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    Lisboa pela escrita de Fausta Cardoso Pereira

    O Prémio Antón Risco chega a Portugal para galardoar a terceira obra da autora portuguesa.

    A escritora portuguesa Fausta Cardoso Pereira conquistou o II Prémio Antón Risco de Literatura Fantástica, da Galiza, Espanha. ‘Dormir com Lisboa’ é o título da obra vencedora e o terceiro trabalho literário da autora, depois de ‘Bom Caminho’ e ‘O Homem do Puzzle’.

    Com edição marcada para o próximo mês de maio, o livro ‘Dormir com Lisboa’ “parte de um enigma simples: o desaparecimento inexplicável de cidadãos comuns na cidade”, explica a escritora à LuxWOMAN. “O meu objetivo inicial foi o de transformar a cidade de Lisboa numa personagem, com corpo, comportamento, linguagem. Na verdade, a história reflete sobre a definição de cidade, como a habitamos, como deixamos que ela nos habite, fale connosco e, claro, é uma reflexão contra uma capital globalizada estandardizada”, acrescenta.

    Fausta é licenciada em Publicidade e Marketing, pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa, com frequência no doutoramento de Comunicação Social na Universidade Complutense de Madrid. Iniciou a carreira como criativa copy writer em publicidade, fez produção de cinema, auditoria e foi ainda responsável por projetos de responsabilidade social. Em 2012, foi distinguida com o Troféu Português de Voluntariado. Atualmente é ainda formadora na área de escrita criativa.

    É de destacar que este prémio é convocado pela Fundación Vicente Risco e pela Urco Editora.

    A LuxWOMAN conversou com Fausta Cardoso Pereira acerca desta recente distinção.

    Como surgiu o prémio? Foi a Fausta que se candidatou?

    Sim, trata-se de um prémio literário para manuscritos originais que contempla as línguas portuguesa e galega.

    Além do reconhecimento, em que é que se traduz efetivamente o prémio? É monetário?

    O prémio pressupõe a publicação da obra em português e castelhano e a entrega de 3.000€.

    Como se define o seu estilo de escrita?

    Nos meus dois livros de ficção parto de uma situação absurda. Em ‘O Homem do Puzzle’, o personagem descobre que falta-lhe uma peça para completar o puzzle mais difícil do mundo e assim inicia uma busca que o levará a desafiar-se a si próprio. É uma história sobre a procura da ordem e do que somos ou não capazes de fazer para a atingir. Em ‘Dormir com Lisboa’, a cidade engole pessoas, de um momento para o outro o chão abre-se e elas desaparecem. Até agora as minhas histórias têm-me levado pelo caminho do insólito e levam-me a refletir sobre os efeitos que estes insólitos poderiam ter nas nossas vidas. A reflexão sobre os diferentes temas nasce assim como um processo intrincado com a própria narrativa. Não sei se continuarei por este caminho porque, na minha opinião, a história é que define o género e não o contrário, mas sinto que existe um grande espaço de liberdade criativa.

    Os seus livros inserem-se todos no mesmo género?

    O meu primeiro livro ‘Bom Caminho’ é sobre o caminho português de Santiago de Compostela e trata-se de um livro de viagens. O segundo, ‘O Homem do Puzzle’, é um trabalho de ficção, bem como ‘Dormir com Lisboa’.

    Tem mais alguma atividade, além de ser escritora?

    Colaboro com a revista LER e sou formadora na área de escrita criativa.

    Sabemos que irá participar em alguns eventos de escrita em Portugal. Pode indicar-nos alguns?

    Estarei na Ponte de Escrita em Chaves, de 27 a 30 de Abril e no Encontradouro, em Sabrosa, de 9 a 13 de Maio.

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