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Journaling: escrever como ato de autocuidado

No Dia Internacional da Escrita à Mão, Cláudia Ganhão, Coach e Mentora especializada em Minimalismo e Organização Pessoal, destaca os benefícios do journaling e da escrita com intenção.

Num mundo cada vez mais rápido e digital, escrever à mão é quase um ato de resistência. Porém, ao mesmo tempo que substituímos as cartas por mensagens e as listas de compras pelas notas no telemóvel, há quem deseje abrandar durante uns minutos do seu dia e escolha pegar num caderno e escrever.

Hoje, 23 de janeiro, assinala-se o Dia Internacional da Escrita à Mão e Cláudia Ganhão, coach e mentora especializada em minimalismo e organização pessoal, convida-nos a refletir sobre a importância deste ato, que nos ajuda a retirar pensamentos da cabeça e a dar-lhes forma: “Aquilo que passa para o papel deixa de ser apenas um pensamento solto ou um desejo indefinido; passa a existir”.

Cláudia Ganhão, coach e mentora especializada em minimalismo e organização pessoal

O poder da escrita na organização da mente

Ao contrário da escrita digital, escrever à mão obriga a abrandar. O pensamento acompanha o ritmo da mão e cria espaço para a clareza. É por isso que esta prática continua associada ao bem-estar emocional e à organização mental, estando muito presente no dia a dia de Cláudia Ganhão.

Estudos indicam que a escrita manual ajuda a reduzir o stress e a ansiedade; a melhorar a clareza de pensamentos e sentimentos; a aumentar a capacidade de concentração; a estimular a memória e a criatividade; e a promover maior consciência emocional.

“Quando escrevemos, não estamos apenas a registar ideias. Estamos a organizar o que sentimos e pensamos”, refere Cláudia Ganhão.

Journaling

Uma das formas mais simples e acessíveis de escrever à mão é através do journaling. Semelhante a um diário, consiste em escrever sobre acontecimentos da vida, emoções, pensamentos, sonhos ou projetos. “É, acima de tudo, um ato de autocuidado e autodescoberta. Escrever permite criar espaço interno, ouvir com mais atenção o que se passa dentro de nós e encontrar clareza onde antes havia ruído”, refere Cláudia.

Para começar, segundo a coach e mentora, não é preciso experiência nem talento para a escrita: basta um caderno, uma caneta e cinco minutos por dia. Além disso, existem diferentes formas de colocar em prática o journaling: “Cada pessoa pode encontrar a sua própria forma de escrever, deixando fluir consoante a vontade, a intuição e a necessidade do momento”, explica.

Entre elas, destacam-se:

  • Responder a perguntas concretas (ex.: “Porque é que fiquei triste com…”);
  • Diário da gratidão (ex.: “Hoje estou grata por…”);Definir uma intenção para o dia;
  • Listar as três tarefas mais importantes;
  • Escrever sobre planos ou ideias próximas;
  • Relatar o dia que passou;
  • Escrita livre, sem estrutura nem filtros.

Esta prática é benéfica na redução do stress e da ansiedade. Uma ferramenta de autoconhecimento, permite uma maior clareza mental e emocional e serve de apoio na resolução de problemas e conflitos. Ao escrever, aumenta a sua criatividade, ao mesmo tempo que enriquece o seu vocabulário.

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