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Resoluções de Ano Novo

Por que adiamos o que verdadeiramente desejamos… e por que (quase) nunca cumprimos?

Abrimos a porta a um 1 de janeiro, como quem abre uma janela para um outro futuro… O ar frio da meia-noite ainda toca a pele, o brilho dos foguetes desfaz-se no céu e, entre abraços e taças erguidas, contamos as 12 badaladas. Engolimos as 12 passas, como quem tenta encaixar 12 desejos em segundos apressados, acreditando que este pequeno ritual simbólico basta para inaugurar uma vida nova… É belo, é humano, é ancestral. Mas é, também, uma forma de desejar depressa demais…

Naquele instante, estamos a escolher desejos que ainda não escutámos, intenções que ainda não pensámos, promessas que nascem mais da urgência do calendário do que da verdade interior. Porque, enquanto abrimos a porta ao novo ano, não abrimos, necessariamente, a porta a nós mesmas.

1| O DESEJO QUE NÃO CABE EM CONTAGEM DECRESCENTE

O desejo verdadeiro não se revela ao som das badaladas. É lento, subterrâneo, íntimo.

É um murmúrio que pede tempo, antes de pedir forma. A psicologia lembra-nos que não desejamos com a cabeça, desejamos com a alma. E a alma não trabalha em urgências. Não responde a listas, nem a metas apressadas.

O desejo profundo jamais nasce em contagem decrescente. E é por isso que tantas resoluções falham: porque não nascem de um desejo pensado, mas de uma vontade improvisada. Usamos as listas para organizar a superfície da vida e evitar o desconforto do fundo. São práticas, sim, mas muitas vezes são, também, um desvio perfeito: uma forma sof isticada de fugir ao pensamento íntimo.

2| PENSAR, ANTES DE DESEJAR: O GESTO QUE QUASE NUNCA FAZEMOS

Antes das metas, há algo mais radical: pensar. Pensar intimamente. Pensar com a dureza doce da verdade. Pensar o que nos dói, o que nos falta, o que nos chama… e o que já não queremos carregar.

Deixo uma lista de perguntas simples, mas raramente feitas:

  • O que está vivo em mim?
  • O que já…

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