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Escova elétrica, fio dentário ou jato de água? Especialistas explicam o que realmente importa

Entre novas tecnologias e hábitos antigos, muitos portugueses ainda têm dúvidas sobre o que é mesmo eficaz na higiene oral.

Os hábitos dos portugueses em relação à higiene oral, um dos pilares fundamentais da saúde, continuam a revelar um cenário preocupante: estamos longe do mínimo recomendado. Os dados mais recentes indicam que apenas 23,4% utilizam fio dentário diariamente e que 32,8% recorrem ao elixir oral — percentagens muito abaixo das orientações dos médicos dentistas.

Perante esta realidade, impõe-se uma questão desconfortável, mas necessária: estaremos a investir em dispositivos e tecnologias enquanto ignoramos as práticas mais simples e essenciais da higiene oral?

Posto isto, vale a pena perceber o que realmente compensa, ou não, adquirir. Para ajudar, os especialistas da OralMED analisam duas dúvidas muito comuns: “Devo comprar uma escova elétrica ou uma escova tradicional?” e “O irrigador oral é mesmo necessário na rotina?”.

Escova tradicional ou elétrica: qual a melhor?

Créditos: Freepik

O debate sobre qual é a melhor escova de dentes — tradicional ou elétrica — tem ganho cada vez mais destaque. Segundo os especialistas da OralMED, ambas podem ser eficazes, desde que utilizadas de forma correta.

A escova elétrica facilita a escovagem, especialmente para quem tem menor destreza manual, e pode ser mais económica a longo prazo, bastando trocar as cabeças periodicamente. Já a escova tradicional continua a ser uma opção válida e acessível, desde que seja aplicada uma técnica adequada.

No fim, o fator decisivo não é o tipo de escova, mas sim a forma como é utilizada.

Jato de água: vale a pena o investimento?

Créditos: Freepik

Nos últimos anos, outro dispositivo tem despertado curiosidade: o chamado “jato de água”, conhecido clinicamente como irrigador oral. Este equipamento usa um fluxo contínuo de água para remover resíduos alimentares entre os dentes e abaixo da gengiva.

É particularmente útil para quem tem próteses fixas completas, facetas, coroas ou pontes sobre implantes, bem como para utilizadores de aparelhos ortodônticos. Mesmo com próteses bem ajustadas, tende a acumular-se matéria na zona entre a gengiva e a estrutura protética, e o irrigador oral ajuda a limpar essas áreas de forma eficaz.

Além da eficácia, o aparelho destaca-se pela praticidade: é fácil de usar, chega a zonas menos acessíveis e existe em versões portáteis, ideais para viagens.

Contudo, os especialistas da OralMED sublinham que o irrigador oral não é um complemento obrigatório para a maioria das pessoas, desde que o fio dentário seja usado de forma regular e correta. O dispositivo pode proporcionar uma sensação de frescura e gengivas mais limpas, mas não substitui a limpeza mecânica oferecida pelo fio dentário. 

A tecnologia pode ajudar, mas não corrige falhas de rotina. A verdadeira prevenção continua a depender dos hábitos diários: simples, acessíveis e cientificamente comprovados.

Fio dentário: o indispensável da rotina

Créditos: Pexels

Apesar da crescente popularidade dos dispositivos complementares, o fio dentário continua a ser o método mais eficaz para limpar entre os dentes. É nessa zona que se acumulam diariamente restos alimentares que a escova, seja tradicional ou elétrica, não consegue alcançar.

Sem uma limpeza adequada, esses resíduos transformam-se em placa bacteriana, podendo causar cáries interdentárias, gengivite, periodontite e, em casos mais graves, perda dentária. Por isso, o uso diário de fio dentário, fita dentária ou escovilhão — conforme o espaçamento entre os dentes — mantém-se uma prática essencial e insubstituível.

Como lembra Nuno Cintra, Diretor Clínico do grupo OralMED Medicina Dentária, “antes de investir em dispositivos adicionais, é fundamental consolidar as bases: escovagem correta, uso diário de fio dentário e visitas regulares ao médico dentista. Só depois de garantir estes pilares é que escovas elétricas ou irrigadores orais podem acrescentar valor real à rotina de higiene oral”.

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