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Ownever pára o tempo para refletir sobre a igualdade

A marca portuguesa fundada por mulheres assinalou o Dia da Mulher com uma fotografia que questiona o verdadeiro alcance da igualdade de género.

Para assinalar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no passado domingo, a Ownever criou um statement visual que alerta para as desigualdades que as mulheres ainda enfrentam, como é o caso da desigualdade salarial.

Fotografada por Daryan Dornelles, sem recurso a inteligência artificial, esta imagem retrata uma mulher vestida como outrora: silhueta marcada, tecidos de outra era e uma postura contida. À sua volta encontram-se homens em fatos corporativos de 2026, numa linguagem de liderança contemporânea. Uma imagem real, construída para ser lida como um espelho da realidade atual.

A imagem foi fotografada por Daryan Dornelles

Apesar da estética de progresso, a igualdade salarial permanece distante. Em muitos contextos, quando analisamos posições de topo, a discrepância amplia-se. Com esta fotografia, a marca portuguesa, fundada por mulheres e profundamente ligada à ideia de legado, questiona: teremos realmente evoluído ou apenas atualizado o guarda-roupa do poder?

Segundo o World Economic Forum, ao ritmo atual, a igualdade plena de género só será atingida dentro de cerca de 123 anos. A mesma análise sublinha que, em 2024, as mulheres representavam 41,2% da força de trabalho global, mas continuavam sub-representadas onde o poder e a remuneração se consolidam: apenas 29,5% dos gestores seniores com formação superior eram mulheres. O relatório aponta este desfasamento entre qualificação e acesso à liderança como um dos principais bloqueios à igualdade.

“Não queríamos celebrar o Dia da Mulher de forma decorativa. Queríamos lembrar que há estruturas que continuam intactas. Quando analisamos salários e cargos de liderança, a realidade ainda revela um atraso gritante. Esta imagem é um retrato dessa contradição”, afirma Eliana Barros, fundadora da Ownever.

Mais do que uma campanha, trata-se de um posicionamento. A Ownever usou o seu espaço não apenas para produzir objetos de luxo, mas também para criar uma conversa social.

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