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Fado & Coração

Falámos com Beatriz Rosário

Fotografámos Beatriz Rosário na emblemática Tasca do Chico, um dos palcos mais autênticos do Fado em Lisboa, onde a tradição se cruza com a emoção crua de quem canta com o coração. Entre guitarras, silêncios e olhares cúmplices, captámos a essência de uma artista que vive o fado com verdade. Foi sobre a sua paixão e entrega ao Fado, o seu álbum ALFA e os seus projetos e expectativas que conversámos com a artista.

O que representa para si cantar neste lugar? E o que sentiu ao ser retratada neste espaço mítico do Fado em Lisboa?

Cantar na Tasca do Chico é um privilégio. É uma casa com 33 anos, que representa o Fado e é uma “escola” de Fado. Estar lá é sentir-me em casa, nas raízes do Fado. Como o Xico diz, “por muitas viagens que faça o meu coração e a minha essência estão ali”.

“Quero fazer música autêntica e que venha do coração”

De que forma sente que este cenário reflete a sua identidade artística e a forma como vive o Fado, atualmente?

Este cenário reflete a minha paixão pelo Fado e a minha vontade de o viver de forma autêntica e emocional. Já vou à Tasca do Chico desde pequena.

O seu percurso começou em Coimbra e prosseguiu pelas casas de fados lisboetas. Como se deu essa transição?

A transição foi natural. Coimbra é uma cidade universitária e musical, e o Fado faz parte da sua identidade. Quando vim para Lisboa, procurei as casas de Fado e fui acolhida com carinho. Foi uma transição suave e enriquecedora.

O seu álbum de estreia, ALFA, lançado há cerca de um ano, pretende refletir, essa experiência entre Coimbra e Lisboa? O que a levou por este caminho?

Sim, o ALFA reflete essa experiência. Queria criar um álbum que fosse uma mistura da minha identidade musical e das minhas vivências em Coimbra e em Lisboa. Foi um processo de descoberta e de encontrar a minha voz.

Viu, assim, um sonho alcançado? O que simbolizou para si, este momento?

Foi um momento incrível! Simbolizou a realização de um sonho e a confirmação de que estou no caminho certo. É um sentimento de orgulho e gratidão.

Enquanto mulher e artista, qual é a sua mensagem com este trabalho? O que quer transmitir?

Quero transmitir a minha paixão pela música e respeito pelas raízes mas, também, a paixão pela descoberta, pelas viagens e pela vida. Tal como o álbum conta uma viagem, espero que as pessoas se sintam conectadas e vivam vários momentos diferentes da vida que vivi, que se identifiquem e se façam acompanhar por essas histórias e emoções.

“Quero explorar mais a minha criatividade e colaborar com outros artistas”

O Fado está muito presente na sua voz mas é, também, notória uma mistura de uma sonoridade pop e mais urbana. Ou seja, há uma abertura a outras linguagens musicais. Como encontra o equilíbrio entre respeitar a tradição do Fado e encontrar uma linguagem mais virada para o futuro?

É um equilíbrio que se tenta encontrar constantemente. Acredito que o Fado é uma música viva e que pode evoluir. Quero respeitar a tradição, mas também trazer algo novo e pessoal para a música.

Ao seguir este caminho mais pessoal e contemporâneo, sentiu, de alguma forma, ou em algum momento, algum tipo de pressão? Ou o peso da expectativa em relação ao seu trabalho? Quer do público, quer do meio fadista?

Sim, senti pressão e expectativas, mas não deixei que isso me influenciasse. Quero fazer música autêntica e que venha do coração.

As suas canções abordam identidade e pertença. Como nasce a sua música? Parte mais da palavra, da melodia? De uma emoção ou de uma vivência?

A minha música nasce de uma mistura de tudo isso. A palavra e a melodia vêm juntas, e as emoções e vivências inspiram a criação.

Neste momento da sua carreira, sente-se mais segura das suas escolhas ou em constante descoberta sobre o caminho a seguir?

Estou em constante descoberta, mas com uma base sólida. Acredito que a música é um caminho de evolução e crescimento.

E o que vem a seguir? Alguns planos ou projetos que nos queira desvendar? O que podemos esperar?

Estou a trabalhar em novos projetos e quero explorar mais a minha criatividade e colaborar com outros artistas.

O Fado significa herança, mas, também, presente e futuro. Como vê o futuro do Fado?

Vejo o Fado como uma música viva e em evolução. O Fado mais puro e tradicional irá continuar a ser bem representado nas casas de Fado. É um género único que se tem de preservar. Acredito que o futuro do Fado está nas mãos das novas gerações e na capacidade de inovar e respeitar a tradição.

“O futuro do Fado está nas mãos das novas gerações e na capacidade de inovar e respeitar a tradição”

E como gostaria que a sua música contribuísse para o futuro do Fado e para a forma como ele é sentido pelas novas gerações?

Quero que a minha música seja um contributo e que inspire as novas gerações a se conectarem com a linguagem musical mais tradicional de Portugal, de forma autêntica e emocional. Espero que se sintam mais conectadas com o estilo mais tradicional de Portugal.

Neste momento da sua carreira, o que continua à espera de ser cantado? Que parte de si, tem por revelar?

Há ainda muito para cantar e explorar. Quero continuar a crescer e a descobrir novas coisas sobre mim mesma e sobre a música.

– Créditos da Produção –

Fotografia Pedro Sacadura assistido por Rodrigo Mothe

Makeup e Cabelos Natanael Tito

Direção Criativo e Styling Diogo Raposo Pires

Agradecimentos Tasca do Chico, Bairro Alto

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