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Olhe pelas costas dos seus filhos: 4 dicas para escolher a mochila ideal

Neste regresso às aulas, a campanha “Olhe pelas Suas Costas” alerta para o impacto do peso excessivo das mochilas escolares na saúde da coluna.

A campanha “Olhe pelas Suas Costas” volta, mais um ano, no regresso às aulas, para sensibilizar os pais para a problemática das dores nas costas e para alertar para um problema cada vez mais frequente entre crianças e adolescentes: o transporte diário de mochilas escolares com excesso de peso.

Rui Duarte, médico ortopedista e coordenador da campanha “Olhe pelas Suas Costas”, afirma que, “na hora de escolher uma mochila, os pais devem considerar vários fatores”:

  1. Quando está vazia, a mochila tem de ser leve;
  2. As alças devem ser largas, acolchoadas e ajustáveis, “bem como uma faixa de apoio lombar para ajudar a distribuir o peso”;
  3. “A mochila não deve ultrapassar 10% a 15% do peso corporal da criança”;
  4. A mochila tem de ser proporcional ao tamanho da criança, “sem ser maior do que o seu tronco”.

Além de saber escolher a mochila que mais se adequa, o médico ortopedista alerta para a importância de “ensinar as crianças a distribuírem o peso de forma equilibrada dentro da mochila”. Ou seja, os mais pequenos devem utilizar “ambos os ombros para carregar a mochila” e ajustar as alças para que a mochila fique próxima do corpo. “Os objetos mais pesados devem estar colocados mais próximos da coluna”, comenta Rui Duarte. Deve evitar-se o “transporte de materiais desnecessários”.

Quanto à postura, “os pais e educadores devem promover a importância de uma postura correta, tanto na sala de aula como em casa, e incentivar pausas regulares durante os períodos de estudo para evitar longas horas numa posição sedentária”, conclui o especialista.

Durante o ano letivo, os pais devem estar atentos a sinais como dores nas costas, ombros ou pescoço, alterações na postura (por exemplo, inclinação para a frente), marcas vermelhas nos ombros causadas pelas alças da mochila, dificuldades em colocar ou retirar a mochila, assim como queixas frequentes de cansaço ou desconforto. Se a criança começar a evitar carregar a mochila ou a queixar-se frequentemente, é importante investigar a causa.

A campanha “Olhe pelas Suas Costas” — lançada em 2009 sob a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia — reforça que mochilas leves, bem ajustadas e usadas corretamente são a chave para proteger não apenas a postura e a saúde da coluna, mas também a qualidade de vida das crianças no futuro.

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