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A prevenção é a melhor lembrança: por que razão a consulta do viajante não deve ser ignorada

Entre o sonho de praias distantes e o embarque, há uma paragem essencial: a Consulta do Viajante, o passaporte invisível para umas férias seguras.

Enquanto o Natal se aproxima, muitos de nós sonham em trocar o frio pelas areias quentes e destinos de longa distância. No entanto, é fundamental que o espírito aventureiro não ofusque a prudência em matéria de saúde. Preparar o corpo para uma viagem exótica é tão crucial quanto arrumar a mala, e a Consulta do Viajante é o seguro indispensável para a sua saúde no estrangeiro.

É fácil subestimar os riscos que se escondem por trás da beleza paradisíaca. Além do conhecido jet lag e dos efeitos da altitude, destinos tropicais e distantes acarretam perigos como a malária, a dengue e a febre-amarela, bem como infeções gastrointestinais.

A grande questão é: por que razão não basta uma simples pesquisa na internet? A resposta é simples e crucial: cada viagem e cada viajante são únicos. Não existe um plano universal. O sistema imunitário varia, e as exigências de prevenção mudam drasticamente de um destino para outro, seja pela obrigatoriedade de vacinas específicas, pela necessidade  de profilaxia da malária, seja pela simples prudência com a alimentação e água.

É aqui que a Consulta do Viajante se torna indispensável. Longe de ser apenas um carimbo, é um momento de aconselhamento personalizado que cobre os pilares fundamentais da proteção médica. Nela , é fornecida Informação Vital para a Prevenção de Doenças, abrangendo desde riscos alimentares que podem causar a comum diarreia do viajante até estratégias cruciais para evitar doenças transmitidas por insetos, incluindo a profilaxia adequada para a malária. Adicionalmente, são fornecidas orientações cruciais sobre o que fazer no destino, como a gestão da hidratação, a correta exposição ao calor e os efeitos da altitude, bem como sobre onde e como procurar assistência médica, assegurando uma resposta rápida a qualquer imprevisto. Além da preparação preventiva, a consulta oferece um conjunto de medidas de suporte e conselhos comportamentais práticos adequadas a cada viajante, sobretudo aqueles que têm doenças crónicas ou viajam com crianças ou grávidas.

Outro pilar importante da consulta é a vacinação, com uma revisão detalhada do estado vacinal do viajante e a prescrição de vacinas recomendadas  e, por vezes, obrigatórias para o destino (como a da febre-amarela).

A consulta termina com a  prescrição de um Kit Médico de primeiros socorros totalmente adaptado às necessidades individuais do viajante e do tipo de viagem.

O timing é tudo: o ideal é que esta consulta seja agendada  4 a 8 semanas antes da partida, iniciando as medidas preventivas 2 a 4 semanas antes da viagem. Embora a consulta possa ser útil até na véspera, a sua antecipação garante a máxima eficácia.

Preparar a saúde não é um entrave ao espírito aventureiro; pelo contrário, é a forma de o libertar. A prevenção evita febres inesperadas e surpresas desagradáveis, assegurando que, no regresso, se tragam apenas fotografias, histórias e ímans… e nunca uma infeção exótica como recordação.

O cuidado de saúde do viajante é o bilhete de ida e volta para umas férias verdadeiramente tranquilas e inesquecíveis.


Joana Fernandes

Infecciologista e responsável pela Consulta do Viajante na Affidea

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