No coração de Lisboa, onde outrora habitou o histórico Cinema Olympia, nasceu, em fevereiro, o Olympia Lis Hotel, pela mão do empresário e proprietário do Grupo Lis Hotéis, José Frazão. Dentro deste hotel de charme, destaca-se o Bistrô Olympia, um restaurante que apresenta uma fusão entre a elegância mediterrânica e a tradição portuguesa.
Essa identidade não surge por acaso. Tal como o restante edifício, o Bistrô inspira-se profundamente na herança do Cinema Olympia. Este antigo teatro, centro de artes e cinema, foi inaugurado em 1911, ano a partir do qual recebeu concertos, espetáculos, antestreias e muitos outros eventos de requinte. Em 2001, acabou por fechar portas, depois de décadas a servir diferentes propósitos.
A receção do hotel com a valquíria de Joana Vasconcelos
Hoje, essa memória histórica reflete-se logo à entrada. A experiência começa antes de nos sentarmos à mesa: assim que entramos no lobby, com o seu pavimento a preto e branco, damos de caras com uma belíssima valquíria da artista Joana Vasconcelos. Esta obra de arte, criada à medida, incorpora as cores do hotel e estabelece o tom para o ambiente que se segue.
O restaurante
É esse cuidado estético que define todo o espaço. Atualmente, o Bistrô destaca-se pelo seu requinte: entre vermelhos e dourados, padrões retro e espelhos de aspeto antigo, somos transportados para a idade dourada do Cinema Olympia.
O bife Olympia (250 g)
A mesma atenção ao detalhe estende-se à gastronomia. A carta, da responsabilidade do chef Bernardo Demoustier, convida-nos a degustar pratos clássicos da cozinha portuguesa com um toque mediterrânico, capazes de agradar aos mais diversos paladares. Entre os mais pedidos, destacam-se, nos pratos principais, o bife Olympia (250 g), os filetes de peixe-galo panados com arroz de tomate e coentros, a linguine alle vongole e as bochechas de porco ibérico com puré de batata trufado.
A linguine alle vongole
Nas sobremesas, o bolo de chocolate surpreende, tal como a tarte de limão merengada.
O bolo de chocolate
Para acompanhar a refeição, a oferta de bebidas não fica atrás. A carta de vinhos e espumantes privilegia referências nacionais, a par de cocktails clássicos e criações de autor, como o Último Ato — preparado com rum branco, aguardente de medronho, Licor Beirão, bitters de lima e fumo de alecrim —, sem esquecer os mocktails para quem prefere opções sem álcool.
O bar
Com capacidade para 50 pessoas, o restaurante serve almoços diariamente entre as 12h30 e as 15h, e jantares entre as 18h30 e as 22h. Já o bar, com 12 lugares ao balcão, funciona todos os dias das 16h às 18h.