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Concerto prá-aquecer

Quatro meses antes do Vodafone Paredes de Coura, o festival mais cool do verão fez um aquecimento no Porto. A Praça S. João I recebeu, dia 12 e 13 de abril, várias bandas naquele que foi um espectáculo em jeito de promessas para o Paredes de Coura, que decorre em agosto, nas margens do rio Taboão.

Uma vez que estava no Porto com amigos, aproveitei para passar por lá. Primeira impressão: não muito boa. Mas vamos por partes.

A primeira noite, dia 12, recebeu os Capitão Fausto, os Veronica Falls, os The Wedding Present, os Everything Everything e os No Age. Não cheguei a ver os dois últimos, confesso, porque desisti. Depois dos Capitão Fausto, tive a oportunidade de ver os Veronica Falls, que haviam passado pelo Primavera 2012, no Porto, e de ser surpreendida pelos The Wedding Present. Os Veronica Falls conseguiram chamar mais a atenção do público quando distribuíram as folhas de alinhamento do que com as guitarras e o duo de voz masculina/feminina. Esperava mais, confesso. Mas a grande falha, além das condições de som não serem a melhores, foi o público. Tirando meia dúzia de conhecedores, quem ali se deslocou, parecia desconhecer as bandas e, por isso, foram raros os momentos de ligação entre estas e o público. E quando um evento destes decorre dentro de uma tenda, e o número de pessoas é pouco mais de 1000 (o festival esgotou, mas estavam disponíveis apenas 3500 bilhetes), é mais fácil notar-se o bom e o mau, evidentemente. O cansaço – depois da viagem de carro para o Porto – fizeram-me desistir ainda antes dos Everything Everything subirem ao palco. Pela frente ainda havia No Age que, parece, foram o melhor da noite.

Segunda noite, a abrir com os portuenses Sensible Soccers, a que se seguiram as garotas Stealing Sheep que, ainda que não tivessem soltado grandes arrebatamentos do público, conseguiram, pelo menos, muitas fotos com alguns dos que foram seduzidos pelas meninas britânicas. Um dos momentos mais altos, confesso, foi ver os Linda Martini que conseguem arrancar um coro de vozes ao público que está rendido à banda de André Henriques, Pedro Geraldes, Hélio Morais e Cláudia Guerreiro. Rendi-me a eles e, até que enfim, uma banda conseguiu aquecer o público.

A partir daí, estavam abertas as hostes: seguiu-se o teclado do sírio Omar Souleyman que trouxe a festa para dentro da tenda.

Lee Ranaldo, ex-Sonic Youth, apresentou qualidade, guitarras, experiência e muita energia num concerto que contava também com o colega de banda, o ‘jovem sónico’ Steve Shelley, na bateria.

A noite fechou com Matias Aguayo, mas as minhas pernas desistiram antes disso.

Resumo: Faltou mais energia e mais ligação com o público, afinal temos fama de sermos incansáveis. Mas foi só um ‘treino’. O grande jogo acontece entre os dias 13 e 17 de agosto, em Vodafone Paredes de Coura. Até lá.

POR

H.A.P.

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