[wlm_register_Passatempos]
Siga-nos
Topo

Sofia Rebanda: “Sempre tive o sonho de viajar pelo mundo”

De um sonho adiado por falta de meios a uma carreira construída nas redes sociais, Sofia transformou a paixão por viajar numa profissão. Hoje, partilha com milhares de seguidores dicas, destinos e histórias que provam que explorar o mundo pode estar ao alcance de mais pessoas.

Formada em comunicação e com um percurso profissional dedicado à área do jornalismo, Sofia Rebanda sempre gostou de viajar e de contar histórias. Foi ao lado do namorado que começou a criar conteúdos para as redes sociais, onde partilha, até hoje, dicas e inspirações de viagem. O que começou como um escape — refletido no nome @flytwoescape, “voar a dois para escapar” — , tornou-se num trabalho a tempo inteiro. Entre destinos de sonho e sugestões em Portugal, a LuxWoman esteve à conversa com a criadora de conteúdos. 

Sofia Rebanda em entrevista

Soma mais de 77 mil seguidores no TikTok. Quando é que decidiu que queria começar a criar conteúdos?

Sou muito curiosa, aventureira e com muita ânsia de conhecer o que o mundo tem para oferecer. As várias culturas, povos, natureza… Sou formada em comunicação e a minha carreira começou na comunicação. Amo contar histórias e explorar a minha criatividade. E as redes sociais são excelentes plataformas para isso mesmo. O Tiktok é um meio de partilha de conteúdo genuíno e orgânico enorme, com imenso potencial. Por isso, rapidamente ganhei o gosto de criar conteúdo. Mas as minhas contas nas redes sociais começaram muito como um escape, na realidade, daí as contas se chamarem “@flytwoescape” – quase a dizer “voar a dois para escapar”. “A dois – two” porque comecei a viajar muito com o meu namorado. E “escape” porque escapávamos à realidade intensa de trabalho que vivíamos.

Porquê o setor das viagens?

Sou natural do Porto, mudei-me para estudar e trabalhar em Lisboa, longe da família e amigos. E vivia muito para o trabalho. As viagens tornaram-se muito a minha fuga, a possibilidade de respirar um bocadinho fora das responsabilidades do emprego e da vida.

Esperei vários anos até conseguir viajar como o faço hoje. A partir do momento em que percebi que conseguia viajar mais frequentemente porque era possível viajar mais barato do que aquilo que acreditava… quis mostrar a toda a gente como fazia para que também pudessem (como eu) viajar mais. Comecei a partilhar todas as dicas, como gostava que tivessem feito comigo, antes de cometer tantos erros de viagem, que seriam desnecessários se tivesse alguém que partilhasse comigo toda a informação. Senti necessidade de partilhar o que sentia que não estava a ser partilhado como devia…

Sempre gostou de viajar?

Sempre tive o sonho de viajar pelo mundo, mas esse meu sonho foi adiado por não existirem meios económicos para o fazer. Tal como muita gente, cresci a ouvir dizer “o dinheiro não chega”. Os meus pais simplesmente não tinham os meios para que eu pudesse viajar e para fazer muitas viagens em família.

Com a chegada das companhias low cost isso tornou-se mais acessível a um público mais amplo. A partir do momento em que me tornei financeiramente independente, com o meu trabalho, e percebi que poderia viajar mais… Nunca mais parei. Torna-se quase um vício. Quando não há viagem marcada, sinto que me falta algo.

Recorda-se da sua primeira viagem?

A minha primeira viagem foi aos 17 anos com a escola, fomos a Genebra, na Suíça. Aos 18 anos recebi a melhor prenda: antes de entrar para a sala de operações, a minha mãe que ia ser operada a um tumor na cabeça (uma operação de grande risco) disse-me que se sobrevivesse…me levava a Londres (a cidade que eu mais sonhava em conhecer).

Sobreviveu e no dia em que fazia 18 anos, deu-me para as mãos o bilhete com destino a Londres. Foi a minha primeira viagem de avião com ela e a que mais significado teve até hoje.

Neste momento, dedica-se a 100% à criação de conteúdos? 

Sim. E nem acredito que posso dizer isto. Durante muito tempo pensei que não seria possível. Por isso sinto-me muito grata e sortuda por o poder fazer a 100%.

Como foi o seu percurso profissional?

Comecei a trabalhar como repórter digital de entretenimento e como apresentadora de eventos. Depois fui diretora editorial de duas revistas juvenis. Mas tinha o sonho de trabalhar em televisão. O vídeo sempre me fascinou. Então trabalhei como jornalista e pivot na TVI e CNN Portugal.

Sente que ao produzir conteúdos aproveita menos as viagens para desligar e relaxar ou há tempo para tudo?

Sempre que visito um novo destino sinto a responsabilidade de partilhar tudo sobre esse destino, bom ou mau. Pontos positivos ou negativos. Toda a realidade. E é muito difícil desligar. Isso faz com que eu não aproveite as viagens da mesma forma que alguém que vai por puro lazer ou em férias.

Antes da viagem faço um grande trabalho de pesquisa, tanto online como ao falar com os próprios locais ou pessoas que já visitaram o destino. De forma a ter a melhor informação e recomendações. Quando estou no destino, estou sempre de telemóvel na mão. Tento desligar e aproveitar, tenho tentado trabalhar nisso mesmo, para poder viver de outra forma os destinos, para poder absorver melhor tudo… Mas torna-se difícil fazê-lo porque acaba por ser o meu trabalho. O cérebro quase que parece que já está programado para o: “tenho de filmar isto, contar isto, mostrar isto”.

Acho que com tudo bem organizado pode haver tempo para tudo e é importante ter esse equilíbrio. No entanto, tenho consciência que sou também um pouco workaholic e que tenho de me permitir a desligar mais.

Que países estão na sua bucket list?

A minha bucket list parece não ter fim, quero muito explorar tudo o que puder. Sinto que explorar a Ásia está neste momento no topo, tenho muita curiosidade e sei que vai ser inesquecível. Neste momento, no topo dos topos da lista,…sinto que está o Japão.

Há algum país que já a tenha desiludido e que não recomende? 

Não recomendo visitar a Escópia, capital da Macedónia do Norte. Senti que era uma cidade com muita poluição, tanto no ar como a nível de lixo nas ruas… Infelizmente, apanhei muita gente antipática no destino. No entanto, na Macedónia do Norte gostei de Ohrid e Matka Canyon – esses sítios valem a pena a visita. A Albânia também me desiludiu. Tinha altas expectativas e confesso que não esteve ao nível. Por isso é que agora tento sempre ir sem expectativas para os destinos, apesar de saber que muitas vezes é difícil controlar isso.

Se pudesse sugerir aos portugueses destinos em conta para passar férias, quais seriam?

Valência, a Costa Blanca (Alicante) e Málaga/Marbella. Estes são os destinos fora de Portugal geralmente mais baratinhos para o verão, que sinto que são bem subvalorizados. Ótimos para quem geralmente só reserva viagens para as férias em cima da hora (quando os preços já estão mais elevados). São destinos quentes, têm praias com água quente e centros históricos lindos de explorar, muito para fazer. Além disso, para quem não gosta de andar de avião, pode sempre ir de carro.

Caso as viagens para as férias de verão sejam marcadas com mais antecedência, dá perfeitamente para fazer uma viagem barata incrível pela Riviera Francesa (Nice, Cannes, Mónaco, St.Tropez…); uma roadtrip por Itália (Bergamo, Verona, Veneza, Lago di Como,…); Já Budapeste, na Hungria, é uma cidade bem completa e  encantadora. Para mim uma das capitais europeias mais bonitas e subvalorizadas.

Quais as suas dicas para quem quer viajar a um bom preço?

As pessoas acham sempre que existem grandes truques, mas no fim o maior truque é mesmo estar atento às oportunidades e ter paciência ao pesquisar. Aquilo que eu recomendo nas minhas redes sociais para poderem aproveitar melhores preços é:

  1. Reservar as viagens, preferencialmente, com 3 meses de antecedência para destinos europeus;
  2. Se puderem viajar a meio da semana, perfeito. Geralmente os preços dos voos, alojamentos, atividades…são mais elevados ao fim de semana ou feriados;
  3. Se puderem evitar a época alta de verão (julho, agosto) é sempre melhor porque as viagens são muito mais caras nesta altura. As melhores alturas para viajar de forma económica e com melhor tempo na europa, costumam ser: de abril a junho e de setembro a outubro;
  4. Pesquisar os preços em modo anónimo, limpar cookies ou pesquisar no telemóvel (em vez de computador) pode ajudar a encontrarem preços mais baixos;
  5. Utilizar extensões para o Google que te mostram diretamente os websites onde os preços estão mais baixos. Ajuda muito na pesquisa;
  6. Ficar atento aos saldos ou promoções que as companhias aéreas, agências, hotéis e plataformas de reserva de viagens vão fazendo. Para isso podem ativar newsletters ou alertas de baixa de preços;
  7. Escolher os destinos certos, destinos com boa relação qualidade/preço.

E a mala de viagem, há truques para que caiba tudo?

Sacos de vácuo! Já testei imensos truques e não há nenhum que resulte tão bem como este para levar mais coisas na mala. Principalmente no inverno, quando as camisolas de lã ocupam muito espaço.

O que não podemos mesmo esquecer quando vamos viajar?

Ter seguro de viagem é essencial. Quando comecei a viajar achei que não iria precisar porque nada me acontecia e rápido me arrependi de não ter seguro. Com seguro de viagem temos logo assistência e apoio caso aconteça alguma coisa, por isso, é muito importante.

Além disso, ter um eSIM facilita imenso. Não é aconselhado ligarmo-nos a WI-FI público, seja no aeroporto, hotel, na rua… é uma porta de entrada fácil a hackers. Com eSIM, que é instalado facilmente no telemóvel, tenho internet em todo o lado, faço tudo online e o que tenho no telemóvel fica mais protegido.

Um cartão com plano de viagem também é importante para não pagar taxas extra no destino. Este tipo de cartões tem maiores benefícios em viagem.

Além disso, bom calçado para caminhar à vontade é muito importante, claro, entre outras coisas essenciais.

Estamos habituados a ver as suas sugestões de viagens fora do país, mas em Portugal quais são os seus destinos favoritos? 

Há tantos sítios encantadores em Portugal para explorar! Fica difícil nomear os favoritos…O Porto tem o meu coração porque é a minha cidade, a terra que me viu crescer. Uma cidade com uma essência muito própria, única.

Serei eternamente apaixonada por Trás-os-Montes também. A minha mãe é desta região e sei que há sítios tão encantadores, pessoas tão amorosas, comida tão boa… Para uma escapadinha mais rural o distrito de Vila Real tem tanto para oferecer! A zona de Chaves, Régua e o Douro vinhateiro…

Amei percorrer a Costa Vicentina, acho uma ótima ideia de escapadinha.

Para quem prefere praia…o Algarve, será sempre o Algarve. Lagos, Tavira… têm paisagens de cortar a respiração e um tempo incrível!

O Gerês também tem cascatas, lagoas e trilhos encantadores. As ilhas (Madeira e Açores) são obrigatórias de visitar também!

Veja mais em Lifestyle

PUB


LuxWOMAN