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A Bienal de Artes Contemporâneas convida a percorrer um “Caminho Irreal” entre Lisboa e Madrid

Entre 10 de setembro e 26 de outubro, a 5.ª edição da Bienal de Artes Contemporâneas traz a estas duas cidades várias estreias absolutas, como a ópera inédita de Dino D’Santiago, a instalação-teatral de Kiluanji Kia Henda sobre migração e memória, a performance duracional de Milo Rau e Servane Dècle que revisita o caso Pelicot ou a criação coreográfica de Elena Córdoba e Francisco Camacho em torno da memória partilhada

A BoCA – Bienal de Artes Contemporâneas volta em setembro com uma programação partilhada entre Lisboa e Madrid. De 10 de setembro a 26 de outubro, a bienal estabelece um novo eixo ibérico de criação e apresentação artística, reunindo projetos transdisciplinares que cruzam as artes performativas e visuais, a música e o cinema.

Sob o título “Camino Irreal” , esta quinta edição, que tem a curadoria de John Romão, é um convite ao desvio, ao deslocamento simbólico e à possibilidade de reconfigurar o lugar do artista e do espetador. Um caminho que não se encontra nos mapas turísticos nem nos roteiros oficiais, mas que pulsa nos corpos que criam, resistem e se deslocam, geográfica e artisticamente.

“Adilson”, ópera encenada por Dino D’Santiago com libreto de Rui Catalão. Créditos: Telmo Pereira by Lisboa Amsterdam

A programação está repleta de destaques, como a estreia absoluta de “Adilson”, ópera encenada por Dino D’Santiago com libreto de Rui Catalão, sobre a luta de milhares de pessoas pela cidadania e o direito a serem reconhecidas no país onde vivem. João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata apresentam “13 Alfinetes”, um novo filme que articula devoção e desejo em diálogo com a memória visual de Lisboa e Madrid. Tânia Carvalho e Rocío Guzmán encontram-se num concerto que parte do cancioneiro tradicional português e do flamenco para refletir sobre heranças partilhadas.

The Geometric Ballad of Fear (Sardegna) IV. Créditos: Kiluanji Kia Hend

Entre as estreias absolutas, surgem também “Pemba”, de Kiluanji Kia Henda, uma criação de palco e uma instalação de grande escala sobre os fluxos migratórios e a persistência da memória; uma nova instalação performativa de Adriana Progranó, que ocupa o espaço público; “De Espiral em Espiral”, de Naufus Ramírez-Figueroa, performance que cruza história colonial e práticas de adivinhação familiar; e “O Julgamento de Pelicot”, de Milo Rau e Servane Dècle, uma vigília performativa construída a partir do caso real de violência sexual que chocou França e o mundo, onde a justiça é interrogada no espaço da arte.

Retrato de Naufus Ramírez-Figueroa. Créditos: Lovis Ostenrik

Fazem ainda parte da programação, “Uma Ficção na Dobra do Mapa”, de Elena Córdoba e Francisco Camacho, projeto coreográfico que revisita o primeiro encontro criativo entre ambos; e “Os Rapazes da Praia de Adoro”, do dramaturgo e encenador espanhol Alberto Cortés com o pintor português João Gabriel, uma criação que parte do imaginário queer e da intimidade masculina para pensar a relação entre Portugal e Espanha a partir de um território fictício.

“O Julgamento de Pelicot”, de Milo Rau e Servane Dècle

A BoCA 2025 distribui-se por vários espaços culturais de referência em ambas as cidades. Em Lisboa, marca presença no Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, MAAT, Teatro Nacional D. Maria II, Culturgest, Teatro do Bairro Alto, Estufa Fria, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Carpintarias de São Lázaro ou na Cinemateca Portuguesa. Em Madrid, colabora com instituições como o Museo del Prado, Museo Reina Sofía, TBA21 Thyssen-Bornemisza Art Contemporary, Teatro de La Abadía, Museo Nacional del Traje, Goethe Institut Madrid ou a Filmoteca Española.

Encontre mais informações e detalhes sobre a programação, em bocabienal.org.

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