No Dia Mundial do Livro, reunimos quatro sugestões de leitura escolhidas pela redação. Entre clássicos, romances contemporâneos e histórias de grande impacto, ficam propostas para diferentes gostos e momentos de leitura.
A Tatuadora de Jaipur
de Alka Joshi

Não é um livro novo, mas é um livro cativante. Primeiro, pela forma como a autora nos envolve na cultura indiana e nos seus costumes. Depois, pela sua escrita: elegantemente descritiva — por vezes gráfica, transportando-nos, quase, para o lugar onde se desenrola a história e levando-nos a sentir os seus cheiros e os seus sabores… — mas nunca em demasia. Gosto, também, muito da história da protagonista, Lakshmi, que se insurge contra as regras da cultura indiana e foge de um casamento que não a faz feliz, para encontrar a sua própria narrativa e história de felicidade. Um livro que todas as mulheres deviam ler…
Uma Pequena Vida
de Hanya Yanagihara

Ainda não terminei, estou na reta final, mas posso dizer que este livro é um verdadeiro murro no estômago. A história de Jude desperta uma avalanche de emoções, muitas delas difíceis e desconfortáveis. No entanto, enquanto somos confrontados com o pior do ser humano, também encontramos, em paralelo, o melhor que existe nas pessoas. Uma história profundamente humana, ainda que marcada por uma dureza desumana.
Lugar Feliz
de Emily Henry

Mais do que um romance, “Lugar Feliz” fala de relações — sejam elas amorosas, de amizade ou familiares. No centro da trama estão Harriet e Wyn, um casal aparentemente perfeito que terminou há cinco meses e que, em vez de revelar a separação aos amigos, opta por fingir, durante uma semana, que ainda estão juntos. Mas esta não é uma semana qualquer: é a semana em que o grupo de amigos se reúne no seu “Lugar Feliz”, uma casa no Maine, onde têm passado todos os verões da última década. O que, ao início, nos parece ser mais um romance encantador de Emily Henry rapidamente se desenvolve para explorar as diferentes dinâmicas entre os amigos, as mágoas do passado e o que ainda há por resolver no presente.
São precisos dois para dançar o tango
de Sandra Nobre

“…no somatório dos dias é o amor que conta, e esse está presente em todas as páginas.” – Este é o convite da autora que reúne histórias de amor que foi ouvindo de amigos, de familiares e de pessoas com quem se foi cruzando. Numa dança de narrativas, mais ou menos breves, a autora lembra e celebra o mais belo sentimento de todos: o amor. Gosto de o abrir aleatoriamente e descobrir a história que surge a cada leitura.