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Fábia Rebordão: Cantar a Alma

Uma entrevista para ler na edição de setembro da sua Revista LuxWoman, já nas bancas e em formato digital na Kiosko y Más

Canta o fado, mas também a vida, a sua. Cantar é uma catarse, uma forma de exorcizar tudo o que lhe vai na alma. ‘Pontas Soltas’ é o nome do novo disco, trabalho que apresenta dia 16 de setembro, no Teatro Tivoli BBVA, em Lisboa. Estivemos à conversa com a fadista.

Tem quatro álbuns editados: ‘A Oitava Cor’ (2011), ‘Eu’ (2016), ‘Eu Sou’ (2021), e, o mais recente, ‘Pontas Soltas’ (2024). Tem trabalhado com diversos músicos de Ney Matogrosso a Lura, de Fausto Bordallo Pinheiro a Sérgio Godinho. É-lhe reconhecido o talento, mas também a carismática personalidade. Conta com várias honras, entre as quais, o prémio Revelação Amália Rodrigues, atribuído pela Fundação Amália, e a distinção como uma das 50 Personalidades Revelação de 2012, pelo jornal Expresso. Vive o fado como quem respira, e Amália Rodrigues é a sua maior referência. A versatilidade, como artista, levou-a, também, ao teatro musical, com destaque para a participação em ‘My Fair Lady’, e à televisão, em programas como ‘Operação Triunfo’, e na série ‘O Clube’.

A sua avó era prima direita da querida Amália Rodrigues. A paixão pelo fado surgiu daí?

Comecei a cantar fado pela mão de um vizinho meu, também fadista e viola de fado. A partir desse momento, é que comecei a descobrir esse mundo misterioso e maravilhoso do fado e, consequentemente, Amália. Amália, tal como o fado, era outro mundo misterioso e precioso por descobrir. Obviamente, a minha avó materna, com quem foi criada, contou-me algumas histórias de infância, o que aguçou ainda mais, a minha paixão pelo fado.

É a cantar que é feliz?

É a cantar que me transcendo, que me dou em voz, força, amor… e, às vezes, tristeza, outras vezes, alegria. É a cantar que exorcizo tudo o que está cá dentro. É uma catarse.

O que representa o fado para si?

Como qualquer canção de raiz, o fado fala da vida, da história que nos caracteriza e que nos marca, enquanto povo, fala do quotidiano. Não há nada mais real e verdadeiro do que falarmos do que nos define, quanto mais poder cantá-lo.

Pertence a uma nova geração de fadistas. O fado continua a viver, como canção? Mas estará diferente, de alguma forma?

Mudou-se a forma, manteve-se…

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