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Lagarta do pinheiro: como evitar o perigo que pode pôr a vida do seu cão em risco

Esta lagarta comum nas zonas de pinheiros pode causar lesões graves e até fatais em cães. Com a chegada da primavera, é essencial saber reconhecê-la, evitar o contacto e agir de imediato se ocorrer exposição. A prevenção é a chave para manter os passeios seguros.

Com a chegada dos meses mais quentes, no início da primavera, aumenta a presença da lagarta do pinheiro em várias zonas de Portugal, sobretudo em áreas com pinheiros. Esta lagarta representa um perigo real para os cães, podendo provocar reações graves em poucos minutos após o contacto.

Para Elena Díaz, médica veterinária da Kivet, “a lagarta do pinheiro é um risco sazonal que exige atenção redobrada por parte dos tutores, sobretudo durante os passeios”. A curiosidade natural dos cães leva-os a cheirar, lamber ou até ingerir estas lagartas, o que pode desencadear reações inflamatórias intensas. Perante este cenário, a informação e a prevenção tornam-se fundamentais para proteger os patudos: Promover a sensibilização para este tema é fundamental, especialmente numa altura do ano em que o risco aumenta e os momentos ao ar livre são mais frequentes”, afirma a especialista.

Como identificar a lagarta do pinheiro

A lagarta do pinheiro é facilmente reconhecível pelo seu comportamento característico: desloca-se em fila, formando uma espécie de “procissão”. Apresenta um corpo castanho-escuro com pelos urticantes que libertam toxinas perigosas. É mais comum encontrá-la no solo, em parques, jardins e zonas florestais com pinheiros, sobretudo entre o final do inverno e o início da primavera. Os ninhos, em forma de bolsas brancas, são visíveis nas copas dos pinheiros e indicam a sua presença na área.

Créditos: kiwoko.pt

Onde está o perigo?

A lagarta do pinheiro representa um risco significativo devido aos seus pelos urticantes microscópicos, conhecidos como tricomas, que contêm uma toxina altamente irritante. Quando entram em contacto com a pele, mucosas ou olhos, estes pelos libertam substâncias que desencadeiam reações inflamatórias intensas.

Nos cães, o perigo é particularmente elevado porque o contacto ocorre frequentemente através da boca, ao cheirar, lamber ou tentar ingerir a lagarta. Esta exposição pode provocar lesões graves na língua e cavidade oral, incluindo inflamação severa e, em casos mais avançados, necrose dos tecidos.

Além do contacto direto, os tricomas podem ser transportados pelo ar, o que significa que mesmo a proximidade a zonas infestadas pode ser suficiente para causar reação. Em situações mais graves, a resposta do organismo pode evoluir para dificuldade respiratória ou choque anafilático, tornando esta uma condição potencialmente fatal e que exige intervenção imediata.

Os sintomas a estar atenta

O contacto com a lagarta pode provocar reações quase imediatas e potencialmente graves. Entre os sinais mais comuns estão a salivação excessiva, o inchaço da língua, lábios ou focinho, bem como dor intensa e agitação. Em alguns casos, podem surgir vómitos, dificuldade respiratória e alterações na coloração da língua, que podem evoluir para necrose. Em situações mais severas, existe ainda o risco de choque anafilático, colocando a vida do animal em perigo.

O que fazer de imediato

Perante a suspeita de contacto, é essencial agir rapidamente e com cautela. Deve evitar tocar diretamente na zona afetada, uma vez que os pelos da lagarta são igualmente urticantes para humanos. A área deve ser lavada com água abundante, sem esfregar, de forma a remover os pelos tóxicos. É importante impedir que o cão agrave a situação através de lambidelas ou fricção e procurar assistência veterinária com a maior brevidade possível, garantindo uma avaliação e tratamento adequados. Em situações de ingestão, a urgência é ainda maior, mesmo que os sintomas iniciais pareçam ligeiros.

Como prevenir o contacto

A prevenção assume um papel fundamental na proteção dos animais. Durante os períodos de maior risco, é aconselhável evitar passeios em zonas com elevada presença de pinheiros e manter o cão sob vigilância, preferencialmente com trela. A atenção à presença de ninhos nas árvores ou de lagartas no solo pode ajudar a evitar situações de perigo, sendo também importante sinalizar às autoridades locais eventuais focos de infestação.

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