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Vamos falar de amor?

Escrever é algo que lhe é intrínseco. Falar de amor é a fonte de inspiração que, desde sempre, lhe encheu as páginas em branco. Mas a paixão pela escrita, aliada ao encanto pelas histórias que partilhava encapotavam um medo teimoso. “Acreditei durante muito tempo que não era feita para uma relação estável. Aos 37 anos, solteira, com dois filhos, conheci o Pedro e isso mudou…” Hoje, faz coach e mentoria de relacionamento. Catarina Beato na primeira pessoa.

Foi jornalista e escreveu durante mais de uma década para o blog que criou em 2005, “Dias de uma princesa”.  Numa partilha real de um quotidiano semelhante ao de muitas de nós, rapidamente juntou uma comunidade online. Desde sempre apaixonada por relações – pessoais, de casal ou familiares, foi mergulhando neste universo, ano após ano, desenvolvendo inúmeras formações que a ajudaram a crescer na área. “Tirei uma certificação como coach há seis anos para consumo próprio e foquei o meu estudo nas relações. Há três anos, com o confinamento e outros acontecimentos muito íntimos, pensei que queria levar estas aprendizagens a outras pessoas”, diz. Hoje, é mentora de relacionamentos e tem um objetivo muito claro: ajudar outros a encontrarem a sua história de amor! Com uma plataforma online, em catarinabeato.pt, onde oferece serviços de mentoria individual ou grupos de mentoria, diversos e-books, lives no IG com convidados especiais, e um podcast onde fala de amor, Catarina divide, é mãe de 4 filhos. Numa casa plena relações para alimentar, controlar e, por vezes, resolver, é uma fonte de inspiração para quem a segue na partilha das suas vivências e experiências como mulher real, humana e sem tabus!

Porquê a área de coaching em relacionamentos?

Saber mais sobre relacionamentos foi uma necessidade pessoal. Ainda que as histórias de amor sejam, desde sempre, o meu tema preferido na escrita (os meus livros são a imagem disso), acreditei durante muito tempo que não era feita para uma relação estável. Aos 37 anos, solteira, com dois filhos, conheci o Pedro e isso mudou. Eu queria mesmo que a nossa história funcionasse. Estávamos apaixonados, tínhamos um enorme respeito um pelo outro, muito desejo, mas tudo isso serve de muito pouco se não trabalharmos os pequenos desafios de todos os dias. Tirei uma certificação como coach há seis anos para consumo próprio e foquei o meu estudo nas relações. Há três anos, com o confinamento e outros acontecimentos muito íntimos, pensei que queria levar estas aprendizagens a outras pessoas.

Catarina Beato

Catarina Beato

Como cresceu o gosto pela área?

As histórias de amor são a minha paixão e o meu tema. Quando era mesmo pequenina e estava em casa dos meus avós, pedia sempre ao meu avô para contar o ‘Amor de Perdição’ para adormecer. Com um enorme respeito pelas pessoas que fizeram parte da minha história, já passei por muitas coisas que me permitem chegar aos outros. Quero que todas as pessoas saibam que, se dói, não é amor. Quero que todas as pessoas vivam relacionamentos amorosos onde as suas necessidades sejam acolhidas. Quero que todas as pessoas vivem histórias de amor felizes consigo, mesmo que estejam com alguém. E que só fiquem nas relações se o saldo for positivo. Acrescentando que nenhuma relação é boa todos os dias.

É difícil, abordar estas questões com outras pessoas?

Não. É fácil chegar às pessoas. Eu não abordo estes temas de forma teórica, ou distante. O que eu mais gosto é sentir a diferença que posso fazer na vida das pessoas.

As pessoas reconhecem facilmente que estão com problemas e que precisam de ajuda?

Reconhecem os problemas e reconhecem que precisam de ajuda. Fazer alguma coisa para mudar… isso é pior. As zonas de conforto podem ser lugares péssimos mas são o sítio que cada pessoa conhece.

Também faz mentorias individuais, não só de casal. As pessoas tornam-se mais alegres? Conseguem encontrar a felicidade que procuravam?

O objetivo da mentoria de relacionamentos, individual ou casal, é viver de forma mais saudável e alinhada com as necessidades de cada um. A felicidade ou a alegria são estados intermitentes. Temos que aceitar os dias excelentes e os dias menos bons. O meu trabalho não traz garantia de felicidade, traz consciência e respeito por aquilo que somos.

Pode ser uma péssima publicidade mas a mentoria pode trazer, por exemplo, a consciência que estamos num relacionamento que não faz sentido. Isto não será uma alegria, mas no longo prazo garanto que tudo fará sentido.

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Onde está, muitas vezes, o problema? Para o facto de não olharmos para dentro, para nós, por exemplo?

O maior problema das pessoas é o medo de não serem amadas. O medo de não ser amado é uma das emoções mais comuns e profundas que as pessoas experimentam em relacionamentos amorosos. Uma das consequências mais imediatas é a busca desesperada por amor e validação. Quando alguém está tão preocupado em ser amado, é fácil cair na armadilha de fazer tudo para agradar ao outro, mesmo que isso signifique sacrificar suas próprias necessidades e desejos. As pessoas não dizem o que realmente sentem e precisam com medo da reação do outro.

As pessoas não perguntam, assumem. E as pessoas não ouvem, defendem-se. Isto conjugado com a ilusão que o “amor basta”. O amor é a base mas as relações constroem-se.

Qual é o perfil das pessoas que a procuram?

Não existe um perfil. Trabalho com homens e mulheres, dos 20 anos aos 60 anos, solteiros, em relações mais ou menos longas ou a viver ruturas e mudanças.

Fala abertamente da sua vida pessoal e profissional nas redes sociais. Nunca teve algum medo de o fazer?

Eu falo abertamente da minha vida, sem tabus nem filtros. Mas isso nem sempre significa que falo sobre a minha intimidade. São coisas muito diferentes. Não tenho qualquer medo de viver e comunicar em verdade.

As redes são hoje uma boa ferramenta de trabalho, se forem usadas devidamente para esse efeito?

As redes e a vida no geral. Tudo é bom se usarmos de forma correta. As redes sociais são projeções da vida.

O que diz a sua família dessa exposição? É difícil gerir a exposição pública? Porquê?

Como disse, existe uma diferença entre mostrar e expor. Sei que as pessoas têm uma sensação de proximidade mas sabem de mim apenas aquilo que eu escolho contar. Na verdade, nas redes sociais conto muito pouco sobre as minhas dores (e muito menos em tempo real). Como alguém dizia: tudo o que está nas redes sou eu, mas eu sou muito mais do que está nas redes. As pessoas ficariam impressionadas se soubessem 10% da minha vida.

De que forma consegue equilíbrio na sua vida pessoal, tendo essa exposição?

A minha comunidade é composta por um grupo fantástico de pessoas que me ajudam sempre que preciso. Tenho amigas que nasceram nas caixinhas de comentários e nas mensagens privadas.

Quando sentiu que queria passar a ajudar os outros, na área dos relacionamentos?

Há cerca de dois anos depois de um conjunto de acontecimentos absolutamente íntimos (lá está, daquele 99% de vida que existe para além daquilo que as redes mostram). Primeiro aconteceu tudo com muito medo e dúvidas, mas sentir o impacto do meu trabalho na vida das pessoas fez-me querer continuar. Sou profundamente grata às pessoas que me escolhem como mentora. Pessoas que não queriam amar e que hoje vivem relações apaixonadas, pessoas que vivem relacionamentos tóxicos e que se libertaram, casais que alinharam as suas necessidades e são muito mais concretizados. Homens e mulheres que escolheram conhecer as suas necessidades e limites e viver nessa autenticidade.

A Catarina é vista como uma mulher real, que luta mas que também sofre. É importante abordarmos a vida com esta transparência? Porquê?

Chamo-lhe ser autêntico. E isso é a forma mais profunda de respeito por mim e pelos outros. Eu só quero viver nesse lugar de liberdade.

De futuro, que projetos tem em mãos?

O meu primeiro projeto é a minha família (dá um trabalhão mas compensa tudo). Como mentora de relacionamento quero manter o trabalho de atendimento individual e em casal. E nas próximas semanas vou trazer a público um projeto que estou a preparar, muito focado nisto de ser casal no desafio da parentalidade. Vivo muito alinhada com aquilo que ensino aos outro: com calma e foco nas minhas necessidades.

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