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Saudades da Côte d’Azur

Estive na Riviera Francesa, uma das zonas mais bonitas e sofisticadas do mundo. Fica no litoral sul de França, onde a água do mar é de um azul transcendente.

A região passou a ser moda no final do séc. XIX entre os aristocratas britânicos, que lá iam passar o inverno, mais ameno do que em Inglaterra, até que se tornou uma das estâncias balneares mais procuradas do mundo inteiro.

Mal cheguei a Nice – que fica a apenas 6 km do aeroporto Nice-Côte D’Azur, a poucos minutos de táxi ou de Sun Bus 23, que parte a cada 25 minutos, entre as 6 e as 20h –, entendi o que os atraiu e por que é a segunda cidade francesa mais visitada, logo a seguir a Paris. A paisagem é simplesmente deslumbrante e tem um charme e uma energia únicos. A marginal, a muito famosa Promenade des Anglais, tem 7 km de extensão e muita animação a qualquer hora.

Andei sempre a pé, o que não é fácil porque a cidade é enorme, muito maior do que estava à espera, mas pode optar por uma das muitas bicicletas que se alugam por toda a cidade, ou pelo moderno elétrico.

Os museus e galerias, muitos deles com entrada livre, estão por todo o lado, assim como jardins e parques. É um excelente destino quer para um passeio romântico quer com a família, pois encontram-se hotéis e restaurantes para todas as bolsas. Percorri, encantada, as ruas estreitas, repletas de casas e cafés, que me levaram à encantadora Vieux Nice, a parte antiga da cidade.

A arte está espalhada por todas as ruas, nomeadamente a barroca, e a influência italiana é grande, pela proximidade geográfica – Itália fica a apenas 20 km – e porque Nice fez parte do reino dos Saboias até 1860. Aliás, as placas das ruas da cidade velha mantêm os nomes nas duas línguas.

Também visitei Cannes, a Meca do cinema Europeu, cujo fascínio é percetível mal chegamos à Boulevard de la Croisette, a avenida principal, onde somos abraçados por hotéis majestáticos, como o Carlton e o Majestic, casinos, lojas luxuosas e o palácio onde tem lugar o festival de cinema. Deliciei-me com a parte velha da cidade e parti de ferry boat para a Île Sainte-Marguerite, a maior das Ilhas de Lérins, onde visitei o Forte Royal, que terá servido de prisão ao “Máscara de Ferro”, personagem do romance de Alexandre Dumas, que se acredita ter mesmo existido mas cuja identidade está ainda por confirmar.

Ambiente cosmopolita e arte

Antibes Juan-les-Pins é ideal para quem, como eu, gosta de se divertir e de dançar. Bares, discotecas, cabarets, casinos e até algumas lojas abertas à noite ajudam quem gosta de festa a trazer boas recordações deste destino. Beba um copo no Pam Pam, na Route Wilson. Lembra o Moulin Rouge, mas com sonoridades reggae, brasileiras e africanas.

Caso queira “esticar-se” mais um bocadinho, siga até à Boulevard de la Pinede e vá ao Whisky ou ao Le Village. Para quem prefere a cultura, é indispensável uma visita à Antibes Velha, com paragem no Museu Picasso, para descobrir a coleção única de obras, pintura, desenho e cerâmica, que o artista espanhol criou durante a sua estada, em 1946, no Château Grimaldi, um castelo debruçado sobre o mar, que usou como atelier. Não deixe de visitar também o Castelo Museu de Vallauris.

A curta distância (pode ir a pé) fica o Atelier Madoura, agora aberto ao público, onde Picasso e outros artistas famosos trabalharam peças de cerâmica. Aos apaixonados pelas artes plásticas, pintura, escultura e cerâmica recomendo ainda a estada em Saint Paul de Vence, outra localidade da Côte d’Azur, localizada mais longe do mar, no alto de uma colina, rodeada de muralhas medievais do séc. XIV.

Os seus becos, ruas e ruelas escondem muitas e boas surpresas, nomeadamente para os apreciadores de bons vinhos, como La Petite Cave de Saint-Paul, um lugar de culto.

Não deixe de visitar, a 10 minutos a pé da vila, a Fondation Maeght, um museu de arte contemporânea onde pode admirar trabalhos de Chagall, Miró, Braque e Giacometti, entre outros.

A fundação, propriedade do casal Maeght, que a iniciou para atenuar a dor da morte de um filho de 11 anos, tem uma vasta coleção de pintura, escultura, desenho e gravura, principalmente do séc. XX. O edifício do museu é ele próprio uma obra-prima, da autoria do arquiteto catalão Josep Luis Sert.

Para programar a sua viagem, visite o site oficial de turismo da Riviera Francesa.

Voos baratos!

A Easy Jet já voa para Nice, com voos diretos de Lisboa para o Nice Côte d’Azur Airport. A companhia aérea tem seis frequências semanais entre Lisboa e Nice, com voos às terças, quintas e sábados. Bilhetes a partir de €32, valor base para uma ida. Os preços referidos incluem todas as taxas. Entre as novidades da Easy Jet em Portugal, conta-se ainda as rotas Lisboa-Luxemburgo, estreada em dezembro, e Faro-Berlim, que estreia a 21 de junho.

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