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Hipocondria: Quando a saúde é uma obsessão

Uma entrevista para ler na edição de setembro, já nas bancas!

Quantas vezes foi ao Google à procura de sintomas semelhantes aos seus e entrou em pânico? Com informações sobre saúde à distância de um clique, torna-se fácil desenvolvermos um medo excessivo de estarmos doentes. Torna-se, contudo, alarmante, quando esse medo começa a limitar a nossa vida pessoal, profissional ou emocional. Vamos saber mais sobre a hipocondria, com Inês de Matos Ferrão, psicóloga no Hospital Lusíadas Alfragide?

Por que razão se desenvolve a hipocondria? Como surge?

A hipocondria, ou perturbação de ansiedade de doença, desenvolve-se, geralmente, devido a uma combinação de fatores cognitivos, comportamentais, biológicos e psicossociais, como experiências traumáticas relacionadas com a saúde, antecedentes familiares de doença grave, elevada sensibilidade corporal potenciada, muitas das vezes, por exposição a informações médicas online (cibercondria) e idealização da saúde, ou, até, após vivências de stress prolongado. A hipocondria também pode estar associada a perturbações de ansiedade ou depressão. Muitas vezes, é uma resposta desproporcional a um desejo legítimo de autocuidado.

De que forma afeta a vida dos pacientes?

A hipocondria interfere, profundamente, no bem-estar emocional, nas relações interpessoais e na vida profissional dos pacientes, que vivem num estado constante de hipervigilância sobre o corpo, interpretando sinais normais como indicadores de doenças graves. Isto provoca um sofrimento real e persistente, que pode conduzir a estados de ansiedade, à depressão ou ao isolamento. Por outro lado, as consultas médicas repetidas ou, num extremo oposto, a falta de apoio profissional devido ao receio do diagnóstico, podem impactar a saúde física e a confiança na relação médico-doente. No fundo, a hipocondria forma um círculo vicioso, a preocupação gera sintomas físicos (como tensão, dores, palpitações), que são interpretados como sinais de doença grave, reforçando ainda mais a ansiedade.

As novas tecnologias e a globalização ajudam a que a hipocondria se desenvolva com mais facilidade, pelo fácil acesso à informação?

A facilidade com que se acede a informação médica online pode ser um fator agravante. A pesquisa descontextualizada na internet, especialmente, em fontes não credíveis, alimenta o medo e reforça os ciclos de autodiagnóstico e ansiedade, sobretudo, em pessoas mais vulneráveis.

Que alerta podemos deixar a este nível?

O principal alerta é para a…

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