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À descoberta do meu perfume!

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Dia de sol, calor e céu azul e um convite sugestivo para despertar os sentidos logo pela manhã. Fui até à Casa do Lago do Pestana Palace para um workshop de perfumes a convite da Equivalenza. O desafio? Criarmos a nossa própria fragrância com a ajuda da perfumista Mylene Thioux.

A primeira coisa em que reparo quando chego, para além da excelente localização, é que a marca está mais apelativa. Tem mais novidades para além da grande oferta de perfumes que a caracteriza, como cuidados de corpo. Recentemente, lançou também uma linha de cerâmicas aromáticas para a roupa.

Na Casa do Lago, que mais parece saída do clássico ‘Música no Coração’, aguarda-nos uma mesa com muitas essências para provarmos. “Sem sentidos nem emoções, o perfume não existiria” é a frase que nos cumprimenta.

Mylene fala-nos sobre como se tornou perfumista e de como o seu olfato guarda as suas memórias. Confessa-nos que, cada vez que cheira canela, se lembra da avó, e diz que é impossível não nos lembrarmos dos cheiros que associamos às pessoas e aos locais. Um dos truques na escola de perfumistas é exatamente esse: associar as essências a memórias ou objetos, visto que o número de aromas que têm de ser decorados é enorme.

A perfumista francesa dá-nos ainda uma noção das famílias olfativas e das notas que compõem um perfume. As notas de cabeça são muito potentes mas duram pouco: normalmente cítricas, são aquelas que primeiro sentimos quando cheiramos o perfume na nossa pele. De seguida, vêm as notas de coração, com permanência média até duas horas, seguidas das notas de fundo, em que são muito comuns a baunilha e as madeiras e que duram até seis horas.

O primeiro passo para criar a nossa fragrância é familiarizarmo-nos com os aromas. Começamos por provar os acordes de cada nota e anotarmos se gostámos ou não. Quando cheiro o acorde Marítimo, lembro-me da praia, e o acorde de Bergamota leva-me até ao pomar dos meus avós no Algarve. Tal como Mylene contava, o olfato tem mesmo esse poder instantâneo de nos fazer reviver uma memória. É algo intuitivo, pessoal e intransmissível.

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