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Patrícia Ramos

Conheça as escolhas da autora do blog ‘Marcas Avant-Garde’.

Quando era miúda sonhava ser repórter de guerra, viajar e contar histórias, histórias daquelas que nos mudam e nos fazem dar sentido à vida.

Tirei uma licenciatura em comunicação, uma pós-graduação em criminologia, vários cursos e formações em segurança e terrorismo e até cheguei a frequentar um mestrado em relações internacionais.

No entanto, esse sonho nunca passou disso mesmo e acabei por me tornar jornalista e blogger. O primeiro blog que tive era essencialmente de viagens e crónicas ao estilo ‘Sexo e a Cidade’, mas foi com o Marcas Avant-Garde que descobri aquilo de que mais gosto de fazer: escrever sobre a maior viagem da minha vida, ser mãe.

Apesar de continuar a ser um projeto a part-time, escrito sobretudo fora de horas, é aqui que consigo sentir-me realizada e receber mensagens de outras mães que se identificam com as minhas palavras e que se revêm nas minhas dúvidas e frustrações, o que não podia ser mais gratificante.

Costumo dizer que sou uma blogger a part-time, mas uma escritora a full-time e realmente isso também se reflete no ‘Marcas Avant-Garde’. E para quem se questiona o porquê do nome, já que nada tem a ver com o tema da maternidade, passo a explicar. Quando o blog nasceu, a minha intenção era que este fosse um espaço de partilha de novidades de marcas, lifestyle e giveaways.

No entanto, com o nascimento da princesa Leonor, comecei a sentir vontade de expressar esta nova etapa da minha vida e usei o blog para o fazer. E agora, com dois bebés em casa, tornou-se num espaço onde escrevo sobre todo o tipo desafios que a vida nos reserva, sobretudo aqueles que afetam esta geração de mães multitasking que acumulam tarefas enquanto profissionais, mulheres, amigas e até donas de casa, além de terem de ser as “melhores mães do mundo”, ou não fosse a sociedade obrigá-las a serem assim. Super-mães e super-mulheres que acabam por ter muitas fragilidades, mas também muita energia e garra para mostrar ao mundo que são capazes de dar a volta por cima e serem exemplos de sucesso.

Mini Bio:

Nome: Patrícia Ramos

Idade: 34 anos

Naturalidade: Oeiras

Presença Online: Blog | Instagram | Facebook

No meu blog encontra: as peripécias (sem filtros) de uma família de quatro e as aventuras do melhor de mim: os meus filhos, as dúvidas e exigências de ser mãe, mulher, amiga e ainda dona de casa (esta última dispensava); e viagens, propostas de lazer em família e moda para filhos e mães.

Livros e cadernos

Não me lembro da minha vida sem papel e caneta e dos momentos que guardo com mais saudades da escola é, precisamente, o que antecedia o regresso às aulas e as compras de cadernos, canetas coloridas, lápis e afins. Nada me dava mais gozo do que abrir um livro, com aquele cheirinho a novo, e começar a “viver” uma nova história, umas vezes de princesas outras de bruxas, mas sempre ávida de chegar ao fim. Tive uma coleção de diários que ainda hoje guardo religiosamente e ainda hoje gosto de deixar o computador de lado e escrever à mão e até na minha velhinha máquina de escrever.

Andar descalça na areia

Nas minhas escolhas é impossível não mencionar a praia, o verão e as férias. Acredito que esta minha paixão pelos meses mais quentes do ano se deve muito provavelmente ao facto de ter nascido em pleno mês de agosto, mesmo junto à praia de Oeiras, num ano em que o verão atingiu temperaturas bem acima da média. A juntar a isso, esta era também a altura do ano em que os meus tios e primos que estavam emigrados regressavam a Portugal para passar as férias connosco, e também o momento em que aproveitava para ir de férias ver os meus avós que viviam em Monsaraz. Nada me dá mais prazer do que ir com os meus príncipes até à beira-mar, andar descalça na areia, fazer castelos de areia e aproveitar o final de tarde para ler um livro numa qualquer esplanada de olhos postos no mar.

Viajar

Recordo-me de ser miúda e uma das minhas brincadeiras preferidas ser precisamente fazer de conta que viajava. Arranjava uma mala, onde colocava basicamente tudo o que encontrava pela casa, organizava as cadeiras da sala em fila, e lá ia eu, de comboio, para um novo destino. Felizmente tive a sorte de começar a viajar cedo e de conhecer as principais capitais europeias ainda antes da faculdade. No entanto, foi já depois de começar a trabalhar que me aventurei em destinos mais intensos, como o México (Puebla) ou a Tanzânia (Dar es Salaam e Zanzibar), mas ainda há muitos outros na ‘wishlist’, como o Vietname, o Camboja e Laos, a Austrália e Timor-Leste. Depois de ter sido mãe adaptei o tipo de viagens. Continuamos a fazê-lo, mas sobretudo em Portugal, até porque sou apologista de mostrar aos meus filhos as maravilhas que o nosso país tem, e para o ano, quando o Pedro tiver 2 e a Leonor 4, estamos a planear comprar uma caravana e ir pela costa espanhola, sul de França, Itália e Grécia.

Namorar

Isto de ser mãe (e pai) não é pera doce e há momentos em que nós, enquanto pais, temos de ter a capacidade de delegar algumas tarefas e “fugir” um bocadinho da rotina e levar só a nossa cara-metade. Apesar de não o fazer com a regularidade que gostaria, porque o tempo não para e com dois filhos tão pequenos há sempre um doente, um banho e um jantar para dar, uma festa infantil para ir e o tempo não estica. Mas com boa vontade e alguma ajuda dos avós, tentamos ir jantar fora de vez em quando ou ver um filme num sábado à tarde.

O meu país

Apesar de adorar viajar, não há melhor sensação do que aquela de regressar. Além disso, dá-nos sempre outra perspetiva de Portugal, bem mais agradável do que aquela que por vezes temos quando estamos demasiado embrenhados nas suas rotinas e no seu carisma mais “depressivo” e tão agarrado ao fado e à melancolia. Cada vez que regresso de um novo destino, dou mais valor ao que deixei por cá. Perguntam-me várias vezes se não gostava de emigrar. A resposta mais imediata seria um “até gostava”, mas basta pensar uns minutos e faço uma lista tão longa de coisas boas que me “prendem” cá que mudo logo de ideias. Deixar esta luz de Lisboa, estes dias solarengos, as praias a 10 minutos de casa, a comida típica e os amigos e a família, é de todo impensável. Costumo dizer que só o faria se não tivesse mesmo outra alternativa.

Puebla

Sabem quando chegam a um sítio e sentem que já lá estiveram? E quando se sentem tão bem que podiam lá morar? Foi assim que me senti quando cheguei a Puebla, uma cidade mexicana localizada a cerca de 200km da capital que tem um forte cunho da colonização espanhola e que foi fundada pela rainha D. Isabel de Portugal, que em 1531 a batizou de Puebla de los Angeles. Foi aqui que fiz o meu primeiro safari, que visitei uma igreja católica construída em cima de uma pirâmide com uma base de 18 hectares, que comi grilos fritos e ovos de formiga e até que aprendi a disparar no campo de tiro da polícia. Foi uma experiência intensa, inesquecível e a repetir… se tivesse de viver noutra cidade que não Lisboa, Puebla seria a escolha.

Sushi

Se pudesse comia sushi todos os dias. Pode parecer exagero, mas às vezes questiono-me se não estarei viciada. Sempre que tenho mais tempo para almoçar ou que sei que passo perto de um bom restaurante de sushi, não resisto…. e pensar que a primeira vez que experimentei não gostei.

Arte

Apesar de hoje não desenhar, nem pintar, houve uma altura na minha vida em que esses gestos eram parte das minhas rotinas e esse é, provavelmente, o motivo que me leva a gostar tanto de arte, sendo impossível visitar uma qualquer cidade europeia sem entrar em um ou dois museus. O Thyssen, em Madrid, o Kunsthaus, de Zurique e o de Van Gogh, em Amesterdão, estão no top 3.

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