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Sexualidade: 10 Perguntas para 10 Respostas

Um artigo de Andreia Filipe Vieira, Psicóloga Clínica e Psicanalítica, para ler na edição de setembro da sua Revista LuxWoman, já nas bancas!

O Dia da Saúde Sexual, celebrado a 4 de setembro, é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância do bem-estar sexual como parte integrante da saúde global e da qualidade de vida. Enquanto psicóloga clínica, reconheço que a promoção de uma vivência sexual saudável, informada e livre de preconceitos é essencial para o desenvolvimento de relações interpessoais equilibradas e para o fortalecimento da autoestima e da identidade de cada pessoa

É por este motivo importante, quebrar tabus, promover o diálogo e garantir o acesso à educação e aos cuidados de saúde sexual, para todas as pessoas, independentemente da sua idade, do seu género ou da sua orientação sexual.

1| O que é, afinal, a saúde sexual?

A saúde sexual é definida pela Organização Mundial da Saúde como um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade.

2| Por que é que tantas mulheres têm dificuldade em falar sobre este tema?

Em várias culturas, é possível verificar que a sexualidade feminina foi sempre muito silenciada. A vergonha, os tabus e a ideia de que o prazer da mulher é secundário ainda persistem. Do ponto de vista psicológico, essas inibições podem estar ligadas a padrões inconscientes e à forma como, cada uma dessas mulheres, internalizou a sexualidade na infância e na adolescência. Por exemplo, por vezes, observo, em contexto clínico, que, em ambientes familiares mais conservadores, onde falar sobre sexualidade sempre foi tabu, muitas mulheres acabam por ter muita dificuldade em abordar o assunto com os seus parceiros. Como consequência, acabam, também, por vir a ter problemas a esse nível, como se “fosse incorreto por parte da mulher, sequer, falar sobre aquilo que gosta ou que não gosta”, como se não tivesse esse “direito”, e o prazer fosse algo exclusivamente mais masculino.

3| O desejo sexual é suposto ser algo constante?

Não. O desejo sexual é dinâmico e flutua com as diferentes fases da vida, com o ciclo menstrual, com o estado emocional, com a qualidade da relação e, até, com o stress diário. Muitas mulheres, sentem culpa ou preocupação com a “falta de desejo”, mas é importante normalizar estas variações e procurar compreender o que o desejo quer comunicar, em vez de forçar respostas rápidas. Para além disso, muitos casais acabam por se esquecer que, ao longo dos…

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