muitas vezes, e, portanto, de sermos malabaristas na nossa própria vida, e um malabarista que não é perfeito, que vão cair muitas bolas pelo caminho. E, portanto, essa transparência foi a qual eu me propus mostrar, porque, apesar da minha vida ser bastante pública, obviamente há um canto que nós nos guardamos, para nos protegermos, e espero gerar empatia nesse sentido.

-Assista ao Trailer-

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