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Bar perfumado

Imagine ir a um bar, chegar ao balcão, pedir um cocktail e servirem-lhe um perfume. Isto aconteceu comigo. Estranho? Nem por isso.

O bar de que falo é, na verdade, uma loja da nova cadeia portuguesa de perfumes low cost, a Ydentik. A empresa, sediada em Braga, surgiu há pouco mais de dois anos pela mão de Daniel Vilaça e tem vindo a ganhar terreno dentro e fora de Portugal.

A razão do sucesso? O conceito de “self-service”, distinto no mundo da perfumaria, aliado a um preço competitivo. O cliente entra na loja e serve-se do perfume que quer. No final, o preço é estabelecido consoante a quantidade do perfume.

Outra razão para o sucesso? O facto de ser possível criar um cocktail de aromas personalizado, isto é, um perfume único e exclusivo, pensado à medida de cada cliente. Foi o que eu fiz.

Durante uma hora, tornei-me perfumista, arregacei as mangas e aventurei-me no vasto universo das fragrâncias frescas e amadeiradas, das notas cítricas e florais, dos cheiros suaves e acentuados.

Coloquei o meu preguiçoso olfato à prova e fi-lo cheirar inúmeras fragrâncias até encontrar aquelas que mais me agradavam. Quando me perguntaram de que aromas gostava, não soube indicar ao certo os meus preferidos. “Gosto de fragrâncias doces mas acentuadas”, respondi.

“Cheire este aqui”, aconselhou-me a lojista, passando-me para a mão um frasco com notas amadeiradas. Não era bem aquilo que tinha em mente. “E que tal este?” Voltei a inspirar. Gostava mais deste.

Para um nariz destreinado como o meu, pode ser um processo demorado. Por várias vezes, tive de cheirar o copo com grãos de café, para limpar o olfato. Ao fim de meia hora, lá consegui eleger as duas fragrâncias que iam constar no meu perfume. Sucesso!

Para muitas pessoas, o perfume é mais do que um simples produto de beleza, é um símbolo da identidade pessoal. Tinha acabado de criar a minha própria fragrância e não podia estar mais entusiasmada. Dificilmente iria encontrar alguém com um perfume igual ao meu.

Foi então que me lembrei de uma frase que tinha lido, há tempos, no livro ‘Como Ser Parisiense Onde Quer que Esteja – Amor, Estilo e Maus Hábitos’: “Encontre o seu perfume antes de chegar aos 30 e use-o durante os 30 anos seguintes.”

Ali estava ele, o meu perfume.

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