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Sabia que a Disfunção Erétil afeta 29% dos homens entre os 40 e os 49 anos?

A Organização Mundial de Saúde define saúde como um estado de pleno bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.

A disfunção erétil, que consiste na incapacidade persistente de alcançar e manter uma ereção suficiente para permitir uma relação sexual satisfatória, afeta negativamente a saúde psicossocial do indivíduo e respetivo/a parceiro/a, com consequências não desprezáveis na qualidade de vida.

Esta condição é transversal a todas as faixas etárias, com particular expressão em idades mais avançadas. Para o seu surgimento concorrem fatores de risco modificáveis, como o sedentarismo ou tabagismo, e não-modificáveis, como a idade avançada. Adicionalmente, há que assinalar outros fatores de risco, passíveis de integrar ambas as categorias, como a obesidade, a diabetes mellitus, a dislipidemia (colesterol elevado) ou a hipertensão arterial.

Ainda que as estatísticas apresentem uma variabilidade significativa, os dados epidemiológicos são consensuais ao apontar para uma elevada incidência e prevalência a nível mundial.

Portugal não é exceção, com taxas que rondam os 29% em homens com idades compreendidas entre os 40 e os 49 anos, alcançando os 74% entre os 60 e os 69 anos.

Não obstante, os números podem subestimar o problema: os homens que padecem desta patologia tendem a ocultá-la e a protelar a procura de ajuda junto de profissionais de saúde. Por outro lado, um inquérito levado a cabo em Portugal, em 2011, apurou que, embora a vasta maioria dos médicos de Medicina Geral e Familiar (98%) reconheçam a disfunção erétil como um relevante problema de Saúde Pública, apenas 15,5% admitem questionar ativamente os seus doentes acerca do tópico.

A disfunção erétil é usualmente classificada em três grupos: orgânica, psicogénica e mista (a maioria das formas). Desenvolve-se quando se regista pelo menos uma disfunção dos mecanismos implicados na ereção provocada por causas internas (vasculares, nervosos, anatómicos, hormonais) ou externas (fármacos, fenómenos de índole psicológica).

A gestão integrada do doente é fundamental e deve contemplar, primariamente, uma avaliação psicossocial e psicossexual, seguida da identificação e controlo dos fatores de risco.  Posteriormente, poder-se-á proceder à introdução de fármacos (considerando eventuais contra-indicações à sua utilização) bem como a preferência manifestada pelo doente.

Existem inúmeras soluções terapêuticas disponíveis, que se distinguem essencialmente pelo tempo que demoram a alcançar uma ação máxima e pela duração do seu efeito. Recentemente, surgiu uma nova formulação, suspensão oral (spray oral), cómoda e adaptada às necessidades do homem atual, que permite ajustar a dose à necessidade (duplamente on demand), com resultados promissores e excelente aceitação em vários mercados europeus.

A 14 de fevereiro, hoje, assinala-se o Dia Europeu da Disfunção Erétil, uma data simbólica que visa sensibilizar a população para esta problemática.

A disfunção erétil tem um impacto significativo na qualidade de vida. Partilhe as suas dúvidas com o seu médico de modo a obter a informação e os tratamentos mais adequados para si.

Artigo de opinião

Andreia Bilé, Urologista no Hospital de Egas Moniz- Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental

Andreia Bilé, urologista no Hospital de Egas Moniz- Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental

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