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Um jantar para ficar na memória

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A grande vantagem dos jantares Silver Spoon, além da experiência gastronómica que nos proporcionam, é o facto de nos abrirem as portas a locais que não nos passariam pela cabeça. Como acontece sempre, a única coisa que sabíamos era o dia, a hora e o tema.

No convite, podia ler-se: “Este jantar tem como tema: All the World’s a Stage, uma inspiração Shakesperiana e para o pós-jantar, The Great Gatsby. Este jantar conta com a parceria do Ritz Four Seasons Hotel Lisboa e com participação do chef Pascal Meynard.”

Muitos dos jornalistas convidados (eu incluída) achavam que o jantar seria no Ritz, já se falava no Salão Nobre e tudo. Mas não poderíamos estar mais longe da realidade. O Silver Spoon passa por isso mesmo, por nos surpreender e nos levar ao inesperado.

Só no próprio dia nos enviaram mais pormenores: “É com muito prazer que vos envio a morada para o ponto de encontro de amanhã para o jantar Silver Spoon – ‘All The World’s a Stage’ Horário – 19.30. Morada – Praça da Alegria n.º 9 – Palácio de São Miguel. Dress code – Art Deco mood.”

O mistério estava revelado, o jantar não ia ser no Ritz. Entre nós, perguntávamo-nos: “Palácio de São Miguel, mas onde é que isso fica? Nunca ouvi falar.” Valeu-nos o táxi que nos deixou lá.

Já estão algumas pessoas à porta quando chegamos, avisam-nos de que só podemos entrar às 19h30. Este é um prédio devoluto, grafitado pelo Bloco de Esquerda e onde se pode ler “casas vazias, gente sem casa”. Dá para perceber que este é um local fechado há muito…

As portas abrem-se à hora marcada. À nossa frente está uma escadaria enorme com velas nas laterais de todos os degraus. Indicam-nos que devemos entrar na sala à esquerda. Existe mobiliário vintage em vários recantos e um bar da Absolut Elyx com um ar retro industrial, lindo!

Estamos no ACTO I (ou sala de jogos)

Os barmen, os cocktails e toda a decoração nos convidam a voltar atrás no tempo. Escusado será dizer que nos vestimos a rigor e que a grande maioria das pessoas seguiu à risca o dress code.

À partida, nem nos parece que este é um palácio abandonado. Existe uma pequena sala anexa, onde se joga com os aperitivos. Estes são servidos num tabuleiro de jogo de damas, sob a forma de pequenas bolas de cacau com foie gras e nozes pecan, ou em formato de fichas de poker de parmesão e sésamo com hummus (este numa bisnaga metalizada).

Está na hora de avançarmos para o segundo ato e subirmos ao primeiro andar…

ACTO II (na sala de banquetes)

Assim que acabamos de subir a escadaria, deparamo-nos com a cozinha improvisada pelo chef dinamarquês Ronni Mikkelsen que, em parceria com Pascal Meynard, o chef executivo do Ritz, são os responsáveis por este jantar.

Existem quatro salas distintas, todas lindas! As paredes são coloridas, ficamos naquela que está mesmo em frente à cozinha, porque aqui se percebe ainda melhor o que se passa.

Estamos num palacete abandonado, mas as cadeiras, as loiças e os talheres do Ritz depressa nos fazem esquecer desse pequeno, grande, pormenor. Começamos com raízes, sob a forma de um consommé com raízes fumadas e trompetas negras, para mim, de longe, o melhor prato de todo o jantar…

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