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Amor… Violência no namoro e na adolescência

Vivemos tempos em que parece falar-se mais do desamor, do conflito e da violência entre casais do que dos benefícios do amor. No entanto, o amor entre duas pessoas tem como função principal permitir que ambos se descubram e se redescubram continuamente, numa relação de verdadeira intimidade, encontro e desejo de ligação…

Naturalmente, estes processos incluem desencontros e momentos de descontinuidade, mas devem ser suficientemente suportáveis – isto é, não devem anular nenhum dos dois, nem gerar desvalorização, humilhação ou ataques à autoestima. É na adolescência que muitas destas experiências têm início. Trata-se de uma fase fundamental de descoberta de si próprio em relação com o outro, num contexto de intimidade romântica. O/a adolescente começa a aprender a conjugar os seus desejos, as suas necessidades e as suas fantasias com os de outra pessoa – um par que deve ser reconhecido como alguém diferente, com uma mente própria. É neste equilíbrio entre semelhança e diferença que se pode começar a construir uma relação de segurança, confiança e respeito mútuo, tanto em relação a si próprio como ao outro.

Para que o amor possa fluir, é essencial que cada elemento do par tenha um amor-próprio minimamente sólido. Só assim é possível expressar sentimentos, desejos e limites, sem se anular ou se submeter. Quando o amor-próprio é frágil, torna-se mais difícil dizer o que se sente ou o que desagrada, pois, muitas vezes, existe o medo antecipado da rejeição. Nestes casos, podem surgir relações de domínio e de subjugação, que nada têm a ver com amor saudável.

O amor implica, sempre, alguma frustração. O encontro entre duas pessoas diferentes exige que ambas sejam capazes de se descentrar de si mesmas e, com curiosidade e interesse genuíno, se disponham a conhecer o outro. Este não é um processo fácil nem linear, nem feito apenas de momentos positivos. Amar exige tolerância à frustração e à diferença, mas sempre com equilíbrio. Uma relação amorosa deve ser, na sua essência, boa, benéfica e promotora de saúde emocional e bem-estar. Quando isso não acontece, não podemos falar, verdadeiramente, de amor. O amor tem como finalidade oferecer um lugar seguro e de confiança, onde ambos possam crescer juntos.

Sabemos que nos desenvolvemos mais em relações de verdadeira intimidade – especialmente, relações amorosas – do que no isolamento. No entanto, atualmente …

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