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“Quem sai aos seus não degenera…”

Costuma dizer-se que “Quem sai aos seus não degenera”… Mas será mesmo assim? E se, afinal, degenerar fosse não só possível como desejável?

Cada um de nós, independentemente da família de origem, pode fazer diferente e melhor. Podemos começar por tirar a “mochila” das costas, que é, quase sempre, muito pesada com as lealdades à família, os traumas, as crenças e os padrões. Depois, basta devolver estes legados às gerações anteriores, agradecer a vida que chegou até nós e honrar os nossos antepassados, vivendo a nossa vida, apenas com o que nos pertence. Parece fácil? Pode ser, se estivermos abertos a esta transformação. Como podemos fazer isto, de forma séria e saudável? Através de uma ciência criativa: a psicogenealogia e terapia transgeracional. Não sabe o que é? Passo a explicar-lhe. A psicogenealogia é uma abordagem que une a psicologia e a genealogia para estudar e compreender como os acontecimentos dos nossos ancestrais influenciam a nossa vida. Assim como herdamos os traços físicos da mãe ou o feitio do avô, herdamos, também, as emoções, as histórias, as lealdades e os padrões dos nossos antepassados. Ou seja, isto acontece se estivermos dispostos a olhar para dentro de nós, soltando memórias presas no nosso inconsciente, ligando pontos de histórias da família, que pareciam soltos, e encaixando peças de puzzle em episódios da vida.

A psicogenealogia tem várias ferramentas para identificar e trabalhar os fenómenos transgeracionais: histórias e emoções, que passam de geração em geração e que são repetidas, de forma consciente ou inconsciente. Vou dar-lhe alguns exemplos práticos. Imagine que nasceu numa família matriarca e que a sua bisavó era a chefe de família e controlava a vida de todos. A sua avó fez o que lhe foi pedido, independentemente da sua própria vontade. A sua mãe, por lealdade fez o mesmo, e agora chega a sua vez. Sente que vive uma vida que não é a sua e parece que anda a toque de caixa de todos. Ao tomar consciência desta lealdade transgeracional feminina, é necessário quebrar este padrão e entregar o peso do controlo às gerações anteriores. E agradecer, a todas elas, a vida que chegou até a si. Resultado: vai sentir-se mais leve e pronta a seguir a sua vida. Com o grande bónus de, ao trabalhar este legado transgeracional, ele já passar para os seus descendentes. Todos ficam a ganhar. Outro caso que aparece, com regularidade, nas minhas consultas: pessoas que, por várias razões, não…

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