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Rita Braga: Voltar à Essência

É tida como uma das cantoras mais originais da sua geração e chega, agora, com o quinto registo de estúdio. Numa viagem pelos primórdios da música nacional, onde o fado assume o papel principal, a cantora oferece novas sonoridades e novos desafios. Curiosa? Venha connosco, numa viagem por este ‘Fado Tropical’…

Apesar de sempre misturar influências diversas e de ter feito sempre um trabalho de pesquisa, enquanto cantora, onde as sonoridades mais antigas acabavam por se revelar importantes no seu trabalho, Rita Braga, ao quinto registo de estúdio, debruça-se sobre o contexto dos primórdios do fado. Cantar em português e apresentar um trabalho mais acústico são outras das novidades que apresenta em ‘Fado Tropical’, o trabalho que vais estar dias 14 de maio no RCA Club, Porto (em duo com Rui Rodrigues), e 15 de maio na Galeria ZDB, Lisboa (em trio com Rui Rodrigues e João Cabrita). O disco foi editado em vinil, no dia 2 de abril. ‘Fado Tango’ e ‘Chão de Estrelas’ (dueto com JP Simões) foram os singles de estreia, no mesmo dia. O trabalho deu, ainda, seguimento, também dia 2, ao videoclipe do tema ‘Cinza e Pó’, realizado por Tiago Cerveira, que conta com o convidado especial Paulo Furtado na guitarra (com quem Rita já havia colaborado em ‘Femina’, de 2009, tendo tocado a solo na primeira par te dos concertos nos Coliseus de Lisboa e Porto em 2011). Participam, também, João Cabrita no saxofone, Ryoko Imai na “junk percussion”, Suse Ribeiro em percussões adicionais e eletrónica, e Rita Braga na voz e banjolele. Este é um dos temas do disco em que a artista compôs música para poemas de fadistas anónimos do século XIX, encontrados no livro ‘História do Fado’ (Pinto de Carvalho, 1903). Descrito como o seu primeiro disco cantado integralmente em português, ‘Fado Tropical’ atravessa os primórdios do fado e conduz o género a novos territórios sonoros. O trabalho reúne repertório esquecido da origem do fado (século XIX / início do século XX), reimaginado em “novas paisagens sonoras” que cruzam ukulele, marimba, vibrafone, violoncelo, saxofone e sons concretos, e inclui participações especiais de Tó Trips, JP Simões e Paulo Furtado. Reconhecida pela crítica como uma artista singular, versátil e carismática, Rita Braga destaca-se pela originalidade, pela fusão de épocas musicais e pela abordagem performativa.

A CANTORA, EM ENTREVISTA.

Como surgiu este disco?

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