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Livros que chegaram às bancas em agosto

Seis leituras, publicadas no oitavo mês de 2025, para adicionar à estante

O que têm em comum os livros “Nada Cresce ao Luar”,Dicionário Sentimental do Porto” e “Agridoce”? Todos chegaram às livrarias em agosto. A estes juntam-se mais três, que a LuxWoman lhe dá a conhecer:

Nada Cresce ao Luar, Torborg Nedreaas

Um clássico da literatura nórdica, publicado pela primeira vez em 1947, de uma das mais importantes escritoras norueguesas do século XX, Torborg Nedreaas, chegou em agosto às livrarias portuguesas. “Nada Cresce ao Luar” acompanha um homem que,  no crepúsculo azul de uma noite de primavera,  se sente atraído por uma bela e solitária desconhecida que vê no átrio de uma estação ferroviária, e a quem oferece ajuda. Ela acompanha-o até casa e, durante uma noite inebriante de vinho e cigarros, conta-lhe a história devastadora da sua vida. Ela precisa desesperadamente de alguém com quem falar. Ele ouve-a, fascinado, e a partir dessa noite será assombrado para sempre pela revelação clara e honesta de uma alma despedaçada. Um livro cativante, visceral e imprescindível sobre o que significa navegar numa sociedade opressiva feita para homens, que é também uma ode intransigente ao amor, à saudade e ao desejo.

Quartos separados, Pier Vittorio Tondelli

“Quartos separados”, de Pier Vittorio Tondelli, é um clássico italiano e grande referência da literatura queer internacional. Este é um livro belo, comovente, assombroso e profundamente humano, que recebeu as melhores críticas. São páginas de delicada sensibilidade, em que o protagonista se procura a si próprio e tenta reconstruir a sua história.

Fim de festa, Kelsey Cox

Uma casa vitoriana no cume de um penhasco, no Texas, é o cenário de “Fim de festa”, o thriller de estreia de Kelsey Cox. Sophie Matthews celebra os seus 16 anos numa extravagante festa organizada pelo pai, Ethan, na mansão do século XIX. Mas, mal a aniversariante acaba de soprar as velas, um corpo cai de uma varanda sobre a pista de dança. A partir daí, a narrativa alterna entre passado e presente, pela voz das personagens femininas: a madrasta insegura, a ama supersticiosa, a mãe e ex-mulher ressentida e a amiga consumida pela culpa. A mansão, envolta em rumores de fantasmas e marcada por um passado trágico, torna-se o reflexo perfeito dessas personagens: mães em conflito, adolescentes à beira do colapso, amizades tóxicas e uma sucessão de segredos, mentiras e medos que todas tentam esconder.

Agridoce, Hattie Williams 

Na sua fulgurante estreia literária, a autora inglesa Hattie Williams oferece uma história profundamente atual sobre relações desequilibradas, trauma e reconstrução pessoal. “Agridoce” tornou-se rapidamente um sucesso internacional, aclamado pela crítica.

A narrativa tem como protagonista Charlie, uma jovem de 23 anos que trabalha como assistente de publicidade numa editora londrina. Quando se vê a colaborar diretamente com Richard Aveling, um autor consagrado — e o seu ídolo literário de longa data —, mergulha numa relação apaixonada e tóxica, que rapidamente escapa ao seu controlo.

Dicionário Sentimental do Porto, João Carlos Brito

O Porto não é apenas um lugar, é uma maneira de falar. É essa forma de viver o verbo que João Carlos Brito transforma agora em livro com “Dicionário Sentimental do Porto”, um inventário afetivo da cidade, feito de expressões, memórias, personagens, tradições e um léxico onde cada entrada carrega a espessura de um mundo. Organizado de A a Z, o livro não é um exercício de erudição, nem um registo etnográfico no sentido frio do termo. É antes uma obra que mergulha na oralidade viva, nos ecos dos tascos, nos risos da Baixa, nos silêncios entre dois goles de cimbalino, nas palavras ditas com aquela pronúncia firme que não se dilui, nem com o tempo, nem com a distância.

O último desfile, Natasha Lester

A autora australiana Natasha Lester elegeu uma história do mundo da moda para “costurar” a trama de “O último desfile”. A narrativa mergulha no glamour e nas sombras da alta-costura e desvenda os sacrifícios e silêncios que moldam uma linhagem de mulheres resilientes.

Inspirado em factos reais, o romance acompanha três protagonistas de três gerações da família Bricard, entre elas Mizza, conhecida como musa do designer Christian Dior. Da Paris ocupada pelos nazis aos bastidores da moda contemporânea em Nova Iorque e Paris, Natasha Lester tece um romance emocionante que atravessa décadas e revela as linhas invisíveis que ligam três mulheres extraordinárias – avó, mãe e filha –, dando a conhecer os sacrifícios que cada uma delas enfrentou para amar, criar e sobreviver num mundo que tantas vezes as quis silenciar.

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