Foi durante a Woman Summit, um evento dedicado ao universo feminino e que decorreu no fim de semana passado, que Marisa Cruz apresentou oficialmente a sua marca de beleza. Focada em mulheres com mais de 50 anos e na fase da perimenopausa, a RHIZA nasceu para colmatar uma lacuna que a atriz portuguesa identificou no mercado: “Durante anos, observei que o mercado da beleza continuava muito preso a narrativas anti-idade ou a abordagens distantes da experiência real das mulheres”, explica. Composta por três produtos e resultado de quatro anos de investigação, a marca pro-aging não promete juventude eterna, mas sim consciência, conforto e poder.
Como nasceu a RHIZA?
A RHIZA nasceu da necessidade que tive de encontrar produtos específicos para o que estava a viver. Aos 47 anos, comecei com os primeiros sintomas da menopausa e, durante anos, observei que o mercado da beleza continuava muito preso a narrativas anti-idade ou a abordagens distantes da experiência real das mulheres. A RHIZA surge precisamente para ocupar esse espaço: uma marca de cuidado de pele e intimidade feminina, pensada para a mulher adulta, com uma abordagem clínica e emocionalmente inteligente. Mais do que cosmética, é também um posicionamento cultural. Quero acreditar que se pode ter o tempo como aliado e não como algo a combater.
Marisa Cruz fundou a RHIZA, uma marca de beleza focada em mulheres com mais de 50 anos e na fase da perimenopausa. Créditos: predostudio
Este era um sonho seu, lançar uma marca de beleza? Em que momento percebeu que tinha de o concretizar?
Sempre tive uma ligação profunda ao universo do bem-estar, da comunicação e da forma como as mulheres são representadas. Mas a ideia de criar uma marca tornou-se mais clara quando percebi que havia um vazio real no mercado: produtos e narrativas pensados com maturidade e respeito pela mulher adulta. O momento de concretizar chegou quando senti que esta conversa precisava de existir e que podia contribuir para essa mudança.
A marca é focada em mulheres com mais de 50 anos e na fase da perimenopausa. Porquê esta abordagem e o que sente que ainda falta na forma como se fala desta fase da vida?
Porque é uma fase profundamente transformadora e, ainda assim, muitas vezes invisível ou tratada com desconforto. Falta informação, falta linguagem respeitosa e falta uma abordagem que não infantilize a mulher. A perimenopausa e a menopausa fazem parte da vida e merecem ser compreendidas, acompanhadas e integradas com naturalidade. A RHIZA quer contribuir para essa mudança com produtos eficazes, mas também com uma narrativa mais honesta e adulta, sem tabus.
Sérum Late Night Glow
Sentiu, na primeira pessoa, falta de informação ou de produtos pensados para esta fase? Houve alguma situação concreta que a tenha marcado?
Sim. Como muitas mulheres, percebi que, quando começamos a viver mudanças no corpo ou na pele, a informação disponível é muitas vezes superficial. E, no caso da intimidade feminina, o silêncio ainda é maior. Essa experiência pessoal fez-me questionar porque não existiam soluções que abordassem estas necessidades com naturalidade. Foi uma das motivações mais fortes para criar a RHIZA.
Qual é a missão da marca?
A missão é redefinir o cuidado feminino adulto. Queremos criar produtos eficazes, sofisticados e sensoriais, que respeitem o corpo e a experiência real das mulheres. Ao mesmo tempo, a marca procura promover uma nova forma de olhar para o envelhecimento, com consciência, dignidade e poder.
Creme Rico de Noite Do Not Disturb
Em que medida a RHIZA é também uma marca “pro-aging” e não “anti-idade”? O que significa isso para si?
Ser pro-aging significa reconhecer o envelhecimento como um processo natural e valioso, não como um problema a corrigir. Para mim, trata-se de mudar a narrativa: o tempo não é um inimigo, é parte da nossa história. A RHIZA não promete juventude eterna; promete consciência, conforto e poder. O cuidado passa a ser um gesto de respeito, e não de correção.
Que produtos encontramos neste lançamento e quais são as principais preocupações a que pretendem responder?
A marca estreia-se com três produtos essenciais, pensados para integrar rotinas simples e eficazes: o Late Night Glow, um sérum com ativos bioativos de alta performance, como o baobá, que ajudam a devolver firmeza, luminosidade e conforto à pele; o Do Not Disturb, um creme rico de noite, um cuidado regenerador profundo que transforma o final do dia num ritual de reparação e pausa; e o Keep Me Close, um gel hidratante íntimo, formulado para respeitar o equilíbrio do pH e cuidar da zona íntima com suavidade e eficácia.
Todos foram criados para responder às necessidades da pele e da intimidade feminina na maturidade, sem promessas irreais nem fórmulas agressivas.
Gel íntimo Keep Me Close
Qual é o seu produto favorito e porquê? Como o encaixa na sua rotina diária?
Escolher apenas um produto RHIZA não dá… os três são essenciais! É como perguntar qual das três sobremesas deixaria de comer.
A ideia é ir lançando novos produtos ao longo do tempo? Que universos gostaria de explorar a seguir?
Sim, a RHIZA foi pensada como um projeto em evolução. Queremos continuar a desenvolver produtos que acompanhem diferentes necessidades da mulher adulta, desde cuidados de pele a rituais de bem-estar e intimidade. No futuro, faz sentido explorar universos como o equilíbrio hormonal, o sono, o conforto do corpo e outros rituais de autocuidado que apoiem esta fase da vida de forma integrada.
Quanto tempo demorou desde a ideia até ter os produtos finais prontos para lançar? Quais foram os maiores desafios nesse percurso?
O processo demorou cerca de quatro anos. Desenvolver uma marca com esta identidade e nível de exigência implica tempo: investigação, desenvolvimento de fórmulas, testes e definição clara do posicionamento. Um dos maiores desafios foi precisamente manter a coerência entre ciência, eficácia e linguagem, garantindo que tudo, desde as fórmulas até à comunicação, refletisse o mesmo respeito pela mulher.
A marca foi apresentada na Woman Summit. Créditos: predostudio
Por que escolheu a Woman Summit para apresentar a sua nova marca?
Porque a Woman Summit reúne mulheres que pensam, lideram e transformam. Pareceu-me o contexto ideal para apresentar uma marca que nasce para abrir uma conversa mais consciente sobre o envelhecimento, o autocuidado e o lugar da mulher na sociedade. Acredito profundamente que, quando as mulheres se unem e partilham a sua voz, criam espaço para que muitas outras floresçam.


