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França x Portugal na cozinha

Tive a sorte de assistir (que é como quem diz provar) ao duelo gastronómico entre o chef português Luís Rodrigues, do restaurante Bastardo, e o francês Sebastian Fritye, do Ipsylon, na semana passada.

O ringue foi a sala do Bastardo, o anfitrião deste conceito inaugurado em abril. Para acompanhar a desgarrada, dois colegas de trabalho, a responsável de comunicação do restaurante e Alexandre Martins, o diretor do Internacional Design Hotel, onde está integrado o restaurante.

O duelo tardou em começar, mas começou muito bem. No primeiro round, um bonito prato de atum, beterraba, salada russa e endro, de criatividade portuguesa, tentou roubar as atenções do escalope de foie gras, peixe-agulha fumado e tomate, de sabor francês.

Na mesa fala-se que aqui não se trata de haver vencedor ou vencido, mas antes de desfrutar ao máximo de uma guerra de sabores entre dois chefs de topo. Ainda assim, é impossível não haver preferidos…

Passamos ao segundo round. Iniciamos com navalheira, carapau, batata-doce e ervas peixeiras do chef Luís Rodrigues. Nesta altura reparo que o restaurante está cheio, com amigos mas também desconhecidos de ambos os chefs.

Forte mas sem a pretensão de fazer KO ao prato português, chega o Rocaz, ‘bouillabaisse’ cristalina, camarão e algas, do chef Sebastian. A mesa ficou intrigada e saboreou as primeiras garfadas em silêncio.

Seguimos para o round de carne. Não poderíamos ter começado melhor esta etapa, com o coelho, nêspera, alheira e cenoura. Do lado francês, o chef presenteou-nos com um perfeitamente equilibrado carré de cordeiro, batata à padeiro com queijo da serra e courgette petits farci de ratatouille.

A conversa flui entre trivialidades e temas da atualidade, mas sempre com as pausas necessárias para saborear o duelo e fazer trejeitos de satisfação.

Preparámo-nos para a sobremesa e os paladares mais doces da mesa mostraram-se muito ansiosos. O quarto e último round deste duelo gastronómico mostrou o assalto do mil-folhas português e o do Saint-Honoré francês.

Saí daquele duelo a pensar na ideia de “não haver vencidos nem vencedores”, mas foi incontornável sentir a tendência das papilas gustativas a balançar para um dos lados. Qual? Fica no segredo dos deuses.

Imagem de destaque: O chef francês Sebastian Fritye e o português Luís Rodrigues.

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