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Entrevista & assalto


Há dias assim: saíamos de casa para trabalhar e no meio de uma entrevista, sucede um imprevisto. Neste caso, um assalto…

Vamos por partes. Tinha combinado uma entrevista com Carlos Nobre, a.k.a. Pacman, a.k.a. Algodão, para falarmos sobre o seu mais recente trabalho, ‘A Gramática da Paixão Dramática’. Encontrámo-nos no Príncipe Real e fomos descendo em direção ao Cais do Sodré. Parámos no Miradouro de São Pedro de Alcântara para falarmos com mais calma.

Embrenhado na conversa, Carlos não reparou num indivíduo que se aproximou rapidamente com a mão bem direcionada para o iPhone com o qual gravava a entrevista. Imediatamente agarrei o aparelho contra o corpo, enquanto o indivíduo me agarrava num abraço bem apertado. Depois foi tudo a correr: o Carlos a tentar que o larápio me largasse, dizendo-lhe: “Larga a miúda.” Eu que, tranquilamente, só pedia para ele me largar. Carlos tirou-me o telemóvel da mão e começou a tentar ‘atrair’ o ladrão na sua direção, dizendo-lhe: “O telemóvel está aqui” e “mano, vamos falar”, mas nada. De facto, continuei envolta naquele abraço, a achar que o ladrão me queria atirar lá de cima do miradouro, mas tão depressa como começou, tudo acabou. Ele largou-me de repente e manteve-se afastado uns metros, sem se mexer, encostado às grades de São Pedro de Alcântara.

Nós só conseguíamos perguntar um ao outro: “Estás bem?”. Ninguém saiu lesado – nem o telemóvel –, e a conversa continuou pela manhã, apenas com mais uma história para contar aos amigos e colegas. Pouco mais de dois minutos – o tempo que durou a tentativa de assalto – alteraram o nosso dia. E, sim, deu-me a certeza de que, como sempre, os imprevistos estão sempre aí… para nos surpreender. Ou não fossem imprevistos.

POR

H.A.P.

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