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Caspa: 6 mitos que precisa mesmo de deixar para trás

A médica Ana Isabel Silva desfaz seis mitos comuns sobre esta condição, que é frequente, tratável e muitas vezes desvalorizada.

Quantas vezes desvalorizou os sinais de caspa no seu couro cabeludo, usando afirmações como “acontece de vez em quando” ou “deve ser do stress no trabalho”? Em Portugal, segundo Ana Isabel Silva, membro da equipa médica da Pierre Fabre, mais de 500 mil pessoas sofrem com dermatite seborreica, uma doença inflamatória crónica com vermelhidão, descamação e prurido localizados, sobretudo no couro cabeludo, sobrancelhas, zona central da face e orelhas.

É caracterizada pela presença de películas ou placas branco-amareladas, com ou sem oleosidade associada. Tem um pico de incidência por volta dos 30 anos, mantendo-se ao longo da vida adulta e podendo ser agravada por diversos fatores, como o stress ou o clima húmido.

Ana Isabel Silva, membro da equipa médica da Pierre Fabre

A dermatite seborreica inclui-se num conjunto de situações denominadas “estados descamativos” que “são habitualmente pouco valorizados pela população e, por isso, não são diagnosticados nem tratados corretamente”, explica a especialista.

Apesar de serem situações frequentes, continuam rodeadas de mitos que contribuem para a redução das atividades sociais de quem delas padece e atrasam a procura de soluções eficazes.

A médica Ana Isabel Silva desmistifica seis ideias pré-concebidas:

Mito 1: “A caspa é sinal de falta de higiene”

A caspa não resulta de falta de higiene, mas sim de um processo inflamatório da pele/couro cabeludo, frequentemente associado ao desequilíbrio de microrganismos, nomeadamente de um fungo naturalmente presente numa pele saudável: a Malassezia.

Mito 2: “Lavar o cabelo todos os dias causa caspa”

Pelo contrário, lavar o cabelo com a regularidade adequada pode ajudar a controlar a caspa, desde que se utilizem produtos apropriados. A lavagem diária não causa caspa; no entanto, champôs agressivos ou inadequados podem irritar o couro cabeludo e agravar a descamação. A escolha do melhor champô é mais importante do que a frequência.

Mito 3: “Usar sempre o mesmo champô causa caspa”

Não há evidência de que o uso contínuo do mesmo champô cause caspa. É importante seguir uma rotina de utilização de um champô com ingredientes específicos para esta condição e na frequência adequada (normalmente três vezes por semana, durante duas semanas), podendo ser alternado com um champô neutro, que pode ser usado diariamente.

Mito 4: “Caspa é sinónimo de couro cabeludo seco”

O couro cabeludo seco pode originar um estado descamativo diferente da dermatite seborreica. Esta está mais frequentemente associada a um couro cabeludo normal ou oleoso, com uma descamação caracterizada por escamas maiores, esbranquiçadas ou amareladas, podendo estar acompanhada de prurido mais ou menos intenso e vermelhidão. Confundir as duas condições pode levar ao uso de produtos inadequados.

Mito 5: “A caspa é contagiosa”

A caspa não é contagiosa. Não se transmite por contacto direto nem pela partilha de pentes, chapéus ou toalhas. Trata-se de uma condição individual, relacionada com fatores como predisposição genética, resposta inflamatória da pele, stress e alterações hormonais.

Mito 6: “Usar chapéus causa caspa”

O uso de chapéus não provoca caspa. Contudo, chapéus muito apertados ou usados durante longos períodos podem aumentar a humidade e a oleosidade do couro cabeludo, o que pode agravar uma caspa já existente, sem ser a sua causa direta.

Em conclusão, “a caspa é uma condição comum, benigna e tratável”. Desmistificar ideias erradas permite uma abordagem mais informada, reduz o estigma e contribui para melhores cuidados do couro cabeludo. A especialista lembra que “o aconselhamento médico ou farmacêutico é fundamental quando a descamação é persistente ou intensa”.


Referências a que a especialista recorreu:

Estudo ALL About – Patient Centric Study, Survey entre Janeiro e Abril 2023, 50.552 indivíduos, 20 países, 5 continentes, resultante da colaboração entre os Laboratórios Pierre Fabre e a companhia EMMA Clinic. Prevalência de DS  em Portugal de 5,6%.

Merck manual – Professional version; “Seborrheic dermatitis, by Thomas M. Ruenger, MD, PhD, Georg-August University of Göttingen, Germany; Reviewed by Joseph F. Merola, MD, MMSc, UT Southwestern Medical Center; Reviewed/Revised Apr 2025

Cadernos de Farmácia Prática #006 Abril 2019; Suplemento Farmácia Distribuição; “ Dermatite seborreica: Como ajudar a controlar a DS no couro cabeludo?”

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